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AUTÓDROMO AYRTON SENNA

Bolsonaro e Crivella anunciam novo autódromo no Rio de Janeiro

Autódromo se chamará Ayrton Senna e já tem local para se instalar e data para ficar pronto: em seis ou sete meses, em Deodoro, zona oeste do Rio

Bolsonaro e Crivella anunciam novo autódromo no Rio de Janeiro
Autódromo ficará na zona norte da capital fluminense (Foto: Divulgação/ Consórcio Rio Motorsports)

Um presidente que não acelera a reforma da Previdência nem freia a grave crise de abastecimento de medicamentos que atinge o país e um prefeito que derrapa e sai da pista toda vez que chove na capital fluminense assinaram, nesta semana, um termo de cooperação para a construção de um novo autódromo do Rio de Janeiro.

Tudo indica que Jair Bolsonaro e Marcelo Crivella já deram algumas voltas de aquecimento antes da largada do projeto, uma vez que o novo circuito já tem local para se instalar e data para ficar pronto: em seis ou sete meses, no bairro de Deodoro, na zona oeste da cidade.

Em visita ao Rio de Janeiro, Bolsonaro revelou que o novo autódromo será construído “sem nenhum dinheiro público” num terreno do Exército, que alguns políticos cariocas afirmam ser uma reserva ambiental. O presidente rebate dizendo que “o Exército preservou a área”. Não foram revelados valores, patrocinadores ou mesmo as empreiteiras envolvidas nesta obra que nada tem de banal – se considerarmos o padrão de excelência dos mais modernos circuitos da categoria.

Comando da Fórmula 1 quer a prova no Rio

Como se vê, a iniciativa tem tudo para causar grande polêmica. A exemplo do que dizia o ex-governador Sérgio Cabral quando da reforma do estádio do Maracanã, o presidente defende que a nova obra “vai gerar milhares de empregos diretos e indiretos e muitos permanentes”.

A empresa Interpub, que promove o GP do Brasil de Fórmula 1, sustenta que o comando da categoria não tem interesse em manter a prova no autódromo paulista de Interlagos, cujo contrato termina em 2020. Antes mesmo de assumir o governo do Rio, Wilson Witzel recebeu o chefe da categoria, o irlandês Chase Carey e seu indefectível bigode. Na mesa de negociações, a oportunidade de levar o circo da Fórmula 1 para bem longe de São Paulo – uns 400 quilômetros, de preferência. Ao governador paulista, João Dória, e ao prefeito paulistano, Bruno Covas, restará pouco a fazer.

O antigo autódromo do Rio de Janeiro, localizado em Jacarepaguá, recebeu o nome de Nelson Piquet e sediou o GP do Brasil em 1978 e depois, entre 1981 e 1989, quando o britânico Nigel Mansell venceu a última prova pilotando uma Ferrari. O circuito acabou desativado em 2012 para a construção de um velódromo, utilizado nos Jogos Olímpicos de 2016.

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1 Opinião

  1. Regina disse:

    Qualquer projeto digno para ajudar o Rio a sair essa crise é válido.

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