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Zbigniew Ziembinski

Em 18 de outubro 1978, morreu o ator e diretor de teatro Zbigniew Ziembinski

Zbigniew Ziembinski
Ziembinski passou por vários grupos teatrais e fez direções independentes para várias companhias (Foto: funarte.gov)

O ator e diretor Zbigniew Marian Ziembinski nasceu na cidade de Wieliczka, Polônia, em 7 de março de 1908 e morreu no Rio de Janeiro, em 18 de outubro 1978.

Na Polônia, cursou a Faculdade de Letras e a Escola de Arte Dramática do Teatro Municipal de Cracóvia. Trabalhou como ator e diretor em várias companhias de Varsóvia e Lodz. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, Ziembinski refugiou-se na França, mas com a chegada dos alemães a Paris, o artista decidiu ir morar em Nova Iorque. Seu navio fez uma escala no Brasil, onde Ziembinski desembarcou no porto do Rio de Janeiro e após uma visão da cidade, resolveu ficar, para sorte da dramaturgia brasileira.

No Brasil, Ziembinski marcou o início do que se considera Teatro Brasileiro Moderno, ao dirigir a célebre montagem de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, encenada pela companhia amadora Os Comediantes. Em cena, colocou 132 efeitos de luz e 20 refletores, alguns deles emprestados do jardim do Palácio da Guanabara. Era um diretor polêmico e ensaiava à exaustão, exigindo o máximo dos atores.

Ziembinski passou por vários grupos teatrais e fez direções independentes para várias companhias. No Teatro Popular de Arte, TPA, dirigiu Anjo Negro, de Nelson Rodrigues e Woyzeck, de Georg Büchner. Em Pernambuco dirigiu montagens no Teatro de Amadores de Pernambuco, TAP e no Teatro Universitário de Pernambuco, TUP. Entre 1950 a 1955, dirigiu peças no Teatro Brasileiro de Comédia, TBC. Em 1958 funda com um grupo de amigos, o Teatro Cacilda Becker, TCB, que estréia com o espetáculo O Santo e a Porca, de Ariano Suassuna. Em 1960, dirige a peça As Três Irmãs, de Anton Tchekhov, para o Teatro Nacional de Comédia, TNC.

Em 1964 volta à Polônia, onde encenou Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, em Cracóvia, e Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, em Varsóvia. Nesta visita à sua terra natal, reencontrou o filho que havia deixado, ao fugir do país. De volta ao Brasil, Zimba, como era chamado, retomou sua intensa produção. Somente no ano de 1969, dirigiu A Mulher sem Pecado, de Nelson Rodrigues, O Marido de Conceição Saldanha, de João Mohana, atuou em Os Gigantes da Montanha, de Luigi Pirandello, e trabalhou como ator e diretor em A Celestina, de Fernando de Rojas. De 1970 a 1972, produziu, dirigiu e protagonizou espetáculos, como Henrique IV, de Luigi Pirandello e Vivendo em Cima da Árvore, de Peter Ustinov.

Ziembinski fez direção de shows no Cassino da Urca e deu aulas no curso de teatro na Faculdade de Direito em Recife, na Escola de Arte Dramática, EAD e na Fundação Brasileira de Teatro, FBT. Em 1969, realizou o programa O Ator na Arena, na TV Educativa de São Paulo.

Na década de 1970, atuou na Rede Globo, com destaque para Em Família e O Bofe. Tornou-se Diretor do Núcleo de Casos Especiais da emissora e impôs uma severa disciplina artística aos atores. No cinema, atuou em vários filmes na Companhia Vera Cruz, de 1953 a 1975.

Em 1976, Ziembinski encomendou a Antonio Bivar uma peça para comemorar seus 50 anos de teatro e 35 de Brasil. Bivar escreveu O Quarteto, que foi seu último trabalho nos palcos.

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