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Era digital

A revolução nas publicações acadêmicas

Editores de periódicos científicos mudam paradigma e passam a oferecer novos serviços em vez de somente reproduzir artigos

A revolução nas publicações acadêmicas
Novos serviços permitem compartilhamento de informações com colegas (Foto: Reprodução/Economist)

Em geral, a publicação de periódicos científicos é um trabalho simples e objetivo. Os editores recebem manuscritos de artigos mais recentes de pesquisadores, pedem o parecer de especialistas na área, digitam os textos, imprimem e vendem as revistas para bibliotecas, universidades e pessoas interessadas no assunto com um ótimo lucro.

Mas agora esses periódicos, assim como qualquer publicação na era digital, estão em fase de mudança. Cada vez mais, os editores competem para oferecer serviços adicionais, que dificultam a vida deles, mas ajudam os autores e leitores.

Um desses serviços, baseado no ditado, “se seus adversários são mais fortes do que você, junte-se a eles”, permite que assinantes compartilhem artigos científicos com seus pares e colegas, mas de tal forma que o editor mantenha controle desse fluxo de leitura, além de extrair informações úteis do processo. Duas grandes editoras, Elsevier e Springer, já adotaram essa estratégia. Agora, a Nature Publishing Group (NPG), cuja revista Nature é a melhor publicação científica do mundo, também aderiu à ideia da leitura compartilhada.

A partir da primeira semana de dezembro, os assinantes de um dos 49 periódicos da NPG podem criar um link para qualquer artigo a que tenham acesso e compartilhá-lo com outras pessoas em um fórum on-line. O clique no link abre o artigo (junto com anotações que o leitor possa ter acrescentado) por meio do software ReadCube. Esse programa, criado pela Digital Science, uma empresa que não por coincidência pertence à Macmillan, da qual a NPG é subsidiária, permite que as pessoas visualizem o artigo, embora impeça que o leitor faça download ou imprima o artigo.

Centenas de publicações da mídia, inclusive The Economist, terão o mesmo privilégio. Durante pelo menos um ano de experiência, os aplicativos e sites dessas organizações conectados aos links da NPG terão acesso aos artigos e, assim, quem quiser se aprofundar mais no assunto poderá fazê-lo sem dificuldade.

Fontes:
Economist-Lighten our darkness

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