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SUSTENTABILIDADE

Terrenos abandonados viram hortas e jardins

Voluntários revitalizam espaços e trazem um pouco de natureza ao caos urbano

Terrenos abandonados viram hortas e jardins
Voluntários em hortas e jardins do Rio de Janeiro (Foto: Mariana Mauro)

Você saberia identificar seus temperos pelo aroma ou precisaria conferir o nome na embalagem? Com o intuito de resgatar as práticas do plantio e o conhecimento das plantas, voluntários se organizam para revitalizar terrenos abandonados e criam hortas e jardins em meio ao caos do espaço urbano carioca.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), entre um quarto e um terço do que é produzido anualmente no mundo para o consumo humano se perde ou é desperdiçado. A estimativa é que a América Latina e o Caribe percam ou desperdicem anualmente 15% dos alimentos disponíveis.  Em contrapartida a este cenário de desperdício, algumas pessoas se dedicam a hortas comunitárias.

Horta Comunitária do Cosme Vellho

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Panorâmica da Horta Comunitária do Cosme Velho (Foto: Mariana Mauro)

Bem perto de um dos mais movimentados pontos turísticos do Rio, o trem do Corcovado, um terreno da prefeitura abandonado destoava da beleza natural do bairro do Cosme Velho.

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Sonia Miranda na Horta Comunitária do Cosme Velho (Foto: Mariana Mauro)

Sônia Miranda, de 75 anos, e mais três vizinhas começaram a conversar sobre como poderiam melhorar aquele lugar. Elas pediram autorização da prefeitura para entrar e limpar o terreno, mas começaram a fazer isso antes mesmo de qualquer resposta, em 2013. “Quando a prefeitura viu nossas reais intenções, eles vieram aqui através da subprefeitura da Zona Sul e começamos a conversar. Fizemos três meses de reuniões e eles colocaram iluminação no terreno e chamaram a Comlurb para ajudar.”

A limpeza do terreno aconteceu de março a outubro. Aos sábados aconteciam mutirões, nos quais apareciam muita gente. No entanto, nos dias de semana, o lugar ficava vazio. Os vizinhos tentaram um regime de escala, mas também não deu muito certo, por conta das rotinas de cada um. A aposentada ficou sozinha na horta de outubro a janeiro.

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Os vizinhos Sonia Miranda e Eduardo Gomes (Foto: Mariana Mauro)

Mas depois o vizinho Eduardo Gomes, de 29 anos, apareceu. Atualmente, Sônia fica de segunda a segunda e Eduardo vai à horta três vezes por semana. A 4° Região Administrativa trouxe o coordenador das Hortas Cariocas para conhecer o espaço e daí nasceu uma parceria. A prefeitura também instalou um portão no terreno.

Mas engana-se quem acha que a grande parte dos visitantes é de moradores. Quem mais aparece são os turistas. A horta conta com uma parceira de uma empresa que dá suporte para pessoas que querem fazer trabalho voluntário no Rio. Alguns deles já trabalharam no espaço.

Sônia não entendia de horta até começar a do Cosme Velho. “Eu sempre gostei de terra, mas não sabia mexer. Uma coisa é cuidar de um vasinho de planta, outra é de uma horta. Fui aprendendo e continuo aprendendo até hoje.”

Parque do Martelo

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Panorâmica da horta do Parque do Martelo (Foto: Mariana Mauro)

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Espiral de temperos (Foto: Mariana Mauro)

Quem entra na rua Miguel Pereira, no Humaitá, pode achar que ali nada mais é do que uma rua residencial, quando na verdade há um recanto ecológico: o Parque do Martelo. Com uma vista para o Cristo Redentor, o parque conta com parquinho infantil e uma horta comunitária, além de ter exposições e oficinas.

O terreno da prefeitura foi sedido para a Associação de Moradores do Alto Humaitá em 2000, mas apenas em 2005 o parque foi aberto ao público. O Parque do Martelo é mantido por doações e conta com um funcionário que trabalha diariamente no espaço, além de vários voluntários não só do bairro.

A designer de interiores Monica Claro, 50 anos, é quem coordena o parque desde 2014. Ela explica que o projeto da horta começou naquele ano. “De 2015 pra cá, a gente está começando a ter um cultivo, porque tinha a questão da terra, que tinha entulho de outras construções. Em 2014 nossa ambição era fazer terra, então começamos a compostagem. Hoje o pessoal do Ciclo Orgânico nos apoia, então a gente consegue fazer uma produção de composto orgânico, e a gente também recebe doação de terra do Jardim Botânico”.

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Monica Claro na horta do Parque do Martelo, no Humaitá, na Zona Sul da cidade (Foto: Mariana Mauro)

Uma das voluntárias do parque é a arquiteta e urbanista Mariana Moreth, do Hortalize, que coordena a horta. A moradora do bairro de Fátima, no Centro do Rio, conheceu o parque por meio de um amigo do Ciclo Orgânico que fazia compostagem lá. Não demorou muito para que Mariana quisesse ajudar.

Na época, a horta estava precisando de cuidado e logo nos primeiros encontros com a Monica, elas conversaram sobre como fazer para retomar a horta e envolver a comunidade. Com a ajuda de uma professora de uma escola vizinha ao parque, elas envolveram crianças para fazer canteiros com garrafas pet e para plantar algumas mudas. Depois vieram os mutirões com vizinhos e voluntários.  “Sou incentivadora do plantio caseiro e do consumo do alimento orgânico, planto em casa e incentivo familiares e amigos. Profissionalmente trabalho com projetos de paisagismo e implantação de hortas domésticas, então poder fazer parte e ser voluntária da horta do parque é o maior prazer para mim”, explica Mariana Moreth.

 

Horta da General

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Panorâmica da Horta da General (Foto: Mariana Mauro)

O paisagista alemão Manfred Bert, 54 anos, é um dos responsáveis pela Horta da General, em Laranjeiras. O terreno que fica na rua General Glicério é privado, mas estava abandonado desde a tragédia que ocorreu em fevereiro de 1967. Na época, os três prédios lá construídos desabaram por conta de uma forte chuva, deixando inclusive vítimas fatais.

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O paisagista alemão Manfred Bert na Horta da General (Foto: Mariana Mauro)

Com o abandono, o terreno ficou a mercê de roubos, além de virar banheiro a céu aberto e lugar para entulho. Como não conseguiram contatar o dono da propriedade, Manfred e alguns vizinhos começaram a limpar o espaço.

A partir da página do Facebook, vieram os mutirões e a Horta da General foi ganhando forma. “A ideia não é só ser uma horta, mas um espaço de convivência”, explica Manfred. Muitas crianças ajudam na manutenção do espaço, que já teve visita de várias creches e escolas. O paisagista conta que as crianças desconhecem as plantas. Uma delas disse que não sabia que jujuba dava em árvore ao sentir o aroma de uma das folhas da horta. Outra disse que a horta tinha pé de pizza, se referindo ao orégano ali plantado.

Como o espaço não tem luz nem água, foi feito um financiamento coletivo na internet para arrecadar dinheiro para a manutenção do espaço. Como o crowdfunding foi um sucesso, já há dinheiro para criar um sistema de reaproveitamento da água da chuva. Parte do dinheiro foi usado para comprar terra boa para a horta, já que a terra do espaço não é própria para isso.

Jardinagem social

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Marcos Fabiano da Silva Gonçalves em um mutirão no bairro de Honório Gurgel, na Zona Norte da cidade (Foto: Facebook/ Planta na Rua RJ Jardinagem Social)

O jardineiro Marcos Fabiano da Silva Gonçalves, de 36 anos, é o fundador do Planta na Rua RJ,  que promove ações sociais e serviços de jardinagem no Rio de Janeiro. O grupo atua em várias partes da cidade, principalmente, nos subúrbios e/ou comunidades. “Em 2009, cansado de ver terrenos abandonados na cidade, fundei a organização para cuidar de locais que eram focos de dengue, lixo e outros graves problemas para torná-los lugares melhores para as comunidades locais através da jardinagem social”, conta.

Além de passarem as informações necessárias sobre o plantio durante os mutirões, eles também produzem uma revista pedagógica em papel reciclado sobre técnicas de plantio e manutenção. Na página do Facebook também há tutoriais acessíveis, disponibilizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

 

 

1 Opinião

  1. Marcos Fabiano da Silva Gonçalves disse:

    Deseja praticar o método do Planta na Rua na sua região?
    Organizamos ações diretas para outros estados e fora do país.
    ((( Leia o tutorial para entender a proposta no RJ e outros )))

    Planta na Rua – Plano piloto para cidades.

    — Breve Histórico —

    O Planta na Rua RJ é uma rede de ação direta com foco em fomentar a criação de ambientes verdes na cidade. Iniciou suas atividades no ano de 2009 com uma horta urbana no bairro de Santa Teresa.

    Somos um grupo de pessoas espalhadas pela cidade que periodicamente se reúnem para promover plantios urbanos em terrenos baldios, canteiros abandonados, locais para reflorestamento e toda a possibilidade da criação de locais verdes no Rio de Janeiro, cidade piloto dessa iniciativa que já se desenvolve em outros estados do pais.

    A proposta é também uma extensão ecopedagógica que visa a disseminação de conhecimentos e informações relacionadas a preservação do meio ambiente e a expansão das áreas verdes urbanas, através de oficinas, cursos e mutirões de plantio de hortas (comunitárias, escolares, residenciais etc), plantio de espécies nativas e toda a gama possível que se relacione com a cultura verde.

    Cultura entendida aqui como a própria raiz da palavra: Cultivar!

    A criação deste trabalho foi originada através da necessidade extrema da melhoria da qualidade de vida nas cidades, desde a questão das altas temperaturas, escassez de água, sombreamento, diminuição da poluição sonora e do ar, preservação do habitat de diversas espécies etc.

    Não é possível pensar em bem estar físico e mental da população sem priorizar a criação e preservação de áreas verdes urbanas, eis o trabalho do Planta na Rua RJ que convida toda a cidade para participar.

    Toda pessoa é convidada a participar da gestão do grupo desenvolvendo individualmente e coletivamente as atividades!

    (((( Gestão Horizontal )))

    A organização da coletividade é baseada na cooperação entre pessoas sem graus hierárquicos, tendo suas funções participativas dinamizadas através da afinidade e possibilidade de cada um. Trata-se da livre união: laica, apartidária e sem liderança, valorizando toda a iniciativa individual e coletiva. Toda pessoa é uma célula que ativa ações através da organização amparada por princípios ecológicos na cidade. Todos possuem o direito para administrar e criar através das propostas existentes ou novas. O compromisso selado deve ser um ato de respeito para que ocorra a fluidez das atividades. A divisão de tarefas possibilita que demandas sejam supridas com facilidade, bastando que cada ponto seja adequado a ser resolvido pelos envolvidos que ativaram o compromisso.

    ——– Funções básicas de trabalho ——–

    • Organizadores de mídia: E-mail, blog, rede social, revista impressa, cartazes etc. Pessoas criadoras de conteúdo, envios e respostas a terceiros, criação e divulgação de eventos por meio virtual, edição de textos, desenhistas, vendedores de camisas on line, revistas etc.

    • Oficina de serigrafia: organização da estamparia para o feitio de camisas do grupo.

    • Articuladores de mudas: acessar pessoas e instituições que produzam, doem ou vendam.

    • Transporte: facilitadores para o deslocamento de materiais de trabalho como ferramentas, mudas, terra etc.

    • Acessória na Internet: Pessoas que possam criar conteúdos, criar páginas para outros estados, responder perguntas, orientar dúvidas etc. Rede social, e-mail e blog são exemplos de atividades necessárias, muito importantes.

    • Professores: toda pessoa que possa ministrar cursos, aulas e oficinas para propagar a cultura verde.

    • Plantadores: presença de diversas pessoas para o mutirão em trabalhos básicos (limpeza local, planejamento do plantio, o plantio em si e sua organização).

    • Regadores: pessoas encarregadas de cuidar dos espaços adotados, sendo ativadores do compromisso da comunidade local de regar e preservar as plantas.

    • Pesquisadores de editais em que o Planta na Rua possa vir a se inscrever.

    • Fotógrafos: Profissionais ou amadores para cobrir toda documentação.

    • Acessória jurídica: Advogados em apoio da causa e dos participantes.

    • Agitadores culturais: Músicos, artistas plásticos, poetas, grafiteiros etc, que participem com seus trabalhos.

    • Acessória de arquitetura e urbanismo: Apoio de profissionais da área.

    • Biólogo: Consultoria profissional de apoio. • Jardineiro: serviços auxiliadores para a composição estética das ações.

    ((( Adoção de novos locais )))

    O princípio que rege a escolha de novos locais para serem adotados se orienta na proximidade da moradia dos que vão cuidar após os mutirões a fim de garantir a continuidade biológica dos vegetais plantados. A escolha de novos locais é proveniente de pesquisas e convites que as mídias recebem de pessoas da região onde habitam, valendo valorizar a todos que forem dar crédito de compromisso com o local e seus respectivos cuidados e necessidades.
    Novos locais escolhidos entram na grade de atividades e vão ocorrendo de uma forma que um mutirão não atrapalhe outro, gerando assim maior produtividade, porém não impede que ocorram simultaneamente ou próximos de datas, pois havendo condições aptas será muito interessante que se multipliquem.

    ((( Hortas urbanas, escolares e caseiras )))

    Para a criação de hortas é necessário o cuidado diário para que não seja perdido todo trabalho, além da manutenção que cada planta necessita, sendo observado que os participantes precisam de orientação para o plantio adequado a cada época. É essencial que a rega ocorra todos os dias, daí a importância de formar com a comunidade o compromisso para tal fm. No caso a unidade escolar que adotar uma horta também irá precisar se organizar para tal feito, incluindo finais de semana, feriados e afins. Sendo uma horta caseira é preciso o mesmo tipo de cuidados.
    Faremos mutirões coletivos e ações individuais para gerar as hortas caso seja necessário no início da criação para amparar toda demanda.

    ((( Edição da revista )))

    Colaboradores para criação de conteúdo em afinidade para novas edições da revista, trata-se de uma publicação onde escritores, jornalistas, poetas, profissionais da área de ciências humanas e exatas podem participar somando ou ainda qualquer pessoa que desejar somar com a edição. A revista possui como princípio ser impressa apenas em papel reciclado que é o uso ético de material.
    A revista pode ser comercializada por quem deseja trabalha com a mesma, criando assim uma ajuda de custo para a pessoa manter gastos individuais e complementar renda caso seja necessário. Se a pessoa quiser pode ajudar espontaneamente com a compra de novos bens, sementes, plantas, mudas de árvore, ferramentas etc.

    ((( Viveiros )))

    As ações necessitam de um ou vários locais onde possa abrigar mudas adequadamente para colaborar nos plantios na cidade. No mesmo local é criado composteira, minhocário e sementeira. A ideia-meta é que seja definido um local que seja a sede do grupo, tendo a serventia para depósito de ferramentas, livros, fotografias, computador, sementes, adubo, terra etc.

    ((( Trabalhos Individuais e coletivos )))

    As duas formas de ação são muito importantes para as atividades gerarem frutos. Trabalhos em mutirão possui o caráter principal do Planta na Rua, mas atividades individuais criam novas importantes ações e exemplos para serem difundidos. Ambas formas necessitam de documentação nas páginas que abrigam as fotografias. No Planta na Rua RJ, todo novo local que trabalhamos, recebe um novo álbum de fotografias. Para ações individuais há um álbum específico para que seja somado em seu conteúdo, por exemplo, uma pessoa planta uma árvore sozinha em algum local, ela documenta o plantio com ajuda de alguém que possa ajudar. Isso cria toda uma esfera de exemplo a ser seguida por outras pessoas.

    ((( Serigrafias – Estamparia )))

    O grupo possui uma tela de serigrafia para fazer camisas e divulgar o trabalho, gerando possibilidade de renda para quem desejar fazer, o uso da tela de serigrafia é aberto para quem quiser utilizar e vender suas próprias camisas, assim como também é livre para fazer novas telas para estamparia. Os ganhos são vistos da mesma forma que a revista, tendo a espontaneidade da pessoa em colaborar com as necessidades da rede de ação direta do Planta na Rua.
    Novos desenhos para criar novas camisas são bem vindos para abrir novas idéias de artistas e pessoas que queiram trabalhar com a idéia, assim ajudará a divulgar o plantio de árvores e ações em benefício da natureza nas cidades onde atuarem os trabalhos. Enviaremos pelo correio a arte final e damos suporte de como estampar as camisas, tudo através da internet pelos mecanismo de divulgação.

    ((( Rodízio de funções e ou funções fixas métodos propostos )))

    Essa é a necessidade suprema da gestão do Planta na Rua para compor a organização da rede de ação direta que está firmada em apoio mútuo entre os participantes, onde não há lideres e logo o compromisso é de extrema importância para que os trabalhos ocorram sem sobrecarregar nenhuma pessoa e assim a gestão se
    dinamizar. Cada pessoa possui conhecimentos e também sempre pode vir a aprender algo novo e vir a somar. Precisamos organizar o grupo em funções que podem ser fixas e ou por via de rodízio. Tratamos de listar as principais tarefas básicas e avançadas aqui e nela anexar os que irão ser comprometer mutuamente.

    ((( Aquisição de mudas compra, doação e produção )))

    Estaremos sempre necessitando de mudas e para isso precisamos reunir esforços para adquirir mudas por diversas formas:

    1.Compra através de dinheiro coletado pelos participantes, consequência de capital oriundo da revista e das camisas.

    2.Através de doações dos próprios participantes, pessoas diversas, de doações de instituições e empresas ou ainda órgãos públicos.

    3. Obtenção a partir da produção de mudas em viveiro da autogestão.

    4. Fonte viabilizada pela compra através de editais.

    ((( Auxílio em outros cidades e fora do país )))

    Através do plano piloto Planta na Rua RJ é possível espalhar o método para outras cidades do país e será grandioso que o método se espalhe internacionalmente para quem desejar somar mais e mais. É preciso que os participantes abram páginas e expliquem os métodos que consagramos servindo de exemplo para que essa prática se espalhe.

    *Abre-se uma página do Planta na Rua + o nome da cidade. Anexa a imagem do grupo e coloca as pessoas que desejam levar a frente para outros locais e assim iniciado a primeira etapa, vai dando início até criar o primeiro mutirão e documentado por fotos, vai atraindo novos participantes e por ai segue até crescer e se expandir!

    ((( Carta de princípios Básicos Planta na Rua )))

    1. O foco é todo traçado e definido pela ecologia urbana em sua teoria e prática.

    2. A participação é livre, laica, apartidária e sem liderança.

    3. Todos as pessoas possuem direitos iguais perante a gestão e participação.

    4. É prezado o consenso entre todos, porém membros discordantes de algo não precisam deixar de colocar suas ideias em práticas, bem as como outras pessoas não tem também a necessidade de participar.

    5. O método de organização é por apoio mútuo para viabilizar a rede de ação direta, em políticas horizontais guiada pelo compromisso selado e respeitado aos outros participantes. A quebra do compromisso é naturalmente um desrespeito e cria descréditos para consolidações futuras, observando que motivos de força maior são avaliados pelo bom senso coletivo.

    6. Toda ação individual e coletiva precisa ser documentada para gerar exemplos para que a ideia e método se espalhe. Todo plantio de árvore precisa acompanhar a noção urbana adequada ao local sem danificar calçamentos, feito através das espécies que são permitidas, preferencialmente no caso do RJ, as da Mata Atlântica. .

    7. Todo ganho através da revista e da camisa vendida em trabalho individual é para seu próprio proveito, sendo aceito a contribuição para a caixa. Outras obtenções de doações, tanto financeiras quanto materiais recebidas, são documentadas e vão para a caixa de economia da rede de ação direta.

    8. O uso da página oficial é usado para divulgações que se destinam ao proveito da rede coletiva, ou seja, divulgar as camisas na página deve gerar renda para a caixa do grupo destinada aos proveitos dos trabalhos.

    9. Gerar a multiplicação para novas cidades é uma necessidade vital, após iniciada em uma cidade, já se possível montarem outras regiões, municípios, cidades, estados e fora do país. Tudo é possível através desses simples exemplos descritos nesse simples documento e boa vontade de levar a frente.

    10. Prezar a harmonia e a boa comunicação entre os participantes com toda a comunidade envolvida, seja ela local, regional ou global.

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