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Seca no nordeste

Visita de Dilma a PE é marcada por manifestações de apoio a Eduardo Campos

Presidente visita Pernambuco para discutir medidas de emergência para tratar da seca e da falta de alimentos no nordeste

Visita de Dilma a PE é marcada por manifestações de apoio a Eduardo Campos
Temendo o crescimento político de Campos, Dilma pretende reforçar a presença na região (Reprodução/Internet)

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A visita da presidente Dilma Rousseff a Serra Talhada, Pernambuco, está sendo marcada por uma “guerra de faixas” entre apoiadores da presidente e simpatizantes de Eduardo Campos (PSB), provável adversário de Dilma nas eleições de 2014.

Antes mesmo da chegada da presidente, muros, postes e prédios exibiam faixas padronizadas de seguidores de ambos os lados. “Presidente Dilma, Serra Talhada sente-se honrada com sua visita. Aqui temos gratidão e lealdade ao seu governo”, diz uma faixa. Em outro ponto, uma faixa agradece ao governador. “Obrigado, governador Eduardo Campos, pela criação do Fundo de Desenvolvimento municipal”.

Dilma visita Pernambuco para discutir medidas de emergência para tratar da seca que atinge o Nordeste, apontada como a maior dos últimos 50 anos. Nas últimas semanas vem sendo discutido no Palácio do Planalto a carência de água na região e a dificuldade de distribuição do estoque de milho comprado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a alimentação do rebanho nordestino.

A longa estiagem somada à falta de alimentos vem matando o rebanho nordestino e comprometendo o crescimento econômico da região. Uma das possibilidades é levar o milho em aviões da FAB para a região. Outra é perfurar poços de grande profundidade para abastecer carros-pipa.

Durante a visita, Dilma também irá inaugurar o primeiro trecho da Adutora do Pajeú, obra que livrará cerca de 90 mil pessoas da dependência do carro-pipa. A presidente teme que o prejuízo afete sua popularidade no nordeste e pretende reforçar sua agenda na região.

Fontes:
O Globo-Presidente visita Pernambuco para discutir medidas de emergência para tratar da seca e da falta de alimentos no nordeste

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5 Opiniões

  1. helo disse:

    Melhor a Dilma topar ser vice de Campos, ao lado de Serra. Pode?

  2. Áureo Ramos de Souza disse:

    Não é de agora que temos sêca no sertão, a uns 60 anos atrás Luiz Gonzaga gravou SÚPLICA CEARENSE e ninguém tomou qualquer providência. Ha alguns anos atrás o apresentador ratinho provou que com perfuração de poço no sertão dá água. Não sei qual estado dos Estados Unidos era sêco e o presidente autorizou a construção de casas de jogos naquele lugar se não me engano as Vegas e tá lá. Se furar a terra tem água, eu moro no morro do Ibura em, Recife e temos poços. E a trans´posição do São Francisco onde fica, quando acaba? Só dudo vai resolver este problema como foi com cortadores de cana no programa chapéu de palha. te cuida Dilma Eduardo é forte e não adiante visitar tem que tomar providencia!

  3. helo disse:

    Áureo está com a razão.

  4. Andre Luiz D. Queiroz disse:

    @helo,
    Dilma como vice? Nem se fosse com outro candidato do PT, quanto mais com Campos ou qualquer outro dos partidos da base aliada! Isso é totalmente fora de questão! E Serra, hoje, cada vez mais parece o ‘Tullius Detritus’, aquele expert criador de intrigas do quadrinho clássico “Asterix – A Cizânia”, de Albert Uderzo e René Goscinny!

    @Áureo,
    Como nordestino, você conhece a realidade da seca melhor do que qualquer um no Sudeste, é claro. Mas posso dizer com certeza que o problema da seca no Nordeste já era discutido desde o Segundo Império, se não antes. E jamais foi resolvido por uma razão muito simples: não interessa às oligarquias nordestinas resolver a seca!! É justamente o flagelo da seca que permite aos grandes latifundiários concentrar mais e mais terra (pois os pequenos produtores, afetados pela seca, acabam se endividando, e tendo que vender suas terras…). Seca significa também programas governamentais disso e daquilo, ou seja, ‘verbas’, que acabam indo para tudo menos aquilo que se destinam…!
    Soluções técnicas simples (construção de cisternas, prospecção de poços artesianos) dão resultados. Mas não, o governo sempre prefere acenar com soluções mirabolantes, como a transposição do Rio São Francisco, muito mais difíceis e caras. E por quê? Justamente porque são mais caras, mais centralizadas no governo, e dão mais… “oportunidades” (superfaturamento, por exemplo…)! Pode-se falar sobre isso por horas, e não esgotaríamos o assunto.

    Não conheço a capacidade política de Eduardo Campos. Mas é bom ouvir de um nordestino, pernambucano, elogios a sua atuação no governo estadual. Mas não deveríamos pensar ingenuamente que a solução para o Brasil seja a eleição desse ou daquele candidato para a Presidência da República, como se fosse ele o ‘Messias ungido’! Claro que não! Reais mudanças para melhor no país só acontecerão quando a sociedade brasileira começar a ‘se cobrar’ mais coerência e ética (chega de “Lei de Gérson”!), refletindo isso nas instituições públicas, moralizando os três poderes!
    _–
    Eu penso assim.

  5. helo disse:

    Andre Luiz,
    Brinquei com os absurdos. Dilma está muito cotada, e não por mim. Penso que renovação no poder é sempre bom para desarticular os feudos, talvez a grande virtude das democracias. As vezes me pergunto se não seria menos caro, melhor e mais justo tratar áreas pouco densas e de seca histórica como hoje tratamos as habitações urbanas em áreas de risco. Penso que estas não são terras disputadas por latifundiários, servem sobretudo para as disputas políticas e para fotos de Sebastião Salgado. Fomos os pioneiros do etanol, temos uma safra recorde de grãos e não temos portos ou estradas para escoar a produção. Enfim a tecnologia resolveu a produção de alimentos e não conseguimos distribuí-lo por políticas no campo na contramão da história. Até o ministro do governo concluiu que a reforma agrária deveria repensar os assentamentos hoje multiplicados em favelas rurais, e que segundo o ministro Minc, lideram o desmatamento.

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