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Agronegócio x seca

Uso racional da água nas lavouras pode reduzir o consumo em até 50%

A agricultura representa 70% do consumo de água no mundo. Mas algumas técnicas podem ajudar a aperfeiçoar a irrigação nas plantações

Uso racional da água nas lavouras pode reduzir o consumo em até 50%
Culturas que exigem uso do sistema de aspersão convencional podem usar equipamentos que controlam a vazão (Reprodução/Emater-PR.Gov)

Dono da maior reserva de água doce do mundo, o Brasil atravessa uma das maiores secas da sua história. Nos últimos dias, os noticiários vêm alertando a população para reduzir o desperdício de água e ensinado métodos para o consumo consciente do recurso.

No centro desta discussão também está o setor agrícola, responsável por 70% da exploração global de água doce no mundo, segundo dados da Unesco.

No Brasil, o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, feito em 2012 pela Agência Nacional de Águas (ANA), mostrou que a irrigação representa 72% do consumo de água no país. Esse elevado percentual leva a refletir sobre como aperfeiçoar o uso da irrigação para evitar o desperdício.

Em Minas Gerais, a Emater-MG, empresa responsável pela assistência técnica e extensão rural do estado, está orientando os produtores a adotar métodos de irrigação que podem reduzir em até 50% o consumo de água.

Para o coordenador Técnico Estadual de Irrigação e Recursos Hídricos da Emater-MG, João Carlos Guimarães, “colocar água na quantidade e no momento em que a planta precisa otimiza a produção”. “O produtor também precisa conhecer bem o solo e a capacidade de retenção dele”, disse o coordenador ao Opinião e Notícia.

Entre as medida apresentadas por João Carlos, está a irrigação localizada, feita por gotejamento e por microaspersão. “A irrigação localizada é a mais econômica. Ela é indicada nas áreas de produção de hortaliças, frutas e café”. A irrigação por gotejamento usa mangueiras com pequenos furos, que são colocadas em cima das fileiras de plantação. Já a irrigação por microaspersão é feita ao pé da planta, com água em pequena quantidade.

Para culturas que exigem uso do sistema de aspersão convencional, como grãos, a orientação é usar equipamentos que controlam a vazão e permitem  que a irrigação seja feita bem perto do solo, como o sistema Lepa, que permite a aplicação racional da água com baixa perda de energia.

Segundo João Carlos, tais métodos já vêm sendo usados com sucesso em lavouras do Triângulo Mineiro. “Hoje, no Triângulo Mineiro, há projetos com estação automática, que geram dados, principalmente na região de Monte Carmelo. Os produtores têm bom conhecimento do solo, usam sensores e conseguem fazer uma irrigação bastante precisa, no momento e na quantidade certa. Eles economizam não só a água aplicada, como a energia gasta no processo”.

 

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