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DIÁLOGO INTERNACIONAL

Trump garante apoio ao Brasil na OCDE

Conquista de apoio era um dos principais objetivos do Brasil nos EUA. Trump e Bolsonaro também conversaram sobre Otan, Venezuela e socialismo

Trump garante apoio ao Brasil na OCDE
Conversa entre presidentes foi marcada pelo clima amigável (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que o governo norte-americano vai apoiar a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A afirmação foi feita na tarde desta terça-feira, 19, durante o encontro entre os presidentes Trump e Bolsonaro.

A conquista do apoio para a entrada do OCDE era um dos principais objetivos na viagem da comitiva brasileira aos Estados Unidos. Por outro lado, Trump admitiu que o apoio ainda será negociado e contrapartidas devem ser acertadas.

“Nós vamos apoiar, nós teremos uma ótima relação em vários aspectos, e isso é algo que iremos fazer para honrar o presidente e também o Brasil. Nós vamos pedir algumas coisas, mas que não precisam ter haver diretamente com isso”, garantiu Trump.

Outro assunto discutido pelos chefes de Estado foi uma possível aproximação do Brasil com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Caso o Brasil se torne um dos parceiros no assunto, pode ter acesso preferencial na compra de equipamentos e tecnologias militares norte-americanas.

“Como disse tenho a intenção de designar o Brasil como um aliado especial fora da Otan e até um aliado dentro da Otan, isso poderia melhorar nossa cooperação. Nossas nações estão trabalhando juntos para proteger o povo do terrorismo do crime transnacional e do tráfico de drogas, armas e pessoas, algo que é prioridade”, afirmou Trump.

Ademais, os presidentes também voltaram a falar da questão da Venezuela, que está dividida entre o presidente eleito, Nicolás Maduro, e o autoproclamado presidente do país, Juan Guaidó; e da luta contra o socialismo e o comunismo em todo o continente americano. Por fim, o chefe de Estado do Brasil, Jair Bolsonaro, revelou que acredita que Trump será reeleito em 2020.

“Respeitaremos os resultados das urnas em 2020, mas acredito piamente na reeleição de Donald Trump. O povo que o apoiou no passado, assim como foi feito comigo no Brasil, repetirá esse voto com toda a certeza. A cada dia que passa essas pessoas mais voltadas ao socialismo, e até mesmo ao comunismo, aos poucos vão abrindo a sua mente para a realidade”, revelou Bolsonaro.

Venezuela e o socialismo

Tanto Bolsonaro, quanto Trump voltaram a atacar o socialismo, citando os casos de países como Venezuela e Cuba. O chefe de Estado americano, inclusive, foi enfático, garantindo que chegou a hora final do socialismo “em nosso hemisfério”. Sobre a Venezuela, Trump pediu, mais uma vez, que os militares abandonem Maduro.

“Pedimos aos militares da Venezuela que parem de apoiar Maduro, que não é mais do que uma marionete de Cuba. O ocaso do socialismo chegou no nosso Hemisfério Ocidental e no nosso país também”, solicitou Trump. O chefe de Estado norte-americano também revelou que sanções “mais duras” podem ser impostas sobre a Venezuela.

Ao ser questionado sobre as ações do Brasil em relação à Venezuela, Bolsonaro afirmou que a prioridade é combater o “terrorismo” e o “crime organizado”. No entanto, se esquivou de algumas questões sobre o caso, destacando o seu caráter sigiloso. Bolsonaro, inclusive, não revelou se debateu uma possível intervenção militar com Trump.

China

Um rápido momento da entrevista foi direcionado para falar sobre as conversas comerciais com a China. Os Estados Unidos e o país oriental têm enfrentado ruídos na comunicação quando se trata do comércio. Sobre o assunto, Trump apenas se ateu a revelar que as conversas com os chineses estão em evolução, sem dar grandes detalhes.

Já Bolsonaro, ao ser questionado sobre a relação comercial com a China, que é a principal parceira comercial do Brasil, revelou que o comércio prosseguirá normalmente. No entanto, o presidente brasileiro afirmou que as negociações serão feitas sem “viés ideológico”;

“O Brasil vai continuar fazendo negócios com o maior numero de países possíveis. Apenas esse comércio não vai ser direcionado com o viés ideológico, como era feito há pouco tempo”, destacou o chefe de Estado.

Clima amigável

A coletiva de imprensa dos presidentes foi marcada por um clima de amizade. Os chefes de Estados pareceram estar alinhados politicamente e ideologicamente. Em um dos momentos de destaque, Donald Trump elogiou o “trabalho fantástico” do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que estava presente na coletiva. Eduardo foi eleito recentemente presidente da Comissão das Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

Desde o fim de 2018, Eduardo Bolsonaro visitou os Estados Unidos em algumas oportunidades, encontrando-se, inclusive, com Steve Bannon, que trabalho na campanha eleitoral de Trump em 2016. Entre os filhos do presidente, Eduardo tem desempenhado um papel mais voltado para as políticas exteriores.

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Fontes:
O Globo-Trump e Bolsonaro celebram 'o ocaso do socialismo' nas Américas

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