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Vice-líder do PSL tenta barrar CPI das Fake News

Deputado Filipe Barros (PSL-PR) protocola mandado de segurança contra a CPI, que diz ser uma manobra, apoiada pela esquerda, contra o governo Bolsonaro

Vice-líder do PSL tenta barrar CPI das Fake News
'Nós sabemos, no final das contas, para que servirá essa CPMI', disse Barros (Foto: Agência Câmara)

O vice-líder do PSL na Câmara, o deputado Filipe Barros (PSL-PR) entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a veiculação de notícias falsas.

Chamada nos bastidores de CPI Mista das Fake News, a comissão foi criada na última terça-feira, 3, quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) leu o requerimento para a criação da CPI – que recebeu o apoio de 276 deputados e 48 senadores, de diferentes partidos, incluindo parlamentares do próprio PSL.

Porém, na noite do mesmo dia em que Davi leu o requerimento e pediu aos líderes de partidos que indiquem nomes para integrá-la, Barros protocolou o mandado de segurança no STF contra a instalação da comissão.

“Na nossa visão, o requerimento de criação da CPMI não tem fato determinado. Ele junta diversos assuntos, e nós sabemos, no final das contas, para que servirá essa CPMI, caso ela seja criada, que é para tentar investigar o nosso presidente Bolsonaro, investigar os seus filhos como se eles fossem culpados”, disse Barros em um vídeo divulgado por sua assessoria.

Nas redes sociais, Barros classificou a CPI de ser uma manobra, apoiada pela esquerda, para tentar criar fake news contra o governo Bolsonaro. “A CPMI das Fake News não tem objeto determinado: vai de supostos robôs na eleição à cyberbullying e DeepWeb. Apesar do autor não ser dos partidos de oposição, é a esquerda que está comemorando a abertura da CPMI. É claro que tem algo errado aí: querem calar o povo brasileiro”, escreveu o deputado em sua conta no Twitter.

O que é a CPI das Fake News

Proposta pelo deputado Alexandre Leite (DEM-SP), a CPI das Fake News será composta por 15 senadores e 15 deputados, tendo igual número de suplentes. Segundo informações da Agência Senado, ela terá 180 dias para investigar ataques cibernéticos contra a democracia e o debate público, além da criação de perfis falsos para influenciar as eleições do ano passado.

A CPI também investigará a prática de assédio virtual contra autoridades, instituições e cidadãos e o aliciamento virtual de crianças para cometimento de crimes de ódio e suicídio. No caso do suicídio, o alvo são crimes disfarçados de jogos online que estimulam crianças a se autoflagelarem, como o desafio da Baleia Azul, que culminava no suicídio, e o jogo Fada de Fogo, que estimulava meninas a atearem fogo em si mesmas, afirmando que, assim, elas se tornariam fadas de fogo.

Em entrevista à Rádio Senado, Humberto Costa (PT-PE), destacou a importância da CPI. “Ter uma CPI que possa, de forma articulada, identificar de onde surgem essas ações cumpre um papel muito importante até mesmo para democratizar e salvaguardar todas as pessoas que fazem uso adequado das redes sociais”, disse o senador.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE), por sua vez, lembrou que o desafio de conter a divulgação de fake news não é só do Brasil, mas sim do mundo como um todo.

“Nós precisamos modificar, aprimorar a legislação. Não é um desafio do Brasil, é um desafio do mundo como um todo. Tem países que estão fechando acessos, como é o caso da China e da Rússia, e outros que estão buscando legislações, como a comunidade europeia. Numa CPI como essa, um dos pontos que você pode ter como bom produto é buscar no mundo como um todo a legislação mais moderna, mais adequada para proteger o usuário, que é o objetivo final”, disse o senador.

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1 Opinião

  1. carlos alberto martins disse:

    provavelmente o deputado Felipe Judas Barros quér dar uma de BRUTUS em Bolsonaro.uma melancia de bom tamanho pendurado no pescoço cairia muito bem.é sem dúvida alguma mais um protetor dos políticos estelionatários ou tambem tem culpa no cartório dos petralhas.

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