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Como resolver o trânsito do Rio de Janeiro em seis dias

Basta observar o sentido do congestionamento dos veículos e das pessoas dentro dos ônibus. Por Flávio Ferreira

| 1/10/2009 | Enviar | Imprimir | Comentários: 27 |
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Consenso: menos carros circulando

Um dos poucos consensos entre os especialistas (embora não entre a população) em relação ao tráfego congestionado das metrópoles é diminuir a circulação de carros particulares nas ruas. São eles, e não os ônibus e caminhões, que congestionam a cidade. É necessário mostrar à classe média que os “bandidos” do trânsito não são os ônibus e caminhões, mas seus próprios carros.

Caso se consiga retirar carros das ruas em número considerável, nenhuma outra medida será necessária, como intensificar e estender o metrô, colocar sistemas de metrô nas atuais vias férreas, construir faixas exclusivas para ônibus gigantes, racionalizar o sistema de linhas de ônibus, etc. É claro que estas medidas poderão também ser implementadas, mas serão medidas apenas complementares.

Só nos dias úteis, de dia

É importante considerar que o tráfego de carros particulares precisa diminuir apenas no acesso ao centro da metrópole, nos dias úteis. Nos fins de semana, nas noites e no tráfego entre bairros sem passar pelo centro, não se necessita destas medidas.

População transportada: carros 20%, ônibus 80%

Ocupação das ruas: carros 80%, Ônibus 20%

O maior tráfego da metrópole é de pessoas indo e vindo do trabalho. Deste tráfego, hoje apenas 20% dos que usam as ruas vão e vêem do centro em carros particulares. A grande maioria, 80%, vêem e vão de ônibus. Entretanto os ônibus ocupam aproximadamente cerca de 20% dos espaços das vias públicas, enquanto os carros ocupam cerca de 80%.

Que centro?

Mas o que é o centro da metrópole do Rio de Janeiro, hoje?

O que chamamos hoje de Centro da Cidade funcionava realmente como centro quando a cidade tinha cerca de 1 milhão de habitantes, no inicio do século XX. A metrópole cresceu cerca de cinco vezes em população e o seu centro se expandiu na mesma proporção.

Se considerarmos a definição dos engenheiros de tráfego, que centro de uma cidade é o lugar aonde chega mais gente que sai de manhã e de onde sai mais pessoas que entram no final da tarde, podemos observar que hoje o Centro do Rio começa no Leblon, passa pelo Jardim Botânico, por Ipanema e Copacabana, Botafogo, Flamengo e Glória, passa pelo dito “centro” e vai até a Tijuca e São Cristóvão.

Esta grande área é mais ou menos do mesmo tamanho de Manhattan, o centro de Nova Iorque, e da cidade de Paris, que é o centro da região metropolitana parisiense.

Basta observar o sentido do congestionamento dos veículos e das pessoas dentro dos ônibus para se comprovar esta observação. Entendido assim, o congestionamento do centro e sua área, o que fazer para se evitar que a maioria dos carros não o demande?

“Solução Ocidental” – Nova Iorque, Paris. Pouco invisível.

“Solução Oriental” – Muito visível

Manhattan – 55 km²

Manhattan – 55 km²

Há duas soluções, uma óbvia e muito visível: impedir que os carros cheguem ao centro, fechando-o nas horas de rush. Esta solução foi primeiro aplicada em Jacarta, nos anos 1970, com êxito, e ultimamente solução semelhante foi adotada em Londres: cobra-se pedágio para se entrar no centro de Londres, que se torna gradativamente mais caro ao longo do dia: quanto mais carros entram no centro, mais caro fica o pedágio.

Entretanto há outra mais sutil e invisível aos olhos dos leigos: os carros não vão ao centro porque não há estacionamentos disponíveis. Os melhores exemplos desta política “invisível” de resolver o congestionamento são Nova Iorque e Paris.

Paris – 85 km²

Paris – 85 km²

Em Manhattan, o centro de Nova Iorque, que é a cidade com mais carros do mundo, o tráfego flui razoavelmente. Em Paris também. A região metropolitana de Paris tem população equivalente à do Grande Rio. Poucos, no centro de Paris ou em Manhattan têm carros, mesmo os muito ricos. Antes desta política, Paris experimentou o oposto: grandes garagens subterrâneas no centro. Seus planejadores viram o suicídio que era esta política e a eliminaram.

Centro do Rio de Janeiro – 72 km²

Centro do Rio de Janeiro – 72 km²

Proibido o estacionamento ao longo das ruas e nos outros locais públicos do grande centro o número de veículos que o demandam diminui em 80% na hora do rush.

A velocidade média do tráfego aumentaria. É hoje de 18 km/h e aumentaria para pelo menos 54 km/h.

O lobby das fábricas de automóveis

Não haveria a necessidade de maior número de ônibus, já que a maioria dos usuários de carros vai andar de ônibus?

Não, porque com a triplicação da velocidade a oferta de assentos nos ônibus também triplicaria.

Como hoje já transportam 80% dos que vão ao centro ficariam até mais vazios ao se triplicar a oferta de assentos. De fato, portanto, se necessitará de menos ônibus.

Quando exponho essas ideias, meus colegas e alunos sempre afirmam:

- Mas primeiro temos que melhorar o nosso horrível transporte coletivo.

- O lobby das fábricas de automóvel não deixará que isto aconteça.

O pior do transporte em ônibus são os grandes congestionamentos que tiram das pessoas anos de suas vidas, e serão resolvidos no mesmo dia em que se implementar essa política.

Além disso, muitas das pessoas que usualmente se transportam de carro passarão a usar os ônibus, e reclamarão muito. Esta pressão ajudará a diagnosticar corretamente as falhas, e ai então o sistema será ainda mais melhorado.

Respondendo à segunda dúvida: Nova Iorque por acaso não sofreria pressões semelhantes? Não sofreu. É curioso observar que a sede da Chrysler, um dos maiores e dos mais altos arranha-céus de Nova Iorque, não tem garagem para um carro sequer, como também o Empire State Building e outros grandes arranha-céus mais recentes de Manhattan.

Paulo de Frontin – Modelo de uso da terra e transporte

Quando menino a minha professora leu um texto que contava que Paulo de Frontin havia resolvido, no seu tempo, o problema da falta d’água no Rio em seis dias.

Podemos também resolver o congestionamento do tráfego do Rio de Janeiro em seis dias proibindo o estacionamento no grande centro nas horas de trabalho dos dias úteis.

A preparação para esses seis dias é mais longa. É necessário calibrarmos um Modelo Gravitacional de Uso da Terra e Transporte para a região metropolitana para testar a proposta. É necessário também divulgá-la amplamente.

Esta solução tem uma vantagem que nenhuma das outras tem: não se gasta quase nada para experimentá-la. Pode-se aperfeiçoá-la após o experimento. Pode-se até voltar atrás com pouco desgaste.

Esta solução do trânsito do Rio de Janeiro tem uma vantagem suplementar, talvez mais importante do que tudo: causa o decréscimo vertiginoso das emissões de CO e CO² na cidade.

Vale a pena tentar!

Escrito por: Flávio Ferreira

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27 opiniões para o artigo: Como resolver o trânsito do Rio de Janeiro em seis dias

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Opinião de tuttygualberto
Na data: 14 de outubro de 2009 as 0:47

Moro em Salvador, sou baiano daqui mesmo. Trens aqui praticamente não existem. Somente algumas linhas e uns vagões que parecem de parque de diversões dos mais baratos. Metrô? Tem mais de 10 anos que estão fazendo um de 6 km. A quantidade de ônibus é ridícula em relação a SP e RJ. Como eu detesto dirigir e ficar procurando vagas para estacionar, tive que pensar em algo para resolver meu problema. Estes problemas existem aqui do mesmo jeito que existem em outras cidades grandes (mantendo as devidas proporções)de todo Brasil. A única opção que encontrei foi usar os ônibus executivos, (micro) que tem uma boa quantidade em relação aos ônibus comuns, como escrevi antes. Outras formas para resolver este problema é comprar muitos tênis e andar, além de mudar os horários, sempre que possível, é claro. Estou vivendo muito melhor nestes 7-8 anos que tenho dirigido pouco. Perdi peso e estou muito mais sadisfeito comigo, melhorou muito meu humor, paciência compreenção e outras coisas.
Sei que isso não é solução para a maioria das pessoas, principalmente os mais carentes pois moram longe de tudo, do trabalho, dos médicos, escolas, etc. Mas muita gente que frequenta este blog/jornal tem condições de fazer isso.
Os que puderem modificar seus hábitos só vão ganhar, eu garanto e não aleguem que o problema da segunça impede isso pois os carros particulares dão nenhuma garantia disso.
Abraços

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Opinião de uellington
Na data: 11 de outubro de 2009 as 22:55

acho que as linhas intermunicipais devem manter os cobradores

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Opinião de Pedro Saito
Na data: 9 de outubro de 2009 as 18:48

Achei muito interessante a proposta.
Considero que o transito é a manifestação do medo do outro. A opção pelo automóvel é uma forma de intolerância.
A cidade é encontro. O carro nega a cidade.

Apontaria ainda uma segunda fase da proposta: Usar as vagas de carro das ruas para alargamento das calçadas e ciclovia.

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Opinião de Felipe Botelho
Na data: 7 de outubro de 2009 as 20:41

@flavio ferreira,

Excelente o texto, excelente a idéia, e estou também com o Pedro Rivera.
Enquanto a classe média (e a alta porque não?) ficar de frescurinha pra pegar ônibus ou metro a cidade não tem jeito.

Flávio, presumo então que você apóia a idéia da prefeitura do Rio de deixar a Rio Branco só para pedestres em determinado trecho???

e se essa idéia fosse executada seguindo um projeto vencedor de concurso público, seria melhor ainda. Já não aguentamos mais os projetos do Sérgio Dias e do Cazé!

Vou dar o link pra cá no meu blog!
http://www.oitocentoseoito.blogspot.com

abraços
Felipe Botelho

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Opinião de flavio ferreira
Na data: 4 de outubro de 2009 as 20:46

@Lucia,
Sem se poder estacionar no centrão, todas as sua vias de acesso ficarão descongestionadas, inclusive para a Barra de Tijuca.

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Opinião de flavio ferreira
Na data: 4 de outubro de 2009 as 20:43

@Vitor,
Esse é um artigo para jornal e não para uma publicação acadêmica. De forma simplificada e resumida: esses números foram obtidos medindo-se tempos de viagem de ônibus no rush das sextas-feiras e nos domingos nublados no meio do dia, para o Subúrbio, Nova Iguaçú e Barra da Tijuca.

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Opinião de flavio ferreira
Na data: 4 de outubro de 2009 as 20:31

@Barbi,
Quando uma pessoa tem uma doença grave para curar-se não procura outra pessoa com a mesma doença. Mas um médico que cura baseado no seu conhecimento e tirocínio. Entretanto tenho uma razoável experiência de uso do metrô, dos ônibus e dos trens.Quero agradecer a forma gentil e elegante da sua crítica. Recomendações.

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Opinião de flavio ferreira
Na data: 4 de outubro de 2009 as 20:25

@Camilo Terras,
Agora, no presente todos que usam o ônibus (que são 80$),como você diz, vivenciam a sujeira, a promiscuidade e o assédio as mulheres, e são obrigados a isto. na minha proposta, a medida é ter ônibus mais rápidos e menos lotados, eliminando a promiscuidade e o assédio. Creio que você se refere apenas aos 20% que terão que usar os ônibus pela primeira vez. Esses encontrarão essas melhorias. A propósito, os ônibus cariocas não são sujos.

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Opinião de Divalnir
Na data: 2 de outubro de 2009 as 23:30

@Cadu Spencer,
Considero sua resposta também lúcida. O problema realmente é a cidade, e não o trânsito, pois a cidade são pessoas antes de sua malha viária.

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Opinião de Cadu Spencer
Na data: 2 de outubro de 2009 as 11:29

O problema não é o trânsito da cidade mas sim a cidade do trânsito. A proposta de Flávio Ferreira é lúcida e faz essa inversão para ir direto ao ponto (no caso, o ponto de ônibus). É hora de pararmos de achar que o problema está do lado de fora da janela de nossos carros!

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Opinião de Divalnir L.J.
Na data: 2 de outubro de 2009 as 2:25

Disposição para resolver problemas se cria a partir do momento em que se toma coragem para pensá-los: quanto à incômoda lentidão de tráfegos no RJ, quanto perdemos de saúde (gases poluentes, emoções negativas que despejam sua qímica venenosa em nosso organismo),quanto perdemos de tempo,quanto perdemos de dinheiro?
Reclamações sempre existirão, mesmo se os beneficiados por uma excelente mudança forem a grande maioria da população.

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Opinião de Suzana
Na data: 1 de outubro de 2009 as 23:20

Achei super interessante a análise e proposta de Flávio Ferreira. Penso ser fundamental ampliar a divulgação desta matéria . Ou todos que lerem, tentarem adotar suas soluções. Eu já comecei. Obrigada Flavio.

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Opinião de heloisa
Na data: 1 de outubro de 2009 as 19:48

@Sra.Lucia,
Flavio viajou para Minas. Vou pedir que ele me dite a resposta às sua perguntas que logo estarão aqui.

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Opinião de Pablo
Na data: 1 de outubro de 2009 as 18:06

Muy buena idea, tal como lo recordaba a Flavio desde sus clases en el PROURB, el individualismo del carro es el gran problema ambiental de las grandes ciudades. SI AL TRANSPORTE PUBLICO, PERO DE CALIDAD
Saludos desde Argentina
Pablo Mastropasqua

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Opinião de Viviane
Na data: 1 de outubro de 2009 as 17:20

No fundo o artigo do Prof. Flavio Ferreira aponta para uma questão muito simples, que é a necessidade do enfrentamento de fato dos problemas urbanos. Por diversas vezes, por encerrarem diversos atores e vertentes acabam por ficar de lado, ou sendo tratados com medidas paliativas, o que os transformam em problemas crônicos onde as soluções são muito dispendiosas e trabalhosas.

Acredito que taxar o acesso ao centro seja uma das inúmeras medidas a serem tomadas para a solução de problemas que não são exclusividade do Rio ou de São Paulo.

É preciso enxergar as cidades através do desenvolvimento local integrado, pensando em transformar os locais de moradia da população em lugar de trabalho, lazer e educação.

É preciso ofertar oportunidades de geração de renda, melhoria das condições de mobilidade e habitabilidade, tendo a educação como caminho único na formação do cidadão consciente.

É fundamental que a população se acostume a discutir os problemas de suas cidades e não só a passar a vida reclamando do transporte ruim e etc…

A participação popular provocada por estudiosos da área é importante para produzir os debates, fomentar as reinvidicações e impelir as mudanças.

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Opinião de pedro rivera
Na data: 1 de outubro de 2009 as 17:01

é isto mesmo.
quando a classe média andar de ônibus, eles vão melhorar.
abaixo os estacionamentos! viva as calçadas e praças!

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Opinião de Clarissa Moreira
Na data: 1 de outubro de 2009 as 15:28

De acordo com Helio. Flavio Ferreira como sempre, brilhante. Como nunca tinhamos pensado nisso???????Bravo! Enquanto alguém que perdeu anos em onibus, sei que o que dizes é bem dito. Principalmente vendo tantos carros com uma unica alma dentro, ao lado do onibus lotado. Fazendo a conta da ocupaçao do espaço é mesmo um crime.Sempre achei que a maior violência do RIo de Janeiro era o transporte publico e o tempo roubado das pessoas.

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Opinião de Claudio
Na data: 1 de outubro de 2009 as 14:29

@Barbi,
Se você tem pavor de andar de ônibus, pegue um táxi que atravanca menos. Ter um carro é ótimo, mas custa mais que andar de táxi. Porque será que o Rio não pode adotar as soluções que deram certo em cidades como Nova York ou Paris? Não sou urbanista, mas não creio que a proposta seja goma.

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Opinião de Lucia
Na data: 1 de outubro de 2009 as 14:25

Caro Dr Ferreira.
Me parece que o Grande Rio tem muitos centros. Nova Iguaçu, Barra, etc.

Pensando só na Barra: a Lagoa Rodrigo de Freitas e a praia vivem congestionadas com o trânsito não apenas na direção centro –> Barra, mas também Barra –> Centro.

No primeiro, o caminho pior para se transitar são os que passam pelo túnel Zuzu Angel ou pela Av Niemeyer, respectivamente. Esse trânsito afeta desde Botafogo e Linha Vermelha (via Lagoa e túnel Rebouças para Barra) até Aterro, Av Beiramar desde Copacabana, passando pelas praias de Ipanema e Leblon (Barra via Av Niemeyer). Até aí seu plano dá conta do problema.

Na direção Barra –> centro, apenas a Lagoa, túnel Rebouças, Botafogo etc ficam intransitáveis NA DIREÇÃO OPOSTA ao que chama de centro. São pessoas que trabalham ou fazem compras na Barra e voltam via centrão para as zonas Norte e Oeste.

Pode ser que a linha amarela padeça do mesmo problema, mas ignoro, já que fica longe de meus caminhos.

Então, como se resolve isso? Que tal um túnel que evite a passagem pelos bairros citados?

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Opinião de Vitor
Na data: 1 de outubro de 2009 as 14:23

Bastante interessante sua proposta, Flávio. Fiquei em dúvida quanto a esses cálculos percentuais que você fez. São baseados em que? Ficou bastante obscura essa parte, quase como aquelas propagandas de milagres da Polishop. Poderia esclarecer?

Um abraço
Vitor

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Opinião de helio
Na data: 1 de outubro de 2009 as 14:21

@Camilo Terras,
Quando houver a demanda a frota de ônibus rapidamente se adequa. A classe média é a que mais protesta. Com a demanda e sob pressão as companhias rapidamente virão com ônibus limpos e melhores. As vans surgiram da pressão dos passageiros para se sentarem, e brotaram de todo canto, legais e ilegais. Gostaria de lembrar ao colega Barbi que um artigo ou uma proposta se escreve em menos de uma hora, nas piores condições se as idéias são claras. Isto porque elas são resultado de anos de trabalho e experiência. Penso que o Flavio escreveria com facilidade e nas piores condições o que já está claro no seu pensamento. Quando não se tem boas idéias ou interesse real, as soluções são sempre medíocres, mesmo quando pensadas em ambientes confortabilíssimos.

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Opinião de Camilo Terras
Na data: 1 de outubro de 2009 as 13:36

Não gosto da agressividade do colega Barbi, que só se comunica a gritos grosseiros. Mas concordo com a opinião dele, não é razoável obrigar as pessoas a usar um sistema de transporte coletivo sujo, promíscuo, em que as mulheres são assediadas continuamente. Acho que teria de inverter a ordem: primeiro melhora o sistema, depois implanta as restrições.

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Opinião de flavio ferreira
Na data: 1 de outubro de 2009 as 13:02

@Nilson Pontes,
A minha proposta aumenta em 3 vezes a oferta de assentos em ônibus. Como os ônibus já transportam 80% da população, esta triplicação é de longe muito maior que o aumento de 20% das pessoas que hoje usam o carro para irem ao centro. A melhoria do sistema de trens não é conflitante com a minha proposta.

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Opinião de luiz antonio vieira barbi
Na data: 1 de outubro de 2009 as 12:44

RIDICULO!!!!!!! SERA QUE O FLAVIO FERREIRA E USUARIO CONSTANTE DO TRANSPORTE COLETIVO??? SERA QUE O DITO CUJO ESCREVEU ESTE ARTIGO DE LONGE, EM UMA SALA CONFORTAVEL, SEM ENCARAR O PROBLEMA DE FRENTE??? TENHO CERTEZA QUE EM VEZ DE FICAR ESCREVENDO GOMAS, E MELHOR ANTES ENCARAR O PROBLEMA E DEPOIS ESCREVER. IMAGINO O FLAVIO FERREIRA EM UM BUSAO LOTADISSIMO A 5 KM/HORA, AS SEIS DA TARDE, O QUE ELE IRIA ESCREVER DEPOIS DESTA FACANHA???

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Opinião de mara
Na data: 1 de outubro de 2009 as 12:44

@Nilson Pontes,
Eu ando de trem e metrô nas horas de rush para ir e voltar do trabalho. Moro em Japeri e de trem gasto menos tempo que de ônibus. Conheço muita gente que não pode pegar trem e que reclama dos ônibus. Gostei do artigo porque gostei da idéia de que melhorando o congestionamento os ônibus ficam mais rápidos, com intervalos menores. Achei ótimo descobrir que triplicando a velocidade também se triplica o número de assentos. Porque não tentar?

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Opinião de helio
Na data: 1 de outubro de 2009 as 11:49

Excelente proposta. Flavio Ferreira como sempre brilhante. Como é difícil enxergar o óbvio e o simples e como somos facilmente seduzidos pelas propostas mirabolantes, espetaculares e complicadas.
Saber o que é o centro (Leblon a S Cristóvão) e poder comparar as imagens das áreas do Rio, Manhattan, Paris e Londres é ótimo para entender essa proposta de 6 dias. Vale a pena tentar. Nada a perder e tudo a ganhar.
Desafogar o tráfego no centro vai desconcentrar a cidade e melhorar as moradias. As pessoas só se apertam na cidade e nas favelas para evitar passar horas em trânsito.

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Opinião de Nilson Pontes
Na data: 1 de outubro de 2009 as 11:24

O autor nunca utilizouu o trem da central ou o metrô em hora do rush! Não existe transporte coletivo que comporte o número de usuários, mesmo quando não estamos falando do transporte rodoviário em que a siutação é realmente terrível. Portanto, não acredito que se possa solucionar o problema com tanta simplicidade. É necessário a adoção de muitas medidas simultaneamente e mais outras, de acordo com os problemas que forem aparecendo, para se melhorar a situação dos transportes, a qualidade de vida das pessoas e beneficiar o meio ambiente.

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Atualizado 09/02/2010 12h00