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Crise hídrica

Solo seco pode retardar a recuperação do Cantareira

O esvaziamento das represas fez com que parte do solo argiloso, antes submerso, ficasse exposto e seco, o que pode atrapalhar a recuperação do reservatório

Solo seco pode retardar a recuperação do Cantareira
Chuvas precisam ser contínuas para parar 'efeito esponja' (Reprodução/Brasil Post)

O reservatório Cantareira, o maior da região metropolitana de São Paulo, enfrenta um problema que pode prejudicar sua recuperação: o efeito esponja.

O esvaziamento das represas fez com que  parte do solo argiloso que antes ficava submerso fique exposto e seco. Para conseguir armazenar água na represa é preciso que as águas encharquem o solo antes. Para isso, as chuvas precisam ser contínuas para não sofrer com este “efeito esponja “ do solo.

Só depois da reidratarão da vegetação e do solo, o volume morto começará a ser reposto. Ainda há o desafio da falta de vegetação nos barrancos no entrono das represas, que dificulta a absorção da água.

A previsão é que chova no estado durante esta semana, especialmente no sábado. Mas, a partir da próxima segunda-feira, 10, as pancadas de chuva tendem a diminuir. Durante o verão não há previsão de chuvas acima da média, o que fará com que o reservatório da Cantareira chegue à estação seca de outono com seus reservatórios ainda baixos. Os especialistas indicam que pode levar até cinco anos para que as represas se recuperem.

Fontes:
Folha - Chuva não impede queda nas represas

1 Opinião

  1. Raimundo Trindade disse:

    Aqui esse tipo de seca também acontece e deixa o solo partidinho durante o verão, mas, quando chove ñ há essa preocupação com esse efeito esponja , o que acontece é o nascimento de muito capim no local,

    Ao fazer uma reflexão em cima de tudo o que já foi dito em torno da seca no sudeste, observamos muitos comentários tendenciosos, inclusive, que o desmatamento na Amazônia é uma das razões do problema, o que ninguém comprovou, afinal, o desequilíbrio ambiental está por toda a parte, a própria construção de HIDROELÉTRICAS também é uma agressão ao meio ambiente, levando em consideração que a partir do fechamento das comportas acontece uma mudança no sistema ambiental, o qual nunca foi estudado seus efeitos colaterais a longo prazo. Ora, se uma usina desequilibra o meio ambiente, imaginem todo esse complexo de hidrelétricas da região Sul/Sudeste?. Na verdade, a Amazônia pode ainda ser a válvula de escape que está contornando essa catástrofe anunciada,…Mas, se tudo isso for verdade , em um futuro bem próximo, vcs dessa região afetada estarão passando por problemas gravíssimos, pois, aqui na região ,, empresas multinacionais apoiadas por governos e empresas brasileiras irresponsáveis estão avançando com um projeto de construção de mais ou menos 14 (quatorze) hidroelétricas em um complexo nos rios TAPAJÓS E XINGU somente no Pará, o que pode desequilibrar totalmente o meio ambiente no Brasil e países vizinhos… Porém, esse é o preço pago pelas mordomias capitalista.

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