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O que fazer com escritórios antigos em Londres

Empreendedores, artistas e, acima de tudo, incorporadores, estão reativando parte de antigos escritórios londrinos

O que fazer com escritórios antigos em Londres
Desde o ano passado é possível converter edifícios comerciais em residenciais sem a necessidade de um alvará do órgão fiscalizador municipal (Reprodução/Internet)

Enquanto novos escritórios são construídos em Londres e em outros lugares, outros mais antigos ficam vazios. Em toda a Grã-Bretanha, 10% da área de escritórios está desocupada. Esses escritórios antigos não podem ser reformados facilmente: eles não contam com os sistemas de ar-condicionado, redes elétricas e espaços abertos que as empresas desejam hoje em dia. Mas empreendedores, artistas e, acima de tudo, incorporadores, estão reativando parte desses escritórios.

Em Sevenoaks, em Kent, um prédio comercial que costumava ser usado por uma empresa de seguros foi transformado em sede temporária da recém-inaugurada Trinity free school. A ex-sede do Co-operative Group, em Manchester, foi tomado pela Galeria Castlefield, uma organização que oferece espaços para artistas. Em Hull, outro prédio se tornou um teatro temporário. Em Croydon, onde um quarto dos escritórios estava vago no ano passado, um prédio antigo foi transformado em uma incubadora de novas empresas de internet.

Regulamentos locais de planejamento podem encarecer bastante demolir prédios desocupados e erguer outros novos em seus lugares; reutilizá-los é muito mais barato. E o regime tributário também encoraja a prática. Desde 2007 os proprietários de prédios vazios tiveram que pagar impostos empresariais completos após apenas três meses. Mas instituições filantrópicas podem conseguir um desconto de 80%, de modo que os proprietários têm um forte incentivo para encontrar filantropos que possam utilizar seus escritórios.

Mas o tipo de uso com maior crescimento de velhos escritórios é o habitacional. Desde o ano passado é possível converter edifícios comerciais em residenciais sem a necessidade de um alvará do órgão fiscalizador municipal. E os incorporadores parecem ter aproveitado essas oportunidades mais do que se esperava.

De acordo com Knight Frank, um corretor de imóveis, em maio cerca de 300.000 m² estavam sendo convertidos. Uma estimativa anterior estimou que 2.250 pedidos de conversão de escritórios foram feitos em janeiro, incluindo 784 em Londres. O governo estimara que apenas 140 propriedades por ano seriam afetadas. O déficit habitacional da Grã-Bretanha é tal que viver no escritório está se tornando uma realidade.

Fontes:
The Economist-New digs

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