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Todo segundo domingo de maio as famílias se reúnem para festejar um único membro – a mãe. É dia de almoço especial e presentes, mas muitos não sabem a origem desta tradição. No Brasil, o segundo domingo de maio foi oficializado como o “Dia das Mães” com um decreto do então presidente Getúlio Vargas. Mas é na mitologia que se encontra o primeiro registro de um dia separado para homenagem das mães.
Na entrada da primavera, acontecia o festejo de Rhea, conhecida como a Mãe dos Deuses, justamente por ser a mãe da maior parte dos deuses de primeira grandeza e, claro, de Zeus. Em Roma, a deusa foi conhecida pelo nome de Cibele e os festejos a ela duravam três dias, entre 15 e 18 de maio.
No mundo, a comemoração foi registrada pela primeira vez no século XVII, na Inglaterra, onde era realizada no quarto domingo do mês de maio a Quaresma das mães, o Mothering Day. As operárias ganhavam o dia de folga para preparar para suas mães o “mothering cake”, bolo que marcava a festividade. No século XIX, a compositora Júlia Ward Howe, autora de “O Hino de Batalha da República”, tentou importar a comemoração da Inglaterra para os Estados Unidos, mas foi somente em 1905 que o país aderiu à tradição.
Após a morte da mãe da americana Ana Jarvis, para aliviar o sofrimento dela, suas amigas começaram a preparar uma festa que perpetuasse a memória de sua mãe. Ana quis que a homenagem fosse extendida a todas as mães, vivas ou mortas. Sua ideia era que os laços familiares e o respeito aos pais fossem fortalecidos. A campanha para que o dia fosse instituído no calendário de datas comemorativas do estado de Virgínia Ocidental, onde Ana morava, durou três anos e a primeira celebração oficial aconteceu em 26 de abril de 1910.
Em 1914, o então presidente dos Estados unidos Woodrow Wilson estabeleceu o Dia Nacional das Mães, a ser comemorado em todo segundo domingo de maio. Em um curto espaço de tempo, mais de 40 países aderiram à data comemorativa. A americana também foi responsável pelo fato de os cravos se tornarem a simbologia dessa data. Na primeira missa em homenagem às mães, Anna enviou 500 cravos brancos para a igreja onde a celebração foi realizada. No telegrama enviado junto, ela dizia que as mães deveriam receber duas das flores, porque para Anna a brancura dos cravos simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Nos anos que se seguiram, a americana continuou enviando as flores para a igreja. Depois de algum tempo os cravos passaram a ser vendidos.
O primeiro Dia das Mães no Brasil foi realizado em Porto Alegre pela Associação Cristã de Moços, no dia 12 de maio de 1918, e só foi instituído como data comemorativa em 1932. A Igreja Católica brasileira incorporou o dia ao seu calendário oficial em 1947.
Dia das Mães no Mundo:
2º domingo de fevereiro – Noruega
1º domingo de maio – África do Sul
2º domingo de maio – Estados Unidos, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Austrália e Bélgica
10 de maio – México
4º domingo da Quaresma – Inglaterra
Último domingo de maio – Suécia
2º domingo de outubro – Argentina
1º domingo de maio – Portugal
2 semanas antes do Natal – Iugoslávia