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União Europeia impõe restrição ao aço brasileiro

Sete produtos fabricados no Brasil serão afetados pela medida, que entrará em vigor no início de fevereiro

União Europeia impõe restrição ao aço brasileiro
Além do Brasil, dezenas de países também serão afetados pela medida (Foto: PxHere)

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A União Europeia impôs, na última quarta-feira, 16, novas restrições ao aço brasileiro. Em votação na Comissão Europeia, a maioria dos países do bloco decidiu por limitar a importação de sete produtos fabricados no Brasil.

A nova restrição deve entrar em vigor no início de fevereiro. Através de uma nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que “o governo brasileiro tem dialogado com a União Europeia com o objetivo de preservar as exportações das empresas nacionais”.

O bloco econômico adotou limitações de importações para até 26 produtos derivados do aço, abrangendo dezenas de países. O Brasil só foi atingido em sete tipos – laminados a frio, folhas metálicas, laminados de aço inoxidável, laminados a quente, chapas grossas, perfis e tubos sem costura.

Segundo o bloco econômico, será aplicada uma sobretaxa de 25% quando um país atingir a cota limite estipulada. O teto será definido com base em uma média dos últimos três anos, adicionando 5%.

Em 2017, o Brasil exportou 3,9 milhões de toneladas de aço para a União Europeia, cerca de 18% da sua capacidade geral de exportação. Os produtos semiacabados, que integram a maior parte dessa exportação – aproximadamente 2,4 milhões de toneladas –, não foram incluídos na lista de restrição.

De acordo com a Comissão Europeia, a medida tem como objetivo “proteger os produtores siderúrgicos europeus”. Após os Estados Unidos imporem restrições e sobretaxarem a importação de aço e alumínio de outros países, a União Europeia adotou medidas de “salvaguarda provisória”, visando a proteção da indústria siderúrgica do bloco econômico.

“As tarifas dos produtos siderúrgicos nos EUA estão causando desvio de comércio, o que pode resultar em sérios danos às siderúrgicas e trabalhadores da indústria. Não há outra alternativa senão introduzir medidas de salvaguardas provisórias para proteger nossos produtos”, explicou a comissária de Comércio da Comissão Europeia, Cecilia Malmström, em julho do ano passado, quando as medidas provisórias foram anunciadas.

As restrições provisórias tinham um prazo de 200 dias, terminando no início de fevereiro deste ano. Elas são provenientes de uma investigação iniciada em março de 2018, na época em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trabalhava para impor as sobretaxas americanas. Agora, com a limitação oficialmente aprovada, as restrições podem permanecer em vigor até julho de 2021.

Outros países foram ainda mais atingidos que o Brasil. A Turquia, por exemplo, vai enfrentar limitações em 17 produtos, enquanto a China terá a exportação restringida em 16 tipos de aço. A Índia, por sua vez, vai encarar restrições em 15 diferentes produtos. Outros grandes exportadores de aço para a União Europeia, como Rússia, Coreia do Sul e Ucrânia, também enfrentarão limitações.

 

Leia mais: União Europeia deve restringir compra de aço brasileiro
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Fontes:
DW-União Europeia renova barreiras contra aço brasileiro

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