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REFORMA TRABALHISTA

Senado vota urgência para reforma trabalhista

Caso pedido de urgência seja aprovado nesta terça-feira, 4, reforma trabalhista ganha prioridade no Senado e acelerará tramitação

Senado vota urgência para reforma trabalhista
Eunício Oliveira considera que a votação deve ficar para a próxima terça-feira, 11 (Foto: Wikimedia)

O plenário do Senado analisará nesta terça-feira, 4, um requerimento de urgência para a votação da reforma trabalhista. Caso o pedido seja aprovado, o projeto ganha prioridade e pode ser apreciado após duas sessões deliberativas.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), considera que a votação deve ficar para a próxima terça-feira, 11, e espera concluí-la antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18, para garantir maior quórum. No entanto, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), destacou que é possível haver um acordo entre os líderes para que a votação seja antecipada para quinta-feira, 6.

“O governo quer discutir e votar a reforma trabalhista, mas o presidente Eunício vai conduzir esse entendimento. Desde que haja um compromisso de forma, e não de conteúdo, nós vamos buscar um acordo que facilite a votação”, disse Jucá.

Na semana passada, Eunício afirmou que o texto poderia ir voto ainda nesta semana, mas que “seu compromisso com a Casa é de votar até 10 ou 12 de julho”. “Não tenho angústia de votar hoje, na segunda ou na terça. Vou seguir o regimento e respeitar a oposição”, explicou Eunício.

Jucá destacou que “não há nenhuma intenção de passar um trator em cima da oposição”. “No plenário vamos discutir, o que não fizemos na comissão justamente para não atrasar as discussões”, disse Jucá.

A proposta da reforma trabalhista vem levantando polêmica em diversos setores do governo e divide até mesmo o PMDB, que tem a maior bancada da Casa. A legenda tem 17 senadores a favor e cinco contra o texto que veio da Câmara.

Além disso, o texto recebeu pareceres divergentes durante a tramitação da proposta – dois a favor e um contra – e  até sexta-feira, 30, o texto já tinha 13 emendas de plenário, todas apresentadas pelo senador Paulo Paim (PT-RS).

Entre os críticos, está o senador Roberto Requião (PMDB-PR). O peemedebista destaca que a aprovação eliminaria direitos do trabalhador. “Sinto que os parlamentares consideram os trabalhadores como objetos. Eles não têm nenhuma empatia com o trabalho e votam de forma equivocada para a liquidação de todos os direitos trabalhistas num momento de recessão”, declarou o senador.

Já Jucá defende a reforma sob o argumento de modernização da legislação trabalhista. “Não estamos tirando nenhum direito. Mente quem diz que há perda de direitos. Há uma vontade de avançar para que governo, empresários, trabalhadores e Justiça tenham uma legislação realista, que possa permitir a empregabilidade no futuro”, rebateu Jucá.

Fontes:
Estado de S. Paulo-Senado vota hoje urgência para reforma trabalhista
CartaCapital-Senado vota urgência da reforma trabalhista nesta terça

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2 Opiniões

  1. Natanael Ferraz disse:

    As reformas são apenas uma distração para diminuir a atenção sobre o governo.

  2. olbe disse:

    Tomara que pelo menos esta reforma seja aprovada, para garantir emprego a milhões de desempregado e também para parar de pagar aos Sindicatos dinheiro que só servem pra pagar manifestantes com ônibus, sanduíches e dinheiro pra parar o Brasil e prejudicar quem quer trabalhar.Os Sindicatos não prestam contas do que recebem e gastam o dinheiro pra parar o brasil..atualmente só eles vão pra ruas.

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