Início » Brasil » Um novo motivo para se preocupar com a febre amarela no Rio
FEBRE AMARELA

Um novo motivo para se preocupar com a febre amarela no Rio

Em nova análise, cinco macacos encontrados mortos em bairros do Rio testam positivo para a doença

Um novo motivo para se preocupar com a febre amarela no Rio
Macacos encontrados mortos no Rio (Foto: Divulgação/Fiocruz)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Em outubro do ano passado, 21 macacos mortos foram recolhidos no Rio e examinados para verificar a presença do vírus da febre amarela. Embora uma primeira análise feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tenha obtido resultados inconclusivos, esta semana, um novo exame com maior grau de confiabilidade, desta vez realizado pelo Instituto Evandro Chagas, centro nacional de referência para a doença, no Pará, apontou a febre amarela como causa da morte de pelo menos cinco destes macacos – quatro saguis e um macaco prego – encontrados nos bairros de Copacabana, Jardim Botânico, Gávea, Engenheiro Leal e Manguinhos. O diagnóstico indica o risco de o vírus estar circulando pela cidade.

Leia também: A demora na análise de casos de febre amarela

Eventuais notificações de casos de febre amarela em grandes cidades são motivo de grande preocupação pelo potencial de expansão da doença. Agora a Secretária Estadual de Saúde pediu uma análise de contraprova à Fiocruz para confirmar o diagnóstico positivo nas amostras.

Macacos não transmitem a doença para os humanos, pois são apenas hospedeiros. Os principais transmissores são os mosquitos Haemagogo e Sabethes, ambos silvestres. A ameaça, portanto, é a febre amarela na forma silvestre. Ainda não foi constatada a presença do vírus no Aedes aegypti, vetor de tantas outras doenças endêmicas em áreas urbanas no Brasil, como a dengue, chikungunya e a zika.

Na última quarta-feira, 15, os dois primeiros casos de febre amarela no estado do Rio foram confirmados, ambos em Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea. Um dos pacientes morreu e o outro está internado.

Este é o maior surto de febre amarela silvestre da história do Brasil. Há 1.538 casos suspeitos no país, dos quais 255 resultaram em morte. A maioria dos casos se concentra em Minas Gerais e Espírito Santo. O Rio não registrava a doença desde 1907. A última vez que houve registro de febre amarela urbana no país foi em 1942.

Fontes:
Extra - Exame que aponta febre amarela como causa da morte de macacos preocupa autoridades

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *