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OPERAÇÃO LAVA JATO

Temer recebeu R$ 1 milhão de empreiteira em 2014

Em delação, ex-presidente da Andrade Gutierrez disse ter feito o repasse ao PT como forma de propina. Porém, no cheque consta o nome de Temer como beneficiário

Temer recebeu R$ 1 milhão de empreiteira em 2014
Documentos foram obtidos e divulgados pelo jornal ‘Estado de S. Paulo’ (Foto: EBC)

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Novos documentos apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) podem gerar o primeiro caso de falso testemunho em depoimentos referentes à Operação Lava Jato.

Na última terça-feira, 8, o advogado Flávio Caetano, que atua na defesa de Dilma no processo que julga a cassação da chapa Dilma/Temer no TSE, enviou ao tribunal documentos que contradizem a versão apresentada no depoimento do delator Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez.

Entre eles, está um cheque de doação nominal da empreiteira no valor de R$ 1 milhão onde consta como beneficiário Michel Temer, na época vice-presidente. O cheque data de 10 de julho de 2014. Ele contraria a versão apresentada por Azevedo em depoimento prestado em setembro deste ano à Justiça Eleitoral.

Na ocasião, Azevedo afirmou que a quantia foi doada ao diretório nacional do PT em 14 de julho de 2014, e depois repassada para a campanha de Dilma Rousseff. Segundo Azevedo, a quantia foi paga como parte de um acordo de propina de 1% dos contratos da empreiteira com o governo federal.

Porém, o documento mostra que, na verdade, o valor foi repassado ao diretório nacional do PMDB, que depositou a quantia na conta da campanha de Temer, como mostra uma cópia do cheque obtida e divulgada pelo jornal Estado de S. Paulo.

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Posteriormente, a quantia foi repassada à campanha da chapa Dilma/Temer, mas não pelo diretório do PT, como havia afirmado Azevedo. Um recibo apresentado pela defesa de Dilma e divulgado pelo Estado de S. Paulo consta que o valor foi repassado pelo diretório do PMDB e indica a Andrade Gutierrez como doadora.

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A defesa de Dilma acusou Azevedo de prestar falso depoimento à Justiça Eleitoral e pediu ao Ministério Público Federal para investigar o caso. O objetivo é que o depoimento de Azevedo seja considerado inválido e anulado. Uma acareação entre Edinho Silva, tesoureiro da campanha petista de 2014, e Azevedo foi marcada para o próximo dia 17 deste mês.

Em nota, a assessoria do PMDB afirmou que as doações feitas por empresas ao partido sempre seguiram os parâmetros legais. “O PMDB reafirma que sempre arrecadou recursos seguindo os parâmetros legais em vigência no país. Doações de empresas eram permitidas e perfeitamente de acordo com as normas da Justiça Eleitoral nas eleições citadas. Em todos esses anos, após fiscalização e análise acurada do Tribunal Superior Eleitoral, todas as contas do PMDB foram aprovadas não sendo encontrados nenhum indício de irregularidade”.

Fontes:
Estadão-O cheque de R$ 1 milhão da empreiteira para a campanha de Temer em 2014

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3 Opiniões

  1. Beraldo disse:

    Pô! Título tão contundente, seguido de uma confusão incompreensível.

    Esta bagunça toda no texto, certamente, é para livrar a cara de Sua Alteza Michel Miguel Elias Temer.

  2. Áureo Ramos de Souza disse:

    Eu não tenho mais dúvida que todos tem culpa no cartório e assim o Brasil não, não não vaiiiiii.

  3. Ludwig Von Drake disse:

    Parece contribuição de campanha devidamente documentada, não vejo irregularidade.

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