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Ary Barroso
Biografia

Ary Barroso

Ary Evangelista Barroso nasceu em Ubá, Minas Gerais, em 7 de novembro de 1903

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Ary Evangelista Barroso nasceu em Ubá, Minas Gerais, em 7 de novembro de 1903. Após a morte de seus pais, foi adotado pelas tias-avós, uma delas professora de piano e responsável por sua iniciação musical. Aos 12 anos, já trabalhava como pianista auxiliar e, em 1920, muda-se para o Rio de Janeiro para fazer faculdade de Direito, começando a partir daí a freqüentar as rodas boêmias da capital.

Em 1930, após seu casamento com Ivone Belfort Arantes, Ary Barroso retorna a Minas Gerais, mas não aceita a nomeação de juiz municipal de Nova Resende, regressando ao Rio de Janeiro para se tornar músico profissional.

No ano seguinte, escreve várias composições para o teatro, dentre elas Na grota Funda, cuja melodia inspira Lamartine Babo a escrever a letra de No rancho fundo. Entre 1931 e 1933, muitas de suas composições foram gravadas por Sílvio Caldas, Carmen Miranda, Elisinha Coelho, entre outros.

Trabalhou em diversos programas de rádio e criou, na Rádio Cosmos de São Paulo, o programa Hora H, lançado mais tarde na Radio Cruzeiro do Sul, no Rio de Janeiro. Atuou também como locutor esportivo, destacando-se por sua parcialidade ao narrar as partidas de seu time, o Flamengo.

Em 1939, inaugura o estilo samba-exaltação, com o samba Aquarela do Brasil. Gravado no mesmo ano por Francisco Alves, a música teve centenas de outras gravações no Brasil e no exterior. A partir de 1944, introduz diversas músicas brasileiras no cinema americano, principalmente na voz de Carmen Miranda.

Em 1946, elege-se deputado estadual pela União Democrática Nacional (UDN) do então Distrito Federal do Rio de Janeiro. Além disso, também teve participação marcante na defesa dos direitos autorais. Morreu de cirrose hepática, no Carnaval de 1964, enquanto sua escola de samba preferida, Império Serrano, desfilava na avenida Presidente Vargas com o enredo Aquarela do Brasil.

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  1. EDVALDO TAVARES disse:

    ARY BARROSO VEIO PRA CIDADE QUE ESTÁCIO DE SÁ FUNDOU

    Compositor e advogado, no Rio se tornou músico profissional. E, baila na minha cabeça a pergunta: – Cadê Estácio de Sá?

    Ary ficou consagrado na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Todos os brasileiros vivos de anos anteriores se lembram do Ary. Mas…, por onde anda a estátua do fundador da cidade?

    João Roberto Kelly, na voz de Miltinho, já perguntou: “Cadê a estátua de Estácio de Sá?”

    Para aqueles que estão um pouco esquecidos da música, aqui vai uma rememoração:

    “Procurei, não achei a estátua de Estácio de Sá.
    Fui aqui, fui ali, acolá e não sei onde está.
    Eu fui ver se ela estava na Escola de Samba do Estácio de Sá.
    Disseram que lá, Estácio não está e nem no Estácio, Estácio não teve colher-de-chá.

    Entretanto, a cidade está cheia de tantas homenagens monumentais.
    Tem estátuas de heróis e poetas; de artistas e coisa e tal.
    Procurei, não achei a estátua do seu fundador.
    Por que será?

    Cadê a Estátua de Estácio de Sá?”

    Será que o jornal Opinião e Notícia seria capaz de achar a Estátua de Estácio de Sá? Lembro que Roberto Kelly perguntou sobre esta estátua há mais de trinta anos. Caso ninguém tenha achado, o O&N poderia muito bem assumir esta tarefa.

    OBS.: Este comentário foi elaborado com a ajuda do meu irmão, economista Euvaldo Tavares.

    BRASIL ACIMA DE TUDO. SELVA!

    EDVALDO TAVARES, MÉDICO E DIRETOR EXECUTIVO DO SISTEMA RAIZ DA VIDA. http://www.raizdavida.com.br RIO DE JANEIRO/RJ

  2. Magda Lenard,jornalista disse:

    Sou mineira e, como jornalista profissional já pesquisei muito a vida de Ary Barroso e uma coisa que sempre admirei e concordo é a determinação dele contra a criação da classificação da humanidade em raças pela cor, do Botânico sueco, Carl Von Linneus, em 1758 em Stokolmo(capital da Suécia). Ele resolveu sozinho classificar a humanidade em raças pela cor – branca, preta, amarela e vermelha. Como disse o Ary Barroso “não há ninguém branco, nem negro ou preto, nem vermelho e nem amarelo”. Ary Barroso dizia que sua cantora Alcione não era negra, como a chamavam, e sim marrom. Ele a chamava de Alcione, a marrom. E que ninguém era branco, e sim bege. Basta olhar pelas ruas, não tem ninguém branco, nem negro ou preto. A cor das pessoas é marrom, como o tronco das árvores. Não sei até quando o mundo vai continuar seguindo essa classificação do botânico sueco, as pessoas não raciocinam como o Ary Barroso. Quando isso vai acontecer?