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Secretário de Meio Ambiente do Rio mergulha na Baía de Guanabara, após escolher área limpa

André Correa entrou na baía para comprovar que a poluição não é tão grande, mas escolheu horário e local mais limpos

Secretário de Meio Ambiente do Rio mergulha na Baía de Guanabara, após escolher área limpa
André Correa durante o mergulho. Jornais internacionais tem repercutido as condições ruins das águas onde serão disputadas provas olímpicas (Foto: Reprodução/Rede Globo)

No último domingo, 3, o secretário de Meio Ambiente do estado do Rio de Janeiro, André Correa, mergulhou na Baía de Guanabara em uma reportagem do Fantástico para comprovar que a água do local não está tão poluída, como afirmou ao programa no último dia 26. “Aqui dá pra mergulhar igual em Ipanema”, disse.

Porém, de acordo com especialistas, o político escolheu cuidadosamente o horário e o local onde entraria na água. O ponto fica junto à entrada da Baía, que tem corrente forte e afasta o lixo. Além disso, a matéria foi gravada durante o horário da maré cheia, que aumenta o fluxo de água limpa entrando do mar.

“O desafio é o lixo flutuante. Esse é o desafio que nós vamos enfrentar porque lixo zero em nenhuma baía a gente consegue”, falou Correa durante a reportagem.

De acordo com o político, embora o governo do estado já tenha avisado que não vai cumprir a meta de despoluir 80% da baía antes dos Jogos, não há motivo para preocupação. Segundo Correa, apenas uma das raias olímpicas sofrerá com a poluição, perto da Marina da Glória, enquanto as outras estão em boas condições, como no trecho onde o mergulho foi realizado.

Repercussão internacional

A situação da Baía de Guanabara vem ganhando manchetes de jornais fora do Brasil. No dia 19 março, o Washington Post fez uma matéria falando sobre as condições das águas e como isso pode prejudicar o desempenho dos atletas durante os jogos olímpicos de 2016.

Segundo os americanos, os atletas terão de enfrentar milhões de peixes mortos, esgoto, sofás flutuando, sacos plásticos e até mesmo uma super bactéria. Apesar da promessa dos governantes de realizar uma limpeza substancial, faltam barcos para realizar o trabalho e a compra de equipamentos está atrasada.

Federação de vela cogita tirar provas da Baía

A Federação Internacional de Vela (Isaf) está preocupada com a situação do local de competições. O chefe de competições da Isaf, Alastair Fox, afirma que há duas raias fora da Baía, já em mar aberto, que podem ser usadas nos Jogos. Além disso é possível criar mais uma, tudo isso para que o lixo não atrapalhe a regata e não prejudique a saúde dos atletas.

“Se tivermos que velejar fora da Baía, é assim que vai ser, para garantir uma regata justa. Então isso é algo que vamos analisar e podemos fazer”, disse Fox.

A decisão deve ser tomada em agosto deste ano, quando será realizado o último evento-teste das competições de vela no Rio de Janeiro.

 

Fontes:
O Globo-Secretário mergulha na Baía de Guanabara, mas escolhe local e hora mais propícios
Washington Post-2016 Rio Olympics: Sailing with sewage
Globo Esporte -Federação Internacional cogita tirar vela da Baía de Guanabara nos Jogos

2 Opiniões

  1. João disse:

    Típico “photo op”, sem substância. E a política brasileira torna-se cada vez mais um fenômeno midiático.

  2. PAULO CALMON disse:

    QUEM FAZ PALHAÇADA???? O PALHAÇO.

    OS PROBLEMAS CAUSADOS PELA FALTA DE SANEAMENTO BASICO NA BAIXADA FLUMINENSE.
    A Baía de Guanabara é um ecossistema que vem sofrendo um grande impacto ambiental. Diariamente, despejo de esgoto doméstico e resíduos industriais são lançados em seus corpos hídricos, além dos aterramentos oficiais e clandestinos. O Projeto de Educação Ambiental do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara, PEA-PDBG, implantado em 1998, é uma das atividades desenvolvidas para promover a melhoria da qualidade de vida da população do entorno da Baía de Guanabara. Esse programa se estende por treze municípios, organizando as experiências e conhecimentos relevantes para a compreensão do PDBG que se encontram dispersas no meio acadêmico e na sociedade. A coordenação envolve a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Secretaria de Educação e a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA). SABE-SE QUE HAVERÁ NECESSIDADE DE MAIS 22 MILHOES PARA A CONTINUIDADE DA DESPULICÃO. QUE NUNCA SERÁ CONCLUIDA SE PERSISTIR A ESTRUTURA QUE ESTÁ AI.

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