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Teve fim a Guerra de Canudos

No dia 05 de outubro de 1897, teve fim a Guerra de Canudos

Teve fim a Guerra de Canudos
A rebelião conhecida como Guerra de Canudos deu-se em virtude da situação precária em que vivia a população, sem terra e obrigada a se submeter aos arroubos dos coronéis (Reprodução/Internet)

O cenário era a Bahia do século XIX, quem governava o Brasil era Prudente de Morais. O Nordeste brasileiro serviu de palco para que ocorresse uma das mais significativas revoltas sociais da primeira República.

A  rebelião conhecida como Guerra de Canudos deu-se em virtude da situação precária em que vivia a população, sem terra e obrigada a se submeter aos arroubos dos coronéis. As terras pertenciam aos grandes proprietários rurais – os conhecidos coronéis – que as transformaram em territórios improdutivos. Essa situação revoltou os sertanejos, que se uniram em torno de Antônio Conselheiro, o qual pregava ser um emissário de Deus vindo para abolir as desigualdades sociais e as perversidades da República, como a exigência de se pagar impostos, por exemplo.

Foram instituídas três empreitadas militares, que foram vencidas pelos seguidores de Antônio Conselheiro. Em virtude de tamanha dificuldade, o Governo Federal assumiu o comando. A quarta expedição foi organizada pelo então ministro da Guerra, Carlos Bittencourt, o qual recrutou cerca de 10 mil homens que, comandados pelo general Artur Costa, apoderaram-se de Canudos e promoveram um terrível massacre, no qual muita gente inocente morreu, principalmente idosos e crianças, que só buscavam uma melhor qualidade de vida. A Comunidade de Canudos foi arrasada no dia 05 de outubro de 1897, entrando para a história como o palco do mais intenso massacre já presenciado na história.

 

Fontes:
InfoEscola-Guerra de Canudos

1 Opinião

  1. Francisco Lucena disse:

    O massacre de Canudos somou-se a outros nos anos subsequentes, a exemplo do massacre do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, no município do Crato, Estado do Ceará – Comunidade comandada pelo Beato Zé Lourenço, seguidor do Padre Cicero de Juazeiro do Norte-Cerará. Os motivos desses massacres foram sempre a opressão que dominava e ainda hoje domina parte dos latifúndios do agronegócio, no Brasil.

    A luta pela pose da terra, no Brasil fez e continua fazendo vítimas em nome da ordem pública e social onde, quase sempre, o estado se faz presente, com a repressão policial e outros meios que visam favorecer o direito de quem está estabelecido, sem se importar com os princípios constitucionais, que conferem à todo brasileiro, o direito a cidadania.

    Hoje nós assistimos um embate entre a Direita e a Esquerda que buscam afirmarem suas visões de mundo e propostas para implementação dos seus projetos. O Massacre de Canudos-BA, Santa Cruz do Deserto-CE, de Eldorado dos Carajás-PA, entre muitos outros são resultados históricos e contemporâneos, da opressão, dos maus tratos, da discriminação e apropriação da força do trabalho para abastecer o sistema de dominação e opressão sobre os mais pobres. Apesar de termos avançado muito, no combate a pobreza extrema, nos últimos 12 anos, as conquistas alcançadas não nos garantem uma estabilidade nos aspectos econômico, social e ambiental, pois, o latifúndio continua produzindo vítimas, em todas as regiões do país.

    Viva Antônio Conselheiro, viva Zumbí, viva Zé Lourenço e todos os lutadores do povo, pela posse e uso adequados da terra. O latifúndio, tanto no Século XIX (dezenove) quanto no mundo atual, representa um atraso inexplicável, ante os avanços científico, tecnológicos e civilizatórios que a humanidade alcançou. Para superar essa chaga cruel da humanidade, no mundo contemporâneo, faz-se necessário distribuir a terra, pois, o latifúndio é continuará sendo a chave to atraso e das atrocidades que os camponeses continuam sofrendo no Brasil.

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