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A história da computação e da espionagem

Desde a Segunda Guerra Mundial a espionagem tem estimulado a evolução dos computadores

A história da computação e da espionagem
A herança desagradável do computador é o tema do livro de Gordon Corera (Foto: Flickr)

O computador moderno surgiu durante a Segunda Guerra Mundial. Colossus, um equipamento eletromecânico enorme considerado o primeiro computador moderno do mundo, foi projetado em Bletchley Park, a sede da instalação militar britânica de decifração dos códigos alemães, pela equipe liderada pelo matemático inglês Alan Turing. O computador foi construído com o objetivo de decodificar os códigos ultrassecretos usados pelos alemães.

Atualmente, com as preocupações em relação à vigilância maciça, à espionagem digital e às violações dos computadores ocupando o noticiário dos jornais, a herança desagradável do computador é impossível de ser eliminada.

Essa herança, aliada às implicações atuais, é o tema de Intercept: The Secret History of Computers and Spies, o novo livro de Gordon Corera, o correspondente de segurança da BBC. Como o livro descreve, a dupla história de computadores e da espionagem eletrônica tem uma ligação inextricável, com um processo de evolução recíproco. Ao contrário do mito moderno do setor de tecnologia liderado por empresários independentes do Vale do Silício, Corera lembra ao leitor, que o desenvolvimento da tecnologia que permitiu o uso disseminado de computadores mais baratos, foi influenciado por soldados e espiões americanos, com o seu apetite insaciável por chips cada vez mais rápidos.

A principal mensagem do livro refere-se à informatização da espionagem tornando-a mais barata e fácil. Espionar alguém era um trabalho difícil que exigia um grande esforço. Era preciso seguir a pessoa, esconder microfones, interceptar conversas e abrirenvelopes com o vapor da água fervendo e fechá-los de novo.

Hoje, um laptop e um smartphone revelam a vida das pessoas na internet de uma forma que outros computadores têm acesso às informações, as analisam e estabelecem as correlações. Esqueçam os filmes de espionagem ambientados em Berlim na década de 1970 em plena Guerra Fria. Agora sim, começou a verdadeira era de ouro da espionagem e da vigilância por parte dos países e, cada vez mais, por empresas.

Fontes:
The Economist - Lookout

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