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ELEIÇÕES 2018

WhatsApp admite envio ilegal de mensagens nas eleições de 2018

Os disparos teriam sido feitos a favor e contra os presidenciáveis Jair Bolsonaro e Fernando Haddad

WhatsApp admite envio ilegal de mensagens nas eleições de 2018
Campanhas políticas não violam os termos da plataforma, vedados casos de automação e envios massivos (Foto: Pexels)

Durante uma palestra no Festival Gabo, na Colômbia, um executivo do WhatsApp admitiu que houve um envio ilegal de mensagens em massa durante as eleições de 2018. A revelação foi feita em uma reportagem da Folha de São Paulo desta terça-feira, 8.

“Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios maciços de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, revelou Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp.

Em outubro do ano passado, a Folha de São Paulo revelou que empresas brasileiras gastaram milhões de reais em contratação de mensagens em massa para tentar influenciar nas eleições de 2018. Os disparos teriam sido a favor e contra os presidenciáveis Jair Bolsonaro e Fernando Haddad.

Durante a palestra, Supple destacou ainda a importância política do WhatsApp, admitindo que “eleições podem ser vencidas ou perdidas” no aplicativo. No entanto, o executivo explica ainda que campanhas políticas não violam os termos da plataforma – as normas, porém, não permitem o a automação e o envio massivo.

“Sempre soubemos que a eleição brasileira seria um desafio. Era uma eleição muito polarizada e as condições eram ideais para a disseminação de desinformação. […] No Brasil, muita gente usa o WhatsApp como fonte primária de informação e não tem meios para verificar a veracidade do conteúdo”, destacou.

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