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Coluna Esplanada

Sem quatro diretores, ANTT agoniza na regulação

A presidente Dilma segura as indicações há um ano. Enquanto isso, a ANTT faz papel figurativo

Sem quatro diretores, ANTT agoniza na regulação
ANTT sofre com desorganização (Fonte: Reprodução/Veja)

Na iminência de receber quatro diretores efetivos, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sofre com desorganização. A presidente Dilma segura as indicações (maioria políticas) há um ano. Enquanto isso, a ANTT faz papel figurativo. As reuniões deliberativas têm acontecido com interinos. Já houve casos de fiscais sem acompanhamento policial apanharem de motoristas armados ou furiosos nas estradas — casos são registrados na agência. E o órgão não conseguiu ainda organizar a licitação para as linhas de ônibus no entorno do Distrito Federal.

Zona na pista

Não houve licitante para dois dos quatro lotes no DF, onde a bagunça reina nas rodovias. As atuais empresas de ônibus estão mergulhadas em multas, sem como pagar.

Bala perdida

A ANTT acumula polêmicas. É sob sua tutela que segue indefinido (e fora dos trilhos) o projeto do trem-bala Rio-SP, que já consumiu R$ 1 bilhão em estudos…

E o concurso…

Em agosto, com a concessão das rodovias, 22 servidores do DNIT foram remanejados para a ANTT para atuarem como fiscais, sem qualquer preparo.

Te cuida, Evo!

O Observatório de Direitos Humanos da ONU está de olho no bolivariano Evo Morales, reeleito para o terceiro mandato como presidente da Bolívia após mudar a Constituição. Em carta pública, informa que ‘as ameaças à independência judicial e impunidade para crimes violentos continuam a ser problemas sérios na Bolívia’.

Sem liberdades

‘O uso generalizado e arbitrário de prisão preventiva’ contra opositores, entre eles jornalistas críticos do governo, também é citado. Hoje, há dezenas de políticos opositores refugiados em países da América do Sul. O mais famoso deles, por aqui, é o senador Roger Molina, que fugiu de La Paz com ajuda de diplomata brasileiro.

Segunda morte…

Para um país que tem oficialmente o Dia do Humorista, uma tentativa de homenagem mofa injustamente nas gavetas do Congresso. O PL 2 de 2009 que declara o saudoso Enéas Carneiro o patrono da Eletrocardiografia no Brasil foi arquivado no Congresso.

… de Enéas

O projeto foi aprovado na Câmara e em comissões do Senado, mas arquivado por não ter ido a plenário. O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) promete incluí-lo na pauta.

Agora vai!

O Decreto de 28 de janeiro da presidente Dilma criou o ‘Grupo de Trabalho Interministerial para Acompanhamento de Gastos Públicos do Governo Federal’.

Vitória de Pirro

O senador Marcelo Crivella (PRB) seria o ministro do Esporte. Mas foi barrado pelo governador Pezão, pelo ex Sérgio Cabral e pelo prefeito Eduardo Paes, o trio do PMDB do Rio, que seria ameaçado com a vitrine para o senador. Para evitar briga, Crivella preferiu indicar o deputado George Hilton, de Minas. E mandar nos bastidores.

Massacre verbal

O prefeito de Nova Friburgo (RJ), Rogério Cabral, sofre um massacre verbal de ambientalistas. Decidiu podar e também derrubar eucaliptos e outras árvores na secular Pç Getúlio Vargas, a maior da cidade, por medida de segurança e com aval do IPHAN.

Justificativa

As árvores foram plantadas pelo paisagista francês Auguste Marie Glaziou e eram o xodó da população, mas galhos estavam caindo, danificando a praça e ameaçando a segurança dos frequentadores, explica o alcaide.

Ex-Choque

O governador Fernando Pimentel (PT) quer abolir do discurso do estado o tema Choque de Gestão, implementado pelos tucanos por 12 anos. Pimentel até mudou o texto deixado pela transição e excluiu o termo da mensagem para a Assembleia Legislativa.

Eletrocutados

Detalhe: Minas é hoje o segundo estado mais endividado da nação. O governo anterior alegava que a culpa é da fórmula de cálculo dos juros pela União.

Tudo como está

A Adasa, agência reguladora de abastecimento de água, não teve seu orçamento redirecionado pelo Governo do DF, informa a assessoria. Mas planejava e recuou.

Ponto Final

A briga de misses no Amazonas, pelas cores dos vestidos, está cheirando a Caprichoso x Garantido .

1 Opinião

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    As estradas brasileiras se transformaram em uma indústria de multas. Sem qualquer justificativa aparecem placas de redução de velocidade e lá vem multa, seja a hora que for. E como a eficiência em cobrar multas não corresponde a eficiência em consertar as estradas, evidentemente que os motoristas já estão partindo para acuar a polícia rodoviária, que em muitos casos, faz vistas grossas a própria sinalização. O fato incontestável é que o aumento das proibições não tem diminuído o número de acidentes e a violência nas estradas. MAS É MAIS DO QUE SABIDO QUE O DESCONTENTAMENTO PESSOAL FRENTE AO APARELHO DE ESTADO AUMENTA EXPONENCIALMENTE O MAU COMPORTAMENTO NO TRÂNSITO.

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