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A história da evolução das cidades

Livro descreve a evolução das cidades desde centros de produção industrial do início do século XX às mecas do consumo atuais

A história da evolução das cidades
O autor Dyckhoff tem uma visão nítida do caminho traçado pela arquitetura moderna (Foto: Wikipedia)

Em 1977, o estado de Nova York contratou o designer gráfico Milton Glaser para melhorar sua imagem. A riqueza havia desaparecido da cidade de Nova York. A indústria instalara-se em lugares mais baratos e o crime disseminara-se. A logomarca simples I ♥ NY  de Glaser marcou o início de uma renovação econômica e social extraordinária na cidade.

O livro The Age of Spectacle: Adventures in Architecture and the 21st-Century City de Tom Dyckhoff, um crítico inglês especializado em arquitetura, descreve a história da evolução das cidades desde centros de produção industrial do início do século XX a mecas do consumo atuais. O autor inicia a história com o relato de duas sociólogas, Jane Jacobs e Ruth Glass, que observaram o comportamento de jovens de classe média na década de 1960, em Londres, que se recusaram a mudar para os arredores da cidade como seus pais haviam feito, por rejeitarem o “conformismo sufocante” da vida no subúrbio.

Essa atitude dos jovens deu origem ao que Ruth Glass chamou de processo de “gentrificação”, no qual a reestruturação dos espaços urbanos e comerciais valorizam uma região ou um bairro e afetam a população de baixa renda local. A gentrificação, segundo Dyckhoff, se transformou “em um movimento social importante nas cidades ocidentais na segunda metade do século XX”. A partir desse momento, a moradia deixou de ser um mero abrigo e passou a refletir a identidade de seus proprietários e seu poder aquisitivo.

À medida que as cidades começaram a competir por mais investimento e emprego, elas também foram obrigadas a competir nos projetos arquitetônicos grandiosos. Dyckhoff sente uma admiração profunda pelo Museu Guggenheim em Bilbao projetado por Frank Gehry, surpreende-se com o conceito de espaço do Museu MAXXI da arquiteta Zaha Hadid em Roma e com o estilo da sede da televisão estatal chinesa (CCTV) em Pequim, um projeto ousado do arquiteto holandês Rem Koolhaas.

Dyckhoff tem uma visão nítida do caminho traçado pela arquitetura moderna diante do desafio de trabalhar com materiais pesados ​​e duradouros em uma era digital definida pela velocidade e agilidade. Em resposta, a arquitetura fez “uma dieta radical e perdeu toneladas de peso”, escreveu.  O interior dos prédios se desnudou para melhor abrigar seus potenciais ocupantes e a fachada adquiriu uma importância ainda maior como impacto visual.

Fontes:
The Economist-How to bring cities back from the brink

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1 Opinião

  1. Lucinda Telles disse:

    Quanto mais minha cidade cresce e se urbaniza, mas tenho saudades do sítio da minha vó.

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