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Coluna Esplanada

Roseana, para papai, será presidente do Senado

Depois de descontar toda a sua incompetência no Maranhão, Sarney quer fazer da filha a primeira mulher eleita para a presidência do Senado

Roseana, para papai, será presidente do Senado
Sarney dá como certa a vitória da filha à Casa Alta na disputa de 2014 (Reprodução/Internet)

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Por mais que o país avance em todos os campos sociais na maioria dos estados – apesar do índice tímido da economia – a declaração da governadora Roseana Sarney (PMDB) de que o Maranhão está mais rico é um tiro certo no próprio pé. Representante de uma família que domina a política do estado há 40 anos, o Maranhão, comprovam os números e fatos, pouco mudou desde a estreia do pai no Palácio dos Leões – aliás, de uma riqueza impressionante a sua iluminação noturna.

O Maranhão é o estado onde a governadora prometeu na campanha eleitoral construir 72 hospitais – ganha uma UTI quem encontrar metade disso (UPA não é hospital). É de lá que partem jatinhos com seus políticos – do clã ou aliados – quando alguém passa mal. Confiam tanto nos hospitais da capital maranhense que voam para o Sírio Libanês em São Paulo. É a capital onde uma facção chamada Bonde põe para correr as viaturas da PM; onde o pau come na penitenciária repleta de regalias, assim como no palácio, onde se come lagostas e camarões VG. É onde o trio herdeiro de Sarney é apresentado como santos num memorial, enquanto grande parte da população desfia um rosário de críticas à família. São fatos, não meandros textuais.

Aceitem ou não os mais críticos, José Sarney foi um bom presidente de transição democrática, e em especial para dezenas de carreiras de servidores públicos. Mas descontou no Maranhão a sua incompetência, e hereditária. Apegado ao poder (é uma peculiaridade dos políticos), agora cansado e em retirada, quer fazer da filha Roseana a primeira mulher eleita para a presidência do Senado, na carona do sucesso de Dilma Rousseff. Foi o que tratou há meses, eis o bastidor:

Charge: Bira

Num ensolarado domingo de setembro passado, José Sarney reuniu em sua mansão em Brasília um petit comitê de poderosos aliados, entre eles o atual presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o vice-presidente da República, Michel Temer. Renan e Sarney combinaram o seguinte em trato de cavalheiros: Sarney usa sua força política em Alagoas e em Brasília para ajudar Renan ou seu filho, Renanzinho, a se eleger governador do Estado este ano. Em contrapartida, Renan angaria o apoio de seu grupo suprapartidário que o reconduziu ao comando do Senado para eleger Roseana, em 2015 ou 2019, presidente do Congresso. Porque, sim, Sarney dá como certa a vitória da filha à Casa Alta na disputa de 2014. Mas o que o Maranhão tem a ver com o projeto político-pessoal do grupo? É só o entreposto eleitoral.

Charge: Aliedo

Prefeito Cinza-caju

 

Aconteceu no início de 2013. A presidente Dilma Rousseff chegou ao novo Instituto de Traumaortopedia no Rio, para inauguração, na zona portuária. Estava com ministros, e viu o prefeito Eduardo Paes (PMDB). Mandou para ele:
– Você está pintando o cabelo!!
Paes, ao lado do governador aliado Sérgio Cabral (PMDB), desconversou:
– Que é isso!? Não estou não, presidenta…
Cabral entrou no papo, mirando o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ao lado da presidente e conhecido por pintar de preto os seus fios:
– Dilma, quem pinta é o Lobão.
Risos, mas a presidente não se deu por vencida e cravou para o prefeito:
– Você está pintando sim, e até te digo qual é a marca. É igual ao meu, cinza-caju.
Paes amarelou.

Ponto Final

Pior que o anúncio de venda de negros a R$ 1 no Mercado Livre foi descobrir que 152 internautas ‘curtiram’ a página.

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Com Maurício Nogueira, Luana Lopes e Equipe DF e SP

 

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2 Opiniões

  1. Afonso Schroeder disse:

    Na minha juventude tive que conviver com a ditadura militar e em 1982 o então presidente General do exercito João Batista de Figueiredo prometeu a introdução a liberdade democrática o que realmente veio acontecer, mas se fizermos uma avalição sobre a política brasileira as casas Legislativas em todos os níveis pouco se modificaram desde aqueles tempos vemos que os caciques de trinta anos são os mesmos mandando e determinando as coisas políticas, será que o culpado são os econômicos-politiqueiros ou somos nós eleitores, que nos deixamos induzir em aparências gentis de superficialidade, que na grande verdade são pessoas que fizeram da política uma profissão de carreira se perpetuando no poder, que é lamentável que não percebemos que em muitas atitudes do executivo depende do legislativo onde existe um corporativismo muito forte que não permite mudanças básicas para o amplo desenvolvimento técnico, cientifico, econômico e muito menos o social, pois vemos um troca troca de favores para o executivo conseguir alguns benefícios reais para o desenvolvimento em todas as bases estruturais, que tanto se fazem necessárias pro País se desenvolver em sua plenitude.

  2. Antônio Edmilson de Castro Lima disse:

    Aos 26% que deixaram de votar nas eleições de 2 012, SAUDAÇÕES DA ESPERANÇA.
    Entre tantas presepadas da política partidária brasileira, aí esta mais uma história dos tempos da velha Roma, e eu que pensava não existir mais. Maranhão é no meu pensamento, um grande COLISEU com lugares específicos para os seus governantes, apaninguados, puxa sacos, sanguissugas, corruptos e aproveitadores do dinheiro público, que saboreando camarões, caviar, lagostas, vinhos, uvas e pesticos do mais fino gosto, assistem o seu próprio povo a se degladiarem enquanto os pseudos poderosos gritam: MORTE, MORTE, MATEM, MATEM.
    Mas cada povo tem o governo que merece, sofre que nem mulher de malandro, mas, na hora do vamos ver não muda nada, se acovarda não sei se por medo, comodismo, ignorância ou por costume. Aí vem mais uma oportunidade, OUTUBRO/2 014 esta chegando e a apuração dessa eleição, vou assistir de camarote saboreando um tremendo porquinho a pururuca acompanhado de uma água ardente caprichada. Maranhão! Pedrinhas nêles.

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