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Educação

Termina greve dos professores de São Paulo

Esta é considerada a maior greve da história do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), além de ser a maior da categoria na América Latina

Termina greve dos professores de São Paulo
Decretado no dia 13 de março, o movimento durou 92 dias (Foto: Wikimedia)

A greve dos professores da rede pública estadual de São Paulo terminou nesta sexta-feira, 12, depois de decisão em assembleia realizada no vão livre do Masp.  Esta é considerada a maior greve da história do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), além de ser a maior da categoria na América Latina. Decretado no dia 13 de março, o movimento durou 92 dias. Antes dessa, a maior greve ocorreu em 1989 e durou 80 dias, segundo o próprio sindicato.

Apesar de o governo não apresentar qualquer proposta de reajuste salarial desde que a greve foi decretada, os professores reivindicavam um aumento de 75,33% como equiparação salarial a outras categorias com a mesma formação.

O secretário de Educação, Herman Voorwald, ofereceu como propostas aos professores a inclusão dos temporários na rede de atendimento do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) e o aprimoramento da contratação desses docentes. Embora a secretaria informe que fez oito reuniões com a Apeoesp, em que garantiu que será formulada uma nova política salarial para os professores a partir de julho, o sindicato reclama que ela não deu valores e sequer a data em que isso vai ocorrer, além de não enviar as demais propostas para serem votadas na Assembleia Legislativa.

“Uma greve nunca é uma escolha fácil para os professores. A Apeoesp tentou, até o último limite, o caminho da negociação, mas o governo se manteve intransigente, não apresentou qualquer proposta. Não tivemos outra alternativa. O fato de ser a mais longa greve não pode ser considerado um mérito, a não ser no que se refere à resistência e à capacidade de luta dos professores. Ela demonstra, na verdade, o fracasso do governo estadual, incapaz de resolver os problemas dos professores e da escola pública estadual”, disse Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp à Agência Brasil.

O governo paulista, por sua vez, amparado por uma decisão da Justiça, descontou os dias parados dos grevistas, o que, para o sindicato, diminuiu a adesão à greve nos últimos dias. Segundo o governo, 98% dos professores estavam dando aula, o que representaria a menor adesão a uma greve na história. Já o sindicato estima que, desde o início, a greve teve uma adesão média de 60% dos professores, embora nos últimos momentos, apenas 25% e 30% continuaram paralisados, apesar do desconto dos salários. “Com o corte nos salários, o cansaço, a dificuldades na negociação, a adesão caiu”, admite a presidente do sindicato.

Fontes:
Agência Brasil-Greve dos professores de São Paulo já dura 92 dias e é a mais longa da história
G1-Professores de SP anunciam fim de greve após 3 meses de paralisação

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