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Promessa do tênis brasileiro teve infância cheia de obstáculos

A pobreza marcou a trajetória de Teliana Pereira

Promessa do tênis brasileiro teve infância cheia de obstáculos
Teliana Pereira em 2014 (Foto: Rio Open/ Fotojump)

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Para que a brasileira Teliana Pereira se tonasse uma tenista profissional, ela teve de enfrentar uma série de obstáculos. Enquanto o sérvio Novak Djokovic cresceu num país devastado pela guerra e Serena Williams teve que evitar gangues em Compton, na Califórnia, Teliana cresceu na pobreza. Aos 27 anos, espera-se que ela represente o Brasil nos jogos olímpicos em agosto.

Ela e sua família não tinham muito do que é considerado básico enquanto viviam em Pernambuco. A atleta chegou a perder uma irmã ainda bebê por causa da desidratação.

Teliana só começou a frequentar a escola depois dos 8 anos, quando ela e sua família se mudaram para Curitiba, no Paraná. Foi neste mesmo período que começou a jogar tênis. Seu pai, José, ajudou na construção de quadras de uma academia de tênis e depois passou a cuidar das quadras.

Teliana começou trabalhando como gandula para juntar algum dinheiro, mas eventualmente acabou com a raquete na mão. Seu irmão José, de 25 anos, também se tornou um jogador profissional de tênis.

O francês Didier Rayon, proprietário da academia, se tornou o mentor de Teliana. Ele disse nunca ter visto ninguém do alto escalão deste esporte “que tenha começado tão pobre quanto Teliana”.

Em uma competição, no Peru, em 2006, Teliana ficou sem comer o dia todo, porque simplesmente não tinha dinheiro para comprar nada.

As pessoas que frequentavam as quadras é que costumavam fazer vaquinhas para financiar as viagens dela. Em 2009, ela teve que passar por duas cirurgias no joelho, quando os patrocinadores sumiram. Depois que ela voltou a ativa, dez amigos de Curitiba doaram dinheiro para suas viagens.

Em 2013, ele se tornou a primeira brasileira desde 1990 a aparecer no ranking das cem melhores. Em abril, em Bogotá, ele se tornou a primeira brasileira a conquistar o título da turnê da Associação de Tênis Feminino (WTA, na sigla em inglês) desde Neige Dias em 1988.

Em 2015, ela ganhou a turnê da WTA de Florianópolis. Na arquibancada, estava sua família e Gustavo Kuerten. No final da temporada, ela voltou para Pernambuco para se lembrar de suas raízes.

Teliana quer dar continuidade ao sucesso de 2015. Mas se a carreira terminar agora, ela diz que já estaria contente, pois conseguiu comprar uma casa para sua mãe com o prêmio do ano passado.

Fontes:
The New York Times-Brazilian Tennis Player’s Success Follows a Childhood of Obstacles
O Estado de S.Paulo-Teliana Pereira, a campeã de tênis que veio do sertão

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