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Quando Getúlio Vargas se suicidou em 1954, Café Filho, o então vice-presidente, assumiu a Presidência da República. Junto com ele, os principais cargos da administração pública foram tomados pela UDN. O objetivo era dificultar a eleição de Juscelino Kubitscheck à presidência e impedir uma conspiração tramada dentro do próprio governo.
Com a proximidade das eleições de 1955, rumores sobre ameaça de golpe de Estado pela UDN em conjunto com uma ala do Exército cresciam. Mas Café Filho se manteve indiferente ao movimento e também não apoiou a chapa de Juscelino Kubitscheck e João Goulart.
No dia 9 de novembro de 1955, o presidente Café Filho alegou problemas de saúde e se afastou do cargo. Carlos Luz, presidente da Câmara, assumiu o poder interinamente.
Descontente com a postura indiferente de Café Filho, o ministro da Guerra General Henrique Lott se demitiu no dia 10 de novembro de 1955. Um dia depois, a Câmara dos Deputados impediu Carlos Luz de continuar na Presidência. A posse foi passada a Nereu Ramos, vice-presidente do Senado, no dia 11 de novembro.
No poder, Ramos devolveu o ministério da Guerra ao General Lott. Mas a situação voltou a ficar tensa devido à melhoria do estado de saúde de Café Filho e seu possível retorno à presidência. Com medo da reação da UDN, Nereu Ramos, em movimento com Gen. Lott, conseguiu decretar estado de sítio por 30 dias. Também conhecido como Movimento de 11 de novembro ou Golpe Preventivo, a articulação de Lott e Nereu Ramos tinha o objetivo de assegurar a posse de JK e a manutenção da democracia no Brasil.