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INDENIZAÇÃO

Vale e BHP fecham acordo com MP sobre desastre em Mariana

Mineradores fecharam um acordo final para indenização das famílias dos mortos no desastre e moradores que perderam propriedades

Vale e BHP fecham acordo com MP sobre desastre em Mariana
Procuradores não divulgaram detalhes financeiros do acordo (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) fechou acordo final com as mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton referente à indenização das famílias dos 19 mortos em decorrência do rompimento de uma barragem em Bento Rodrigues, um município de Mariana (MG), em 2015.

O acordo também abrange pessoas que perderam casas e outras propriedades no desastre – considerado o pior desastre ambiental da história do país. Os procuradores do MPMG não divulgaram detalhes financeiros do acordo.

Em 15 de novembro de 2015, uma barragem operada pela mineradora Samarco – uma joint venture da Vale com a BHP Billiton – em Bento Rodrigues, se rompeu, lançando cerca de 63 milhões de m³ de lama de rejeitos de minério sobre a região e o distrito vizinho, Paracatu de Baixo. O mar de lama varreu os dois distritos do mapa e se alastrou pelo Rio Doce, dizimando fauna e flora em seu percurso até o mar do estado do Espírito Santo.

Mais de 200 municípios entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo foram afetados pela lama tóxica, que também deixou centenas de pessoas desalojadas. Desde então, familiares das vítimas fatais e moradores da região afetados pelo desastre negociam com a Samarco e a Justiça formas de reparação e indenizações.

 

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Fontes:
Reuters-Vale e BHP fecham acordo com MP sobre desastre da Samarco em Mariana

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1 Opinião

  1. Roosevelt Fernandes disse:

    A quem interessou, interessa e vai continuar interessando, ignorar a absurda diferença de comportamento (inclusive o legal / penal) no trato do Desastre de Mariana e o de Brumadinho? É muito triste acreditar que os órgãos públicos responsáveis pela análise das duas significativas agressões ambientais tenham adotado práticas tão diversas. E o pior é que, pouco a pouco, se induz o processo de esquecimento do caso Mariana e vai se reduzindo os efeitos das ações em Brumadinho.

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