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Coluna Esplanada

Sem caixa, Infraero paralisa obras de R$ 100 milhões em terminais

Corte no Orçamento e concessão de aeroportos deixaram a Infraero sem caixa

Sem caixa, Infraero paralisa obras de R$ 100 milhões em terminais
Infraero garante que as operações dos aeroportos não serão afetadas (Fonte: Reprodução/Veja)

O corte no Orçamento e a concessão de aeroportos deixaram a Infraero sem caixa. A estatal paralisou obras orçadas em R$ 100 milhões em vários aeroportos, por ordem da Diretoria de Engenharia, no Memorando Circular 7910 do último dia 9 de junho, de posse da Coluna. Somente as obras do PAC executadas pela União, que somam R$ 1 bilhão, avançam a toque de caixa. A Infraero confirma que suspendeu contratos dos ‘investimentos Não PAC’, entre eles a reforma da administração do Aeroporto de Londrina (PR) e o novo prédio da Seção de Combate ao Incêndio no de Joinville (SC).

Concedidos decolam

Segundo a estatal, as obras não foram paralisadas nos aeroportos concedidos, por entrarem na rubrica ‘investimentos PAC’.

Revisão

A Infraero garante que as operações dos aeroportos não serão afetadas, e que reavalia contratos, ‘planejando a retomada de cada investimento dentro da realidade financeira’.

Mapeamento

Obras da Infraero nos aeroportos concedidos de Guarulhos, Brasília e Viracopos já foram concluídas, complementa a assessoria. No Galeão ainda continuam.

Cunha sem medo

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha diz a aliados que está tranquilo sobre a polêmica segunda votação da PEC da redução da maioridade penal, se o caso for ao STF. A Corte não tem o que questionar sobre o procedimento, amparado na legalidade do regimento. Cunha atribui à decisão da maioria do colegiado a nova votação, não pessoal.

Força da coalizão

Cunha usou a força de sua coalizão para recolocar o projeto, alterado, em votação. Foi a vontade da maioria no colegiado de líderes. O PT não conseguiu aliados para barrar regimentalmente. Ou seja, não foi ilegal, embora considerado amoral pelos opositores.

Contra-ataque jurídico

O que o presidente da Câmara espera é que, se passar no Senado, uma vez promulgada a PEC que reduz a maioridade, o mérito da lei acabe sob análise do Supremo, como quer o PT aliado à Ordem dos Advogados do Brasil.

A volta do xerife

O delegado federal Protógenes Queiroz, catapultado à fama com a Operação Satiagraha, e ex-deputado federal, voltou à PF. Auxilia o staff da Operação Lava Jato.

Reizinho da cela

Quando preso, Odebrecht saiu sem algemas, mãos no bolso, do exame de corpo de delito. Os outros, inclusive Otávio Azevedo (Gutiérrez), com mãos para trás, algemadas.

Curtindo a vida

O Rei da Jordânia, Abdullah II bin al-Hussein, passou uma semana viajando de moto em estradas da Amazônia, incólume, seguido por dois seguranças. Quando foi descoberto, mandou seu jato particular o buscar em Boa Vista (RR).

Cidadão comum

Eduardo Saboya, o diplomata que libertou o senador Roger Molina da clausura em La Paz, leva vida simples em Brasília. Assessor da Comissão de Relações Exteriores do Senado, é visto diariamente no metrô rumo à Esplanada, com mochila nas cotas.

Serra na vitrine

É difícil o Senado aprovar a PEC da redução da maioridade como passou na Câmara. Na Casa Alta, o projeto mais bem visto é o do senador Serra (PSDB-SP), que aumenta para 10 anos a internação de menores acusados de crimes hediondos — hoje em 3 anos.

Aposta no Norte

Mariana Carvalho como vice-presidente nacional do PSDB é escolha pessoal do Aécio. Ele acredita no potencial da deputada federal novata. É candidata com chance à prefeitura de Porto Velho (RO). Também médica, tem trânsito político em São Paulo.

Ninho tucano

O federal Izalci Lucas garante que tem aval de Aécio para comandar o diretório do PSDB do DF. Há meses Eduardo Jorge (ex-chefe de Gabinete de FHC) é o interventor.

Lista do crime

A Repórteres Sem Fronteira denuncia o assassinato do radialista Filadelfo Sarmiento, no dia 2 em Miahuatlán, no México. Foi o terceiro em uma semana.

Ponto Final

Mata-se jornalista no México por café com leite. Essa realidade deve mudar.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

1 Opinião

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    A volta de Protógenes Queiroz ao MPF e sua integração à Lava Jato causa perplexidade. Além de ser ex-deputado do PCdoB e suspeito de parcialidade, ele pode detonar tudo o que ficar sob sua responsabilidade, a exemplo da Satiagraha. Não entendo como o ministério público pode aceitar procuradores que transitam por partidos políticos em seu staff, cujo primeiro requisito seria a desvinculação com partidos políticos.

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