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Legado inoportuno

Cinco ‘elefantes brancos’ em outros países

Pesquisa lista estádios construídos para megaeventos que viraram uma 'dor de cabeça'

Cinco ‘elefantes brancos’ em outros países
Estádio Municipal de Aveiro, construído para a Eurocopa de 2004 (Fonte: Reprodução/Divulgação)

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Uma pesquisa feita pelo Instituto Dinamarquês para estudos dos Esportes e pela organização Play the Game lista cinco “elefantes brancos” herdados das Copas, Olimpíadas, Jogos Pan-Americanos e outros megaeventos pelo mundo, comprovando que nem sempre é um bom negócio erguer novos estádios para sediar competições internacionais.

Ao todo foram avaliados 75 estádios contruídos para esta finalidade, entre eles o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, que foi erguido para os Jogos Pan-Americanos de 2007. De acordo com a pesquisa, o Engenhão hoje tem um bom aproveitamento, por causa da obra do Maracanã. Mas, quando a reforma terminar, a situação deve mudar bastante.

Estádios no Japão

 

Entre as cinco arenas listadas com pior retorno para seus países de origem está o Estádio Olímpico de Nagano, no Japão, construído para os Jogos de Inverno de 1998. O espaço, cuja capacidade é de 30 mil pessoas, custou US$ 107 milhões. Atualmente, ele é usado principalmente para jogos de beisebol, e o principal time a utilizá-lo conseguiu, durante toda a temporada, atrair apenas 18 mil torcedores.

O Japão tem ainda um outro estádio na lista dos “elefantes brancos”: o Estádio de Miyagi, construído para a Copa do Mundo de 2002, que custou US$ 318 milhões. Com capacidade para 49 mil torcedores, o estádio recebeu menos de 74 mil torcedores durante todo o ano de 2010. Na Copa, o Estádio de Miyagi sediou apenas três jogos.

Legado inoportuno no Catar

 

O Khalifa International Stadium, no Catar, é outro exemplo de legado inoportuno. Construído para os Jogos Asiáticos de 2006, o estádio custou US$ 128 milhões e tem capacidade para até 50 mil pessoas. Durante todo o ano de 2010, o espaço recebeu apenas 90 mil torcedores. A expectativa é de que ele seja aproveitado para os Jogos de Verão de 2020 e para a Copa de 2022, mas certamente precisará ser reformado.

Os ‘elefantes brancos’ de Portugal

 

Portugal também tem os seus “elefantes brancos”. Construído para a Eurocopa de 2004, o Estádio Municipal de Aveiro tem dado um retorno abaixo do esperado. Com capacidade superior a 30 mil pessoas, o estádio recebeu apenas 59 mil torcedores durante todo o ano de 2010. A manutenção custa aos cofres da prefeitura de Aveiro US$ 5,3 milhões por ano. Entre 2005 e 2008, o estádio deu prejuízo. Há inclusive a hipótese do estádio ser demolido no futuro para a construção de um outro menor.

O também português Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, é outro que enfrentou problemas financeiros após a Eurocopa. O custo para construí-lo, de US$ 121 milhões, foi quase o dobro do previsto. A capacidade é para mais de 23 mil pessoas, mas durante todo o ano de 2010 recebeu apenas 64 mil torcedores. A prefeitura de Leiria já tentou vendê-lo e tem dívidas pendentes.

Fontes:
Portal Exame - 5 estádios feitos para megaeventos que viraram grandes micos

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2 Opiniões

  1. Osmar disse:

    Juntarão a estes alguns outros elefantes brancos (Manaus, Mato Grosso e algun elefantes brancos do nordestes) aqui no Brasil após a copa do mundo. Sem falar que o custo de constru e outra da reforma serão super faturados…..
    É o Brasil dos políticos pelegos…..
    Acorda Brasil

  2. George da Silveira disse:

    E lá vem o brasil aí gente! Não vamos ficar atrás com obras superfaturadas.

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