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ELEIÇÕES 2018

TSE adia para domingo coletiva sobre crimes eleitorais

Coletiva referente a questionamentos sobre crimes eleitorais na internet estava marcada para esta sexta-feira, 19

TSE adia para domingo coletiva sobre crimes eleitorais
Fake news têm provocado instabilidade e desconfiança política (Foto: Agência Brasil)

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, adiou a coletiva de imprensa, antes prevista para esta sexta-feira, 19, para às 14h do próximo domingo, 21. Segundo um comunicado, a coletiva será para “tratar das medidas institucionais adotadas para responder aos questionamentos levantados no primeiro turno das Eleições 2018”.

O evento vai ocorrer no Auditório I do TSE, em Brasília, e vai contar com a presença do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), general Sérgio Etchegoyen, da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, da advogada-geral da União, Grace Mendonça, e do diretor-geral da Polícia Federal, delegado Rogério Galloro.

O TSE está sendo duramente pressionado desde o primeiro turno das eleições presidenciais deste ano. Em um momento delicado do país, as fake news (notícias falsas) ganham força nas redes sociais, o que aumenta a instabilidade e desconfiança política. Em junho deste ano, por exemplo, o então presidente do tribunal, o ministro Luiz Fux, havia afirmado que as fake news poderiam anular as eleições.

Se no primeiro turno muitas notícias falsas ganharam as redes sociais, no segundo turno essa tendência se tornou ainda mais crítica. Tanto que, no último dia 16 de outubro, o ministro Carlos Horbach, do TSE, determinou a retirada de links de sites e redes sociais, usados pela campanha de Bolsonaro, com a expressão “kit gay” para atacar Haddad, afirmando se tratar de difusão de conteúdo sabidamente inverídico.

Antes mesmo do período eleitoral se intensificar, em junho, o TSE já tinha iniciado os trabalhos para impedir que as fake news ganhassem as redes sociais. Na época, juntamente com diferentes partidos, o tribunal firmou um acordo para combater a disseminação de notícias falsas.

Paralelo a isso, uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, divulgada na última quinta-feira, 18, apontou que empresas gastam até R$ 12 milhões para divulgar notícias falsas contra o PT pelo WhatsApp. Com base nisso, o PT e pelo PDT, afirmaram que vão à Justiça contra a candidatura do presidenciável, por estar sendo beneficiada pela divulgação de fake news.

Através de uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, feita na tarde da última quinta-feira, Bolsonaro se defendeu das acusações, afirmando que os partidos “não têm provas de nada”. Ademais, voltou a atacar o PT por seus anos à frente da presidência do Brasil, citando escândalos recorrentes no período.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha de São Paulo, Jair Bolsonaro pode ser punido e sua chapa pode ser cassada caso fique comprovado que o presidenciável se beneficiou do suposto apoio ilegal dos empresários. Dessa forma, a campanha de Bolsonaro pode vir a ser impugnada ou o candidato pode perder o mandato, no caso de uma condenação futura sobre o caso.

Bolsonaro se defende

O presidenciável do PSL, assim como tem feito desde o início da campanha, tem usado as redes sociais como suas principais aliadas. Através de dois vídeos, um compartilhado em seu canal no YouTube e uma live feita através do Facebook e Twitter, Bolsonaro se defendeu das acusações.

No YouTube,  no vídeo “Contra fake news: A VERDADE”, compartilhado em seu canal, Bolsonaro fala sobre a matéria da Folha de S. Paulo, afirmando que a manchete da reportagem não condiz com o texto em si. Sobre as acusações de Haddad, o presidenciável do PSL garante que o mesmo será processado.

“Primeiro a matéria vem da Folha de S. Paulo, e a manchete não condiz com a matéria em si. Na matéria, em nenhum momento, eu sou acusado, minimamente, de estar comandando ou ter contratado empresas, robôs, para fazer campanha contra quem quer que seja. E o próprio candidato do outro lado, ao me acusar de criminoso, com toda certeza responderá um processo nesse sentido”, afirmou o candidato.

Questionado se teria conhecimento ou estaria envolvido no suposto esquema de disseminação de fake news promovido por empresas, Bolsonaro afirma que a campanha nem teria dinheiro para isso, e solicita: “Se, por ventura, alguém estiver fazendo trabalho nesse sentido, empresário ou quem tenha recurso, eu peço para não fazê-la porque está previsto em lei que, esse tipo de propaganda não é admissível”.

Eleitores duelam nas redes sociais

Quase diariamente os eleitores pró-Haddad e pró-Bolsonaro se confrontam pelas redes sociais. Nesta sexta-feira, as pessoas que apoiam a campanha do petista colocaram a hashtag “#CassaçãoDoBolsonaro” entre os assuntos mais comentados do mundo. Nela, os eleitores usam como base as denúncias expostas pela Folha de São Paulo e a iniciativa do PT e do PDT de procurarem a Justiça para pedir a cassação da chapa do presidenciável do PSL.

Por outro lado, entre os assuntos mais comentados do Brasil, está a hashtag “#FolhaFakeNews”, com duras críticas ao conteúdo veiculado pelo jornal paulista. Nela, eleitores pró-Bolsonaro ironizam as matérias contrárias ao presidenciável, afirmam que fazem “campanha de graça” e compartilham imagens contra o presidenciável Fernando Haddad e a Folha de S. Paulo.

 

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2 Opiniões

  1. Aureo Ramos de Souza disse:

    A culpa é da Internet e compartilhada por milhões de pessoas que acessam e gostam ninguém sabe porque gostaram de Bolsonaro. Eu por querer mudar como já vimos nas eleições que muitos políticos de carteirinha perderam suas cadeiras e as mamatas.

  2. julia santoos disse:

    Entao muitos nem sabem em quem ou porque esta votando a maioria vota por modinha “A eu vi no facebook que ele e bom que ele vai fzr isso aquilo aquilo outro” mas ninguem sabe nem as propostas de seu candidato estou de pleno acordo a culpa e da internet e dos pais que por muitas vezes nao ensinam seus filhos a terem uma opiniao propia.

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