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DESEMPREGO

Subutilização da força de trabalho registra recorde histórico

Segundo pesquisa do IBGE, falta trabalho para 27,7 milhões de pessoas neste trimestre

Subutilização da força de trabalho registra recorde histórico
A taxa de subutilização da força de trabalho inclui desocupados, subocupados e os que fazem parte da força de trabalho potencial (Foto: Pixabay)

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A taxa de subutilização da força de trabalho subiu de 23,6%, no último trimestre de 2017, para 24,7%, no primeiro trimestre de 2018. Isso significa que, atualmente, falta trabalho para 27,7 milhões de pessoas. O resultado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) trimestral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa foi a maior da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. A taxa média anual de 2017 foi de 23,8%.

A taxa de subutilização inclui desocupados, subocupados e os que fazem parte da força de trabalho potencial. Os desocupados são aqueles que apesar de terem procurado trabalho nos últimos 30 dias, ainda não conseguiram uma vaga. Os subocupados são as pessoas que trabalham menos de 40 horas semanais, apesar de querer trabalhar mais. Já a força de trabalho potencial é o grupo que não está procurando emprego; eles se dividem em dois subgrupos. O primeiro é o de desalentados, aqueles que desistiram de procurar vagas, enquanto o segundo é formado por pessoas que não têm disponibilidade de trabalhar, como mães que largam seus empregos para cuidar dos filhos.

Neste trimestre, 13,7 milhões de pessoas estão desocupadas, 6,2 milhões de pessoas estão subocupadas, e 7,8 milhões de pessoas fazem parte da força de trabalho potencial, sendo 4,6 milhões de pessoas desalentadas e 3,2 milhões de pessoas que não têm disponibilidade para trabalhar. O número de desalentados deste trimestre também é o maior da série histórica, ele subiu de 4,3 milhões, no último trimestre de 2017, para 4,6 milhões neste trimestre.

Além disso, segundo a pesquisa, a desocupação é maior entre pretos, pardos e mulheres. A taxa de desocupação neste trimestre é de 16% entre pretos, 15,1% entre pardos e 10,5% entre brancos. Atualmente, os pardos representam 48,1% da população desocupada, seguido pelos brancos (42,5%) e pelos pretos (8,4%). As mulheres, por sua vez, correspondem a 52,4% da população em idade de trabalhar e são maioria (50,9%) na população desocupada neste trimestre.

Fontes:
G1-Falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros, aponta IBGE
Agência IBGE-PNAD Contínua tri: taxa de subutilização da força de trabalho é de 24,7% no primeiro tri de 2018

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2 Opiniões

  1. Áureo Ramos de souza disse:

    Acredito que deva existir muito mais, ganho em minha casa em trabalhos computadorizado muito só fazendo CURRÍCULO. TENHO A CERTEZA QUE OS NÚMEROS SÃO MUITO MAIOR.

  2. Laércio disse:

    Certamente temos 60 milhões de desempregados/desocupados, no mínimo; as maquiagens da mídias e especialistas não convencem Maia ninguém. O Brasil está rumo ao fracasso certeiro em curto prazo. A solução existe mais há minorias que estão dominando o país em nome de manter suas luxúrias. A solução seria o fim das verbas e regalias políticas, cárcere individual para condenados sem qualquer tipo de visita para acabar com o crime organizado, emprego compulsório dos jovens no exército para minimizar os vivos sociais e criação da pena de morte para traficantes e latrocidas.

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