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Copa do Mundo 2014

Turistas optam por hospedagens de baixo custo

Fãs da Copa do Mundo encontram alternativas aos caros hotéis do Brasil

Turistas optam por hospedagens de baixo custo
Para muitos chilenos, esta é a última chance de ver a Copa do Mundo na América Latina (Reprodução/G1)

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Eles vieram ao Brasil em comboio; mais de 3.000 chilenos a bordo de carros, motor homes e trailers viajaram por dias pelos Andes e Argentina para apoiar a sua seleção na Copa do Mundo 2014. Esses aventureiros, porém, não podem assumir os dispendiosos preços cobrados pela rede hoteleira do país sede.

(Reprodução/G1)

Apesar das precárias condições de viagem que pressupõem uma rota de 3.200 km (aproximadamente) em um veículo compartilhado por cinco pessoas, o grupo parecia não estar incomodado. Nem mesmo com a perspectiva de dormir em uma barraca diminuía o entusiasmo dos torcedores. Essa foi a maneira que muitos estrangeiros encontraram para participar do evento.

“É um sonho que eu tive”, disse José Aragão, 59 anos, “a última chance de ver a Copa do Mundo na América Latina.”

As acomodações alternativas estão realizando o sonho da Copa do Mundo para muitos fãs do esporte que tiveram dificuldades de encontrar alojamentos que não estivessem sujeitos aos preços inflacionados do período. Até Ronaldinho, a ex-estrela seleção brasileira, colocou sua mansão no Rio de Janeiro para alugar por US$ 15.000 a noite.

Enquanto boa parte dos chilenos (mobilizados através do Facebook) acampou, outros elegeram albergues ou apartamentos através dos serviços da página Airbnb, que disponibiliza opções aos turistas para reserva de acomodações.

O governo brasileiro espera que 600 mil turistas estrangeiros visitem o país durante a competição, o dobro do público recebido em 2010, pela África da Sul, no Mundial anterior (309.000 visitantes).

Nem mesmo os altos índices de criminalidade do Brasil têm preocupado os visitantes; a taxa de homicídios do país em 2012 foi de 25,2 por 100.000 habitantes, contra 4,7 por 100.000 nos Estados Unidos, de acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.

Como muitos, Christian Tripp (San Diego), 24 anos, se recusou a pagar os preços abusivos cobrados pelos hotéis tradicionais e optou por instalações alternativas: Tripp pagou US $ 67 por noite – segundo ele, um preço alto, mas inevitável – para compartilhar um dormitório em uma pousada com outras oito pessoas em Recife.

O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) informou que não irá disponibilizar os dados sobre o número de turistas que optaram por acomodações alternativas nesta Copa. Porém, em 2012, 44,2 % dos 5,67 milhões de visitantes estrangeiros do Brasil utilizaram acomodações alternativas, tais como albergues, camping e casas alugadas.

“As razões para a preferência por meios alternativos são um interesse em se aproximar de cultura local e economizar dinheiro”, informou a Embratur em um e-mail.

(Reprodução/Tony Ribeiro/MidiaNews)

 

Fontes:
The Washington Post-World Cup fans find many alternatives to Brazil’s expensive hotels

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1 Opinião

  1. Áureo Ramos de Souza disse:

    Os donos de hotéis e motéis pensaram uma coisa e o que aconteceu foi diferente pois tem gente morando nos morros do Rio, nos aeroportos, e em qualquer lugar sem se preocupar com segurança pois não vimos ainda nada de picante com referência a copa.

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