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SAÚDE

Sete mitos que prejudicam a alimentação saudável

Com a difusão de blogs e sites não-oficiais direcionados ao mundo fitness, muitos boatos se espalharam pela internet em relação à alimentação saudável

Sete mitos que prejudicam a alimentação saudável
Todo tipo de dieta deve ser prescrita e acompanhada por um profissional de saúde (Foto: Cris Komesu)

Com a difusão de blogs e sites não-oficiais direcionados ao mundo fitness e à alimentação saudável, muitos boatos se espalharam pela internet referentes aos benefícios e malefícios de diferentes tipos de alimentos. Com isso, mitos foram criados e ganharam força, chegando a virar quase crenças populares.

Porém, ao acreditar nesses mitos e entrar em uma dieta por conta própria, ignorando a necessidade de consultar um nutricionista ou profissional da saúde, as pessoas acabam colocando suas vidas em risco. Por isso, separamos sete boatos, que foram criados ao longo dos anos a respeito da alimentação.

Lembrando que é sempre importante consultar um profissional de saúde antes de começar qualquer tipo de dieta, seja para ganhar ou perder peso, ou repor vitaminas e proteínas que estejam em falta em seu organismo.

1 – Azeite faz mal à saúde se aquecido

Um dos principais mitos diz que, caso o azeite seja aquecido, as suas propriedades se tornam maléficas, podendo fazer mal a saúde. No entanto, isso não acontece durante o tempo de cozimento de um alimento, conforme comprovam os estudos da Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo.

Para que o azeite, de fato, se torne prejudicial à saúde, teria de ser submetido a um calor intenso e por um longo tempo, o que não acontece nas cozinhas caseiras.

Mesmo assim, é conhecido que parte (cerca de 20%) dos antioxidantes do azeite se perdem durante o processo de fritura, mas isso não representa uma quantidade preocupante.

2 – Leite faz mal

O alimento em questão só não é recomendável para intolerantes à lactose ou que tenha algum tipo de transtorno ligado a sua proteína, mas, fora isso, é altamente indicado devido a sua riqueza em cálcio.

Um copo de leite, por exemplo, tem aproximadamente 250 miligramas de cálcio – o ideal é que sejam ingeridos mil miligramas de cálcio por dia. Já o brócolis, que é outro conhecido alimento fonte da proteína, tem apenas 46 miligramas em 100 gramas do vegetal. O brasileiro, normalmente, consome pouco cálcio, que previne a osteoporose e outras doenças ósseas. A média de consumo brasileira é de cerca de 400 miligramas por dia.

Outro boato associado ao nome do leite é que ele poderia causar câncer devido aos hormônios da vaca, que passam para a bebida. Apesar das substâncias realmente chegarem ao alimento, elas não são absorvidas pelo nosso organismo.

O leite ainda tem proteínas, fósforo e gorduras saudáveis, além do integral, que ocupa 70% do mercado brasileiro, auxiliar a prevenir doenças cardiovasculares. Segundo pesquisas da Universidades Tufts, nos Estados Unidos, pessoas que se alimentam com essa versão do leite são menos propensas a terem diabetes do tipo 2.

3 – Cozinhar alimentos reduz nutrientes

O calor do fogo afeta a concentração de fibras e algumas vitaminas em vegetais, mas o cozimento é necessário em alguns alimentos para que o nosso corpo consiga absorver determinadas substâncias, como o licopeno e o betacaroteno.

O tomate é rico em licopeno – que ajuda a prevenir o câncer -, mas, se ingerido cru, apenas 13% dessa substância é absorvida pelo organismo. Enquanto isso, no molho de tomate a quantidade sobe para 70%. Abóbora e cenoura, ricos em betacaroteno, também precisam ser cozidos.

4 – Ovo faz colesterol disparar

A gema do ovo concentra uma grande quantidade de colesterol, Mas, hoje, sabemos que só um terço do colesterol ingerido pela comida é, de fato, absorvido pelo organismo. Além disso, o alimento também tem proteínas que bloqueiam a chegada do colesterol ao sangue.

Inclusive, existem estudos que afirmam que incluindo o ovo nas refeições diárias, o nível de HDL, ou colesterol bom, elevaria um pouco, sendo benéfico para o coração por auxiliar na limpeza dos vasos sanguíneos.

5 – Eliminar o glúten diário é benéfico

Caso você possua uma doença celíaca ou sensibilidade não celíaca, isso é uma verdade. No entanto, estudos da Universidade Harvard demonstram que, após analisarem informações de 200 mil indivíduos durante três décadas, foi possível notar que as pessoas que não consumiam, ou ingeriam pouco, glúten por dia apresentavam mais chances de ter diabetes tipo 2.

Já pesquisas da Universidade de Colúmbia demonstram que o consumo moderado de glúten diminuem a possibilidade de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Isso porque boa parte dos alimentos que contém a substância são ricos em grãos integrais, que oferecem proteção cardiovascular.

Ademais, trigo, centeio e cevada carregam muitas vitaminas e fibras, essenciais para manter o equilíbrio da microbiota, que auxilia o sistema digestivo e impede a absorção excessiva de gorduras e açúcares.

O Instituto de Investigação Sanitária La Fe, na Espanha, notou ainda que alimentos sem glúten podem ser mais calóricos. Para isso, analisou 1.300 rótulos, observando que a falta de proteína afeta a maciez da massa, compensando com gordura para acertar o ponto da receita.

6 – Refresco, suco e néctar são a mesma coisa

O refresco não é saudável. Os brasileiros já começaram a reconhecer os malefícios da bebida ao notarem que ela tem muito açúcar e água, e quase nada de polpa e néctar. No entanto, ainda é comum confundir suco e néctar.

O suco é feito 100% da fruta, sem adição de açúcar artificial. Sendo apenas sumo da fruta. É natural que concentre mais caloria do que as fibras das frutas. Porém, se for dentro de uma alimentação equilibrada, prescrita por um profissional, a bebida é saudável por oferecer vitaminas e minerais.

Já o néctar é bem diferente, tendo apenas de 30% a 50% da polpa da fruta, preenchendo o resto da receita com água, corante e açúcar artificial, sendo, inclusive, mais adocicado que refrigerante.

7 – Sal gourmet baixa a pressão

A crença popular diz que trocar sal comum por sal gourmet baixa a pressão. Porém, profissionais do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) notaram que, ao contrário do dito popular, a presença de sódio no sal gourmet é praticamente igual a de sua versão comum. Em excesso, o nutriente aumenta o risco de hipertensão.

O sal gourmet até tem mais minerais, pois não passam pelo refinamento, mas não podem ser considerados fontes de micronutrientes. Por exemplo, o sal rosa possui quatro vezes mais cálcio que o refinado, mas, mesmo assim, em pequena quantidade. Cinco gramas do tempero, que é o indicado para um dia inteiro, concentra apenas 8 miligramas de cálcio, sendo que a recomendação é que se consuma 1.000 miligramas.

Fontes:
Saúde - 7 mitos sobre alimentação que estão fazendo você comer mal

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2 Opiniões

  1. Laércio disse:

    As pessoas não colocam suas vidas em risco, a indústria de produtos alimentícios, o governo e outros interessados expõem as massas ao risco. Refrigerante, por exemplo, você já ouviu propaganda do governo sobre os maléficos, semelhante as propagandas do tabagismo?
    O refrigerante é um veneno, tem baixo ph e expõe o organismo a diversos problemas… Mais vende muito né! Então não há preocupação.
    As universidades não prepara os médicos quanto a área nutricional, recebemos diversas informações erradas sobre várias coisas… Penso que o ideal é, aos poucos, experimentaremos os relatos científicos bem como os populares, aderindo aquilo que nos servir!
    Quando a economia entra na saúde tudo vira terra de ninguém! Não podemos confiar em nada mas sim devemos experimentar aos poucos e fazer com que nossos resultados sejam a nossa Bíblia…

  2. Áureo Ramos de Souza disse:

    Sou da época que não existia agrotóxico e hoje com o uso destes nossa saúde fica precária pois não sabemos quais são os verdadeiros alimentos que não contém mesmo a embalagem dizendo ser natural.

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