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Arquitetura

Le Corbusier: um dos arquitetos mais geniais do século XX

A ecologia do modernismo: A desmistificação de um ícone da arquitetura moderna

Le Corbusier: um dos arquitetos mais geniais do século XX
Um planejador racional ou um poeta do espaço? Um gênio revolucionário ou um guia traiçoeiro? (Reprodução/Getty Images)

Poucos duvidam que Charles-Edouard Jeanneret-Gris, mais conhecido pelo pseudônimo de Le Corbusier, um arquiteto, urbanista e pintor de origem suíça, foi um dos mais geniais arquitetos do século XX. Poucos também questionam que os mais de setenta prédios que construiu e os trinta livros que publicou mudaram a concepção da arquitetura moderna. Mas esse gênio da arquitetura era um personagem muito controvertido. Um planejador racional ou um poeta do espaço? Um gênio revolucionário ou um guia traiçoeiro?

A análise da obra, da influência e complexidade do talento de Le Corbusier, é um desafio para qualquer autor. As inúmeras obras publicadas a seu respeito o idolatraram ou o hostilizaram. Le Corbusier tinha um sentido excepcional de espaço e do uso de materiais, além de uma preocupação com os mínimos detalhes de como suas construções deveriam ser vistas e estudadas. Era também um exibicionista nato, que construiu uma figura mítica e polêmica de sua imagem pública.

Le Corbusier começou a publicar registros de seus esboços, desenhos e fotografias aos 40 e poucos anos. Os oito volumes publicados incluem todos os seus trabalhos, desde a casa que projetou como um jovem de 18 anos autodidata em sua cidade natal, Chaux-de-Fonds, onde nasceu em 1887, uma cidade suíça conhecida pela produção de relógios, às importantes construções públicas e religiosas, que projetou sob encomenda a partir de 1945. Nesse ínterim, construiu casas nas décadas de 1920 e 1930, que simbolizaram e promoveram a nova linguagem arquitetônica do século XX: planta separada da estrutura; construção sobre pilotis; espaços abertos internos; interiores iluminados por janelas, que se estendiam de um ponto a outro da fachada; e o uso do telhado como espaço de lazer, com uma concepção de terraço-jardim.

Ele não era uma pessoa gentil, nem de fácil convívio, o que não causa surpresa. Nenhuma estrutura era grande o suficiente para conter seu ego gigantesco. Mas Anthony Flint em Modern Man: The Life of Le Corbusier, Architect of Tomorrow, não se deteve em minúcias biográficas. Em vez de uma pesquisa sobre as construções ou um estudo psicológico, o livro enfatiza o legado de um dos arquitetos mais importantes do século XX. Um escritor que conhece as questões ligadas ao urbanismo, Flint mostra que a arquitetura é um trabalho conjunto de arquitetos, clientes, planejadores, empreiteiros e engenheiros. Flint também descreve em detalhes a construção das quatro obras-primas de Le Corbusier: a Villa Savoye nos arredores de Paris; a Unité d’Habitation em Marselha; o Palácio da Assembleia em Chandigarh, na Índia; e a Chapelle Notre-Dame-du-Haut em Ronchamp, França. Destaca ainda o Carpenter Arts Centre em Harvard, o único projeto arquitetônico de Le Corbusier nos Estados Unidos.

Fontes:
The Economist-The ecology of modernism

1 Opinião

  1. Walterlice Chacon disse:

    Sempre admirei as obras dele, muito sábio em sua trajetória profissional a frente de sua época com bases sólidas e sensível. O emocional impaciente talvez pela ansiedade de viver no presente o futuro muito distante da realidade que vivia! Não somos perfeitos, buscamos o aprimoramento de nosso ser vamos evoluindo ao longo dos anos…

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