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Saiba o que Bolsonaro vai dizer na Assembleia da ONU

Presidente pretende apresentar um país pujante, suas potencialidades e os primeiros resultados do governo

Saiba o que Bolsonaro vai dizer na Assembleia da ONU
Bolsonaro fará o discurso de abertura da Assembleia (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Após a quarta intervenção cirúrgica desde que sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora, o presidente Jair Bolsonaro confirmou a participação na Assembleia Geral da ONU. A informação foi dada pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros: “O presidente irá à Nova York”, disse. O evento, que ocorre desde 1947, tem como tradição o discurso de abertura proferido por um representante brasileiro. Logo em seguida, é a vez do presidente americano, anfitrião do evento.

Certa vez, Michael Pollack, colunista do New York Times, disse que a participação brasileira “oferece um modo diplomático de todo mundo se ajeitar para o que costuma ser a atração principal: o presidente dos Estados Unidos”. A despeito da ironia do jornalista, a tradição vem desde 1947, quando Oswaldo Aranha – ministro de Relações Exteriores de Getulio Vargas – presidiu a primeira sessão especial da Assembleia, dando o voto favorável do Brasil à criação do estado de Israel.

Na última quarta-feira, 18, Bolsonaro reuniu em seu gabinete os ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e também o filho e deputado federal, Eduardo Bolsonaro, para alinhavar o que será dito pelo mandatário brasileiro na abertura da cúpula, na próxima terça-feira, 24.

Bolsonaro: o que dizer e o que não dizer

Tudo indica que Bolsonaro “irá colocar o coração” – como disse Rêgo Barros – e “desconstruir a narrativa de que o Brasil não cuida da Amazônia ou do meio ambiente”. Para uma plateia que não costuma prestar muita atenção aos discursos de abertura, o presidente pretende apresentar o país, suas potencialidades e os primeiros resultados do governo – evitando o discurso misógino de criticar a beleza da esposa do presidente francês Emmanuel Macron – Brigitte – ou os ataques à memória da família da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet.

Ao contrário da ex-presidente que, em dilmês castiço, criticou o serviço de espionagem norte-americano, ou de Michel Temer – que sacou de um discurso sem mesóclises – Bolsonaro tentará mostrar um país pujante que retorna aos trilhos em busca da retomada do crescimento. Segundo o jornalista e professor Marco Antônio Villa, Bolsonaro e Araújo não resistiram à tentação e consultaram – por telefone – o ex-estrategista-chefe da Casa Branca no governo Trump, Steve Bannon. O objetivo era obter – do também conselheiro informal da campanha de Bolsonaro à presidência – conteúdos para tornar a palestra brasileira mais agradável aos ouvidos dos donos da casa.

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4 Opiniões

  1. DINARTE DA COSTA PASSOS disse:

    Osvaldo Aranha de saudosa memória abrilhantava a imagem do Brasil no exterior, mas este elemento que muitos usam apelidar de “Jumento”, não tem moral nenhuma para representar o Brasil na ONU. Da cadeia ou onde estiver LULA tem mais condições de falar ao mundo e ser respeitado.

    SERIA BOM QUE ESTE SUJEITO NEM SE APRESENTASSE NA ASSEMBLÉIA DOS POVOS, elemento desprezível que envergonha a nossa pátria só vai macular a imagem do Brasil lá fora.

  2. leonora hermes luz disse:

    Eu li esta manhã que nem Brasil nem USA vão se pronunciar na abertura do evento da ONU por estarem completamente fora das ações que outras nações tem tomado pela transição ecológica. Idem Arábia Saudita e Japão.
    Se de fato o Bozo vai discursar e nos termos acima citados o resumo é: vai mentir.
    Normal, aliás, é o mesmo que faz o Trump o dia todo e o Steve Banon é pago a peso de ouro pra isso mesmo.

  3. Rogerio Faria disse:

    Minha nossa, essa cara vai acabar abrindo a tampa da bacia sanitária… E o pior, na ONU.

  4. BS disse:

    É hoje. Tomara que não seja outro mico.

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