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Coluna Esplanada

‘Um dígito’ de Dilma ficou lá atrás

Em um discurso em 2009, Dilma foi aplaudida ao dizer que os anos seguintes cravariam a taxa básico de juros, a famosa Selic, com apenas ‘um dígito’

‘Um dígito’ de Dilma ficou lá atrás
Quando Dilma assumiu a presidência em 2011, a Selic já passava de 11% (Foto: José Cruz/ABr)

Eram meses tranquilos para a economia brasileira em meados de 2009, país em ascensão, quando a pré-candidata a presidente do Brasil começou a sair da Casa Civil, onde batia ponto, para mostrar a sua cara e ficar conhecida, a pedido do padrinho.

Num discurso para centenas de sindicalistas no auditório Nereu Ramos, no subsolo do Anexo 3 da Câmara dos Deputados, Dilma Rousseff foi aplaudida pela turma ao garantir que os anos seguintes cravariam a taxa básico de juros, a famosa Selic, com apenas ‘um dígito’. Seria o início de uma era de grande e ininterrupto crescimento da economia em todos os setores e blá blá.

Aplausos fracos, a turma deu de ombros, poucos entendiam a importância da taxa para o dia dia. A professora no púlpito então fez questão de frisar: ‘Vou repetir, a taxa Selic com um dígito apenas’. Foi ovacionada!

Em 28 de maio de 2010, a taxa básica de juros cravou seu menor patamar das últimas décadas: 9,5%. Quando a profeta assumiu a presidência no ano seguinte, a Selic já passava de 11%. De lá para cá, galgou degraus (alguns bem altos, como o de semana passada, de meio ponto percentual). O Copom acaba de elevar a mesma a 14,25% ao ano. Dilma nunca mais tocou no assunto desde aquele discurso para os pelegos.

A culpa, provavelmente, foi dos sindicalistas que não souberam aplaudir. Ou da cartomante do Palácio do Planalto.

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Venezuela desnuda

O cineasta baiano Dado Galvão e o fotógrafo paraibano Arlen Cezar preparam uma excursão às perigosas terras venezuelanas, onde o governo de Nicolás Maduro prende jornalistas e arrebenta opositores, com o apoio de uma milícia armada popular sem qualquer preparo para lidar com conflitos, e onde já é proibido se manifestar nas ruas, com risco de morte ou detenção.

É justamente este cenário que os brasileiros pretendem mostrar num documentário que preparam por conta própria: uma Venezuela desnudada, na voz de seus próprios cidadãos, que serão entrevistados pela dupla.

Dado fez um documentário que caiu nas redes sociais e lhe deu vitrine nacional, sobre a espetacular fuga do então senador boliviano Roger Molina da Embaixada do Brasil em La Paz. O brasileiro diz que pretende mostrar uma Venezuela pré e pós eleição de novembro, quando Maduro tentará a reeleição (não se sabe se haverá adversário até lá, porque a maioria dos presidenciáveis potenciais está na cadeia a mando do presidente).

‘Iniciamos mais uma jornada de trabalho cidadão e humanitário, Missão Ushuaia, Venezuela ‘, informa o cineasta. ‘Pretendemos dialogar com venezuelanos (as), como cidadãos e cidadãs integrantes do MERCOSUL, especialmente os jovens, observar, colaborar e documentar através das linguagens audiovisual (documentário), fotografar, o cotidiano pré e pós-eleições, anunciadas pelas autoridades da Venezuela para o dia 06 de dezembro de 2015’.

O embrião desta aventura de trabalho sério pode ser encontrado no www.MissaoUshuaia.org ou na página homônima no Facebook.

 

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O que a Bahia tem

O Partido da República da Bahia aposta na filiação do ex-prefeito João Henrique e outros quadros importantes de Salvador para disputar a eleição do ano que vem. A articulação vem sendo tratada pelo presidente do diretório no Estado, o deputado federal João Carlos Bacelar, o Jonga.

Hoje potencial candidato da legenda à prefeitura, ele pode abrir mão da campanha por outro importante nome soteropolitano.

 

Com Equipe DF, SP e Nordeste

1 Opinião

  1. Markut disse:

    Talvez , a maior diferença entre Dilma e seu antecessor é que ,esta, nem mentir sabe direito. Está na cara, nos olhos, na expressão, o engodo programado, a certeza da impunidade pelas barbaridades que diz e de que está se dirigindo a um bando de débeis mentais.

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