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COLUNA ESPLANADA

Só no papel

O Brasil assinou uma resolução da ONU contra o terrorismo, mas não tem condições de entregar

Só no papel
O extenso documento aborda métodos e regras contra ‘ameaças à paz’ (Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil)

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Oito meses depois do documento endossado por dezenas de países, o governo do Brasil aderiu oficialmente à Resolução 2396 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre combate a terroristas, mas não tem condições de entregar o que promete. O extenso documento aborda métodos e regras contra ‘ameaças à paz e à segurança internacionais representadas pelos combatentes terroristas estrangeiros’, e um ponto em especial preocupa as autoridades. No Capítulo VII da Carta das Nações Unidas, entre dezenas de recomendações, a ONU determina a missão do país impedir ‘a circulação de terroristas mediante controles eficazes nas fronteiras nacionais’.

Porta aberta

Como notório, os milhares de quilômetros de fronteiras terrestres confrontantes dos estados do sul, centro-oeste e norte com países da América do Sul são portas abertas para o narcotráfico e entrada de gente por todo lado, sem controle.

No Diário

O presidente Michel Temer assinou o Decreto 9.457 na última quinta-feira, 2, publicado no Diário Oficial. O Brasil passa a ser signatário da Resolução e será cobrado pela ONU.

Gargalos

O maior problema do Brasil nas fronteiras é déficit de agentes da Polícia Federal, falta de monitoramento in loco e de postos e alfândegas nas principais rotas.

Déficit 1

Segundo presidente da Fenapef, Luís Antônio Boudens, que representa os policiais federais, “há cerca de mil policiais atuando em regiões de fronteira. O ideal seria 3 mil”.

Déficit 2

Já a ADPF, dos delegados federais, informa que hoje há 1.650 delegados na ativa, com um déficit de 628 delegados – e não apenas nas fronteiras.

Como foi

Quem conta é Otávio Leite, deputado federal coordenador da campanha de Geraldo Alckmin no Rio de Janeiro: a escolha da vice para a chapa do tucano deu-se em algumas ligações durante um curto trajeto na praia de Copacabana. Alckmin estava no carro de Otávio quando telefonou para a senadora Ana Amélia (PP), para o candidato ao governo do RS, Eduardo Leite (PSDB), e o senador Ciro Nogueira, presidente do PP.

Tudo por fone

Em poucos minutos, com a vista perdida no calçadão da praia pela janela do carro, mas ouvidos atentos, Alckmin conseguiu o aval dos três. Era importante avisar a Eduardo Leite, por questões de palanque local. Ciro Nogueira vibrou. A vice era disputada por todos os partidos do Centrão que apoiam o tucano: PP, PR, DEM, PRB, Solidariedade.

Puro sangue

A senadora Kátia Abreu (PDT), de Tocantins, será a vice de Ciro Gomes na chapa presidencial, dizem fontes. Ela já foi do DEM, PSD, MDB e agora está entre brizolistas.

Rombo do maço

A Justiça Federal condenou a 4 anos e 6 meses de prisão o empresário Ursino da Silva Guidio Filho, dono da Phoenix, fabricante de cigarros que, segundo o processo, sonegou mais de R$ 845 milhões em impostos entre 2008 e 2010.

Sentença

A sentença saiu no último dia 20 de junho. A defesa recorreu com embargos de declaração em julho, que foram negados. Não conseguimos contato com a defesa. Como foi condenação em primeira instância, pode recorrer a instância superior.

Fumaça ruim

Não é de hoje que pequenas fabricantes nacionais de cigarros dão calote ao Fisco em milhões de reais, em prol do lucro fácil – chegam a vender maços de R$ 1 nas ruas, enquanto o preço tabelado no comércio passa de R$ 3. Em 2011, a Receita fechou as fábricas Itaba (Jandira-SP), Tabacos Rei (Rio de Janeiro) e Ficet (Duque de Caxias).

Quepe na urna

Após ameaçar deixar a disputa, o apadrinhado de Tasso Jereissati para o Governo do Ceará, General Theophilo (PSDB), oficializou a candidatura com Emilia Pessoa (PSDB) de vice. Diz ter uma chapa “limpa, sem Lava Jato, com pessoas sérias”.

Exemplo hermano!

Dois dos maiores shoppings de Assunção, no Paraguai, o Mariscal e Mariano, proibiram políticos notoriamente corruptos de entrar em suas dependências. O primeiro persona non grata é o deputado José María Ibáñez. Restaurantes também fecharam portas a ele.

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1 Opinião

  1. Aureo Ramos de Souza disse:

    O problema de fato é falta de efetivo e os que nas fronteiras lá estão e sei que facilitam e deste modo nada poderá ser feito enquanto o Brasil não fortificar as fronteiras. Pode até fazer uma loucura como Trump, faz um muro

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