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caos nos shoppings

‘Rolezinho’: nova forma de protesto ou baderna?

Encontros em shoppings marcados nas redes sociais por adolescentes colocam em lados opostos ativistas das liberdades individuais e lojistas

‘Rolezinho’: nova forma de protesto ou baderna?
Segundo analistas, 'rolezinhos' são uma continuação das manifestações do ano passado (Reprodução/FolhaPress)

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Nas últimas semanas um assunto vem dominando os noticiários. São os chamados “rolezinhos”, encontros em shoppings marcados por adolescentes nas redes sociais, a princípio sem qualquer finalidade criminosa, aparentemente para tumultuar esses centros de consumo. A novidade vem sendo chamada por alguns  de “Occupy das periferias”, em referência ao movimento Occupy Wall Street, nos EUA.

Os “rolezinhos” acenderam o debate sobre segregação racial e social em áreas tidas como “ilhas de sossego da classe média” e colocaram em lados opostos lojistas e ativistas das liberdades individuais.

Para o sociólogo Fred Lúcio, professor da ESPM, os “rolezinhos” são uma continuação dos protestos de 2013. Assim como os protestos, os “rolezinhos” também não têm liderança. A diferença é que agora, em vez de transporte de qualidade, os jovens  da nova classe média estão exigindo mais opções de lazer. “É um jovem com uma energia muito grande, com uma demanda reprimida por lazer, por diversão, por cultura, e que tem uma capacidade muito forte de mobilização”, diz o sociólogo.

Por sua vez, os lojistas argumentam que os “rolezinhos” prejudicam o funcionamento dos estabelecimentos, pois assustam os consumidores. Além disso, o temor de que haja confusão ou furto obriga os estabelecimentos a fecharem as portas mais cedo. “Nós tivemos uma situação em que pessoas saíram correndo dentro do shopping center. Uma senhora acabou tropeçando, apavorada, e esse estado de pânico se gera no empreendimento a troco de quê?”

Nesta terça-feira, 14, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) declarou que os próximos shoppings escolhidos para os “rolezinhos” entrarão na Justiça contra o evento.

O  presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Martim de Almeida Sampaio, diz que a falta de liderança dificulta o diálogo com os jovens, mas que é preciso equilibrar os dois lados envolvidos. “O importante é interferir para que seja garantida a democracia e os direitos humanos. Esse equilíbrio entre direito de propriedade e direito de se manifestar”, diz Sampaio.

O caso do shopping Itaquera

Os primeiros “rolezinhos” ocorreram em São Paulo e chegaram ao auge no sábado, 11, quando milhares de jovens compareceram ao Shopping Metrô Itaquera, na zona leste de São Paulo. A Polícia Militar informou que cerca de mil pessoas estavam presentes no evento, mas lojistas afirmam que no mínimo três mil jovens estavam no local.

O evento começou pacífico, mas terminou em correria e confusão. Segundo a polícia, uma loja e pelos menos dois clientes relataram furtos. Porém, ativistas e participantes do evento acusam a polícia de truculência e segregação racial.

Um evento marcado no Facebook promete levar o “rolezinho” até o Rio de Janeiro. Em uma página da rede social, um evento está marcado para ocorrer no próximo domingo, 19, às 16h20, no Shopping Leblon. Segundo os organizadores, o evento é em apoio aos jovens de São Paulo e contra a violência policial.

Fontes:
G1-Saiba mais sobre os rolezinhos
G1-Shopping Leblon, no Rio, promete medidas após convite para 'rolezinho'
Folha-Polícia de SP abre inquérito para investigar 'rolezinhos'

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21 Opiniões

  1. Fransa disse:

    É falta de cultura, de educação, de estrutura e de discernimento! Os culpados não necessariamente são os próprios manifestantes, temos que considerar também o ambiente familiar e a falta de um estado compromissado com o desenvolvimento humano. Aparecendo na mídia os tais começam a se achar o máximo, sem conseguirem entender que, infelizmente, são o mínimo. Se acham que estão protestando a situação é então ainda pior!

  2. Roberto1776 disse:

    Agora basta comprar um calhambeque (nem precisa pagar as prestações) e ter um celular para o infeliz ser promovido a classe média. Só aqui no Brasil.
    Esse flashmob versão tupiniquim tem tudo para fomentar mais um pouco a luta de classes tão ao gosto das esquerdas caviar com lagosta.
    Contra anarquistas, só a polícia resolve.
    Aqui no RS vai ser um horror quando a moda chegar, pois o goverptnador não gosta que a polícia cuide do patrimônio, nem o público e muito menos o privado.

  3. Lucia disse:

    Quem é que está por trás desses rolezinhos? Isso não surgiu do nada. Se for uma forma de protesto, o shopping não é lugar para protestos. Se for apenas baderna deve ser contido sim. Seja como for, não é uma forma de discriminação, como alguns desocupados defensores das minorias querem fazer crer, pois os jovens podem ir ao shopping quando quizerem que não serem postos para fora. Agora, mil ou 2 mil pessoas se reunindo e provocando tumulto dentro de um espaço fechado, quase sem saídas, é baderna sim, sejam essas pessoas jovens da periferia, da classe média, ou de qualquer outro grupo social. Shopping é lugar para compras e lazer, frequentado por muitas crianças e idosos que podem sair machucados dessa bagunça toda com muita facilidade.

  4. olbe disse:

    Um problema muito difícil de resolver: Ninguém pode ser proibido de entrar em lugar público ainda mais que eles não fazem nada só atravessam o Shopping igual faziam na praia (mas na praia roubavam). Só o foto de verem rapazes negros em grupo dentro do Shopping apavora as pessoas (todos tem motivos para ter medo) e o Shopping é uma empresa privada que visa lucro e estes rolezinhos causam prejuizo. Como resolver???

  5. Gutemberg Oliveira disse:

    Eu não entendi a parte de “colocaram em lados opostos lojistas e ativistas das liberdades individuais”. Lendo isso parece que os lojistas são contra a liberdade, e que, num raciocínio seguinte, são os empresários/ricos os culpados pela pobreza.
    No meu entendimento de liberdade, o indivíduo é livre DESDE que essa liberdade não incomode, colida, ou coloque em risco a liberdade de outro indivíduo.

    Eles tem o direito de fazer o tal “rolezinho”, mas tem que ser num shopping center? É assim, com essa maior baderna, que eles reinvidicam por mais opções de lazer? Qual empresário vai querer abrir uma loja no meio de um lugar habitado por tais “criaturas baderneiras”? Ao meu ver, ações como essas geram ainda mais discrimação (falando na língua deles).
    Além disso, acho que devem fazer suas manifestações para “atingir” os governantes, e não comerciantes.

  6. Miguel Meira disse:

    O pesadelo da desigualdade
    “Os pobres não conseguem dormir por que têm fome”, disse em 1999 o economista nigeriano Sam Aluko, em frase que ficou famosa, “e os ricos não podem dormir porque os pobres estão acordados e famintos”.

    Somos todos afetados por profundas disparidades de renda e riqueza, por que o sistema político e econômico do qual depende nossa prosperidade não pode continuar enriquecendo alguns, enquanto empobrece outros.
    (www.valor.com.br/opiniao/3389484/o-pesadelo-da-desigualdade?utm_source=newsletter_manha&utm_medium= 09012014&utm_term =o+pesadelo +da +desigualdade&utm_campaign=informativo&NewsNid=3389234#ixzz2qDl72JUC)

  7. helo disse:

    O governo estimula o consumo e os jovens do rolezinho tem a mesma cabeça vazia de tantos outros cuja distração é ver vitrines e consumir supérfluos. Tenho pena do comércio que já sofre com a queda nas vendas, os cheques sem fundo e que vendem menos com o comprador evitando possível confusão. Tres mil jovens é só um rolezinho ou um badernão? O jovem está descontente mas ainda não descobriu que o governo do país é o grande vilão e não o comerciante trabalhador.

  8. Ivone disse:

    Será que li corretamente o comentário de Olbe

    só o foto (fato) de verem rapazes negros em grupo dentro do Shopping apavora as pessoas (todos tem motivos para ter medo). Que comentário racista.
    Difícil entender como a O&N divulgou isto.
    ´

  9. Áureo Ramos de Souza disse:

    dizer que não tem um chefão é engano, alguém teve a ideia e convidou outros a fazerem o rolezinho e quanto ser NEGRO não existe, tem muita gente BRANCA pobre. O problema é que quando se pensa em construir um Shopping se escolhe próximo de favelas e não procuram primeiro entrar em contato com o município e ou o governo para desapropriar esses moradores, é o caso de Recife, o Shopping Center Recife fica arrodeado da Favela Entra Apulso, o mais novo o Shopping Beira Mar também. São esses pequenos problemas que não se pensa antes de construir e depois querem tirar apulso o povo. Se faz necessário mais segurança, dentro e fora pois os seguranças de gravata não são preparados para tal situação. Esse governo que faz tudo e não vemos nada é justamente o responsável por tudo que vem passando nosso país e em 2014 a coisa com certeza irá piorar.

  10. Henrique de Almeida Lara disse:

    Não se pode chamar os “rolezinhos” de protestos porque os seus ativistas jamais apresentaram pauta clara de reivindicações. Considero que as pessoas que defendem os “rolezinhos” baseadas no direito e na liberdade de expressão estão fora de focos. O direito de uns não pode se sobrepor ao direito de outros. A liberdade é um direito que só pode ser usufruido com responsabilidade. Liberdade sem responsabilidade é libertinagem e, por isso, irresponsável. É baderna que deve ser reprimida sim. Nenhum direito de liberdade deve estrapolar a ponto de causar prejuizo ao direito do outro. A meu ver, o problema começa com o tipo de educação que se recebe a partir do lar e que, depois, é reforçada pela deterioração ética da sociedade. Problema que a sociedade está vivendo em todas as suas esferas. Para reconhecer esta realidade, basta acompanhar os noticiários. Há uma cultura de falta de limites!

  11. Dinamerico V. De paula disse:

    Segundo os analistas os rolezinhos são continuação das manifestações de 2013. Mas, baseado em que estudo esses analistas falam isso? Se não tem liderança, organização ou não sabem o que querem, não passa de baderneiros numa turba, que por não saberem o que quer, se tornam umas Marias vai com as outras.
    Logo em seguida vem alguns “analistas e defensores de direitos humanos” falando o que acham, sem nenhuma fundamentação.
    Os direitos humanos estão muito longe da sociedade brasileira, o que vemos são aproveitadores que distorcem os fundamentos dos direitos humanos, em prol de minorias que se dizem discriminados, mas que estão em busca de poder, através de badernas, e, as vezes cometendo ou encomendando assassinatos (no caso dos presidiários nos presídios)…

  12. Téka Assunção disse:

    Dar um ” rolé”, é uma gíria feia. Dar um rolezinho pior ainda. Quem está causando esse transtorno?? Me parece que é algo sem estrutura. Querem protestar ?! Que protestem.. mas, saibam que num Shopping, é o local menos adequado. Se o jovem está querendo lazer, cultura, e diversão, então que marque audiência com a Presidenta Dilma e sua equipe, ou com o Prefeito e o Governador, para reivindicar seus desejos. Pois quando os governantes precisam, em “épocas de eleições”, eles sabem muito bem , onde devem ir, para fazer suas reivindicações.
    A QUEM POSSA INTERESSAR :
    BADERNA é uma palavra exclusiva do português brasileiro que significa confusão, desordem, bagunça. Mas sua origem é bem peculiar: servia para classificar, de maneira pejorativa, os seguidores barulhentos de uma dançarina italiana que causou furor no País. Seu nome ? Marietta Maria Baderna, bailarina clássica, filha do médico Antonio Baderna; teria buscado o Brasil como exílio em 1849. Talentosa, de espírito rebelde e contestador, conquistou uma legião de fãs ao introduzir o lundum, (dança afrobrasileira praticada por escravos), em meio a uma sociedade conservadora e escravista. Marietta Baderna esteve no Rio em 1851, provocando “um certo frisson”. O termo “baderna”, está associado aos seus admiradores, chamados de ” os badernas”, que entoavam o nome da musa ao final de suas apresentações.
    Abços,
    Téka Assunção

  13. Júlio Cardoso disse:

    Esses movimentos nada tem haver com as manifestações de junho passado.
    Os “rolezinhos” são fruto da falta viva de hierarquia e disciplina no seio familiar e educacional, bem como da ausência de segurança pública no Brasil. Em casa, eles são rebeldes e não respeitam mais os pais, bem como os mestres nas escolas. Antigamente, havia hierarquia, respeito e disciplina em todas as instâncias, mas a novel família sucumbiu a esses valores, e o que se vê hoje são um bando de indisciplinados sem um porrete limitador.
    O de que necessitamos é ressuscitar o ambiente hierárquico e regrado, onde a figura da autoridade seja capaz de punir os desvios de conduta.

  14. Carlos disse:

    “rolezinhos” são arrastões! Tudo o resto è conversa para boi dormir!

  15. D.Carneiro disse:

    A garotada ainda não se deu conta de que está sendo usada como massa de manobra por alguém com interesses escusos, tal como aconteceu nas manifestações de 2013. A intenção da maioria pode não ser má, mas como nos protestos do ano passado, baderneiros e marginais aproveitam para se infiltrar e tirar proveito da dificuldade que as forças de segurança têm para controlar a massa.

    Quem quiser protestar, que proteste na porta das autoridades (governo estadual, prefeitura, secretaria de educação e saúde, assembleia legislativa, câmara, etc) ou dos grandes veículos de mídia (tv, jornais, etc)! Mas que tenham uma pauta de reivindicações coerente, sob pena de os protestos se esvaziarem como também aconteceu com os de 2013.

  16. Mauricio Fernandez disse:

    Os rolezinhos ou “occupy” dos intelecutais de cordel assim como passeatas de protestos se, encorajados e organizados com fim específico ocorrerão em qualquer parte do mundo. O motivo não importa. Importa a visão do organizador. As avestruzes que falam para si próprias com suas cabeças devidamente enfiadas em um buraco certamente não podem enchergar que se trata apenas de um movimento de massas. O movimento de massas é a mãe que abriga em seu colo todas as revoluções. Tudo não tem passado de um teste verificador dos remédios que se aplicará em nome da ordem, da lei, da moral, do bem estar comum e da democracia. Mas quem quer ver ou falar sobre isso!?…… é mais prudente recitar a monótona repetição do mesmo com o devido distanciamento. É assim que pretendem mudar alguma coisa…. falta muito!

  17. Sandro L B disse:

    Idiotas úteis
    muito em voga usados pelos Petralhas

  18. Luis Barati Silva disse:

    Proponho aos jovens de todas as classes sociais fazer um “rolezinho” na biblioteca; e ler TODOS os livros da literatura brasileira em sinal de protesto.

  19. Mauricio Fernandez disse:

    Quando se instigam as massas a se movimentarem consequentemente se abre espaço para os baderneiros e vândalos. Agora, só não entendo a preocupação de Presidenta Dilma ao buscar os serviços da ABIN nesse caso. Interessante….. muito interessante!

  20. Ivan disse:

    Esse tal de rolezinho .é pura baderna de jovens ,tem que inibir, jovens não sabem divertir…

  21. kelvin disse:

    isso e um baderna nois dos relozinho vai no shopping pra se encontrar conheçer gente nova convesar no roubar tumultuar ou algo pareçido mais nada alem disso

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