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A trajetória de Chico Buarque

Francisco Buarque de Hollanda é dramaturgo e escritor, mas dedica a maior parte da sua carreira à música

A trajetória de Chico Buarque
Chico Buarque é escritor, músico e dramaturgo (Flickr/Focka)

Francisco Buarque de Hollanda nasceu em 19 de junho de 1944. Seus trabalhos abrangem a música, a dramaturgia e a literatura. É filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda e de Maria Amélia Cesário Alvim.

Chico é dramaturgo e escritor, mas dedica a maior parte da sua carreira à música. Ingressou na vida artística na década de 1960, destacando-se em1966, quando venceu o Festival de Música Popular Brasileira. Foi com a música A Banda que Chico cativou o público brasileiro. A convivência com intelectuais como Vinicius de Moraes e Paulo Vanzolini reforçou o gosto pela música. Em 1968, venceu outro Festival, o III Festival Internacional da Canção da TV Globo. Desta vez, a canção vencedora foi Sabiá, composição de Chico em parceria com Tom Jobim.

Ao longo da carreira, outras parcerias também foram importantes, como as formadas com Francis Hime e Edu Lobo.

O auto-exílio na Itália, em 1969, foi preponderante para o ativismo político e a luta pela democratização do Brasil. Foi um dos mais importantes artistas que lutou contra a censura na arte na época do Regime Militar. Como escritor, Chico também obteve grande sucesso, ganhando o Prêmio Jabuti com o livro Budapeste, lançado em 2004. Casou-se com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas.

Antes da música

Chico Buarque chegou a ingressar no curso de Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAU), em 1963, mas saiu dois anos depois. A partir daí, dedicou-se à carreira artística. Foi nessa época que lançou Sonho de Carnaval, inscrita no I Festival Nacional de Música Popular Brasileira, além de Pedro Pedreiro.

A face lírica do cantor começou a ser descoberta em 1966, com a composição de músicas como Ela e sua Janela. Ao longo da carreira, o samba e a MPB também seriam estilos amplamente explorados pelo artista.

Além de adaptar canções para peças infantis e filmes, Chico Buarque fez sucesso com várias canções-temas. Escreveu o livro Benjamim, que virou filme em 2003, e em 2009, o livro Budapeste, que também virou filme e contou com a participação do escritor.

No teatro, Chico se destacou na autoria de músicas para as peças Morte e vida Severina e Os Saltimbancos. Também se destacou como escritor das peças Calabar: o Elogio da Traição, Roda Viva, Ópera do Malandro e Gota D’água.

Confira o vídeo da música Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim:

Fontes:
Wikipedia - Chico Buarque

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22 Opiniões

  1. WILLIAM ALVES DA ROCHA disse:

    Aliais escreveu livros de merda.

  2. WILLIAM ALVES DA ROCHA disse:

    Bom FD*. Quando novo roubava carro só para tirar onda. Comprador de músicas como ele mesmo confessou em vídeo e apoiador do pt pois mamou muito na lei rouanet. Ele e a famílis.

  3. Pedro Rocha disse:

    Há quem considere “A Banda” um plágio, ainda que bem disfarçado, de “Wenn die Soldaten”

    Não há como deixar de perceber que uma parte da melodia “prá ver a banda passar” se parece bastante com a da antiga marcha alemã.

  4. FERNANDA disse:

    NOSSA ESSA HISTORIA È MUITO COMETADA

  5. Ludovino Azambuja disse:

    O Chico Buarque? Aquele que se auto-asilou na Itália quando a coisa ficou feia e nunca foi incomodado pela ditadura militar ? Aquele que a Ana Arraes disse que ter um filho com ele seria uma aberração ?

  6. Mauricio Fernandez disse:

    Antes de qualquer ‘considerações’ vejo Chico Buarque como um artista. Toda sua fama e respeito reside no fato de ser um artista talentoso.Nos agraciou com algumas obras musicais de grande valor e outras muito próximas das composições do Carlos Cachaça, confunde-se aqui, tanto as melodias como as letras….. surpreende que ninguém tenha notado. Por um bom período esteve aliado a um grupo considerados ‘donos’ da música brasileira, seja de que gênero fosse. Sem um beija-mão ao aludido grupo inexistiam facilidades aos aspirantes à carreira musical. Todos careciam da aprovação do seleto grupo que faturou às burras adentrando a época das “diretas já”. Então novas ondas, embaladas por novos ventos quebraram por sobre as cabeças e corações dos brasileiros gerando novas músicas e alguns escritos de valor duvidoso. Até os dias atuais paira no ar, amparado por fama e dinheiro nosso lendário Chico o revolucionário das canções e dos festivais mas que adora mesmo é uma boa água ardente em Paris. Grande Chico…!

  7. NOBERTO WILSON DAS CHAGAS disse:

    Chico Buarque é patrimônio cultural vivo da nação brasileira. Sua obra musical é uma dádiva à MPB. Ele é também o melhor intérprete de sua própria criação. Lamento não ver, nem de longe, surgir alguém, no presente momento, à altura para substituí-lo no cenário musical brasileiro. Infelizmente somos abordados por um imensa baboseira musical incentivada por um mercado fonográfico pragmático. Prezado Sr. Francisco Buarque de Holanda, nosso Chico, Feliz Aniversário! Que Deus lhe conceda uma saudável longevidade, inclusive, musicalmente criativa.

  8. Vasco Antonio Duval disse:

    COM SEU TALENTO, GANHOU MUITO DINHEIRO METENDO O PAU NA REVOLUÇÃO. NUMA VERDADEIRA DITADURA ELA JAMAIS GANHARIA UM CENTAVO. ELE É UMA DAS GRANDES PROVAS DE QUE A REVOLUÇÃO NÃO FOI UMA DITADURA. TIVÉSSEMOS UMA DITADURA NOS MOLDES QUE ELE E OS TERRORISTAS LUTARAM PARA IMPLANTAR, MILHÕES DE NÓS BRASILEIROS ESTARÍAMOS MORTOS. “PAI AFASTA DE MIM ESTE CALE-SE”.

  9. Isa disse:

    Nunca achei o Chico um astro, nem referência para nada. Sempre foi de uma elite pseudoesquerdista (que ama dinheiro e tudo de bom que este atrai) e que precisa da miséria, da pobreza e da ignorância do anestesiado povo brasileiro (e verba governamental) para ganhar mais e mais dinheiro.
    Jamais comprei qualquer disco, jamais lerei os livros que dizem que ele escreveu e as poucas vezes que li alguma manifestação dele, fico feliz de não ter ajudado a nutrir sua carteira. Vivo bem sem sua “poesia” de pão e circo, sem nenhum esforço intelectual ou moral ou ético (que dirá físico) para mudar o sofrimento do povo.
    Ele e o Luiz Fernando Veríssimo deveriam morar em Cuba e cantar para o Fidel.
    Bom ler nos comentários que não estou sozinha.

  10. Luiz Bouchardet Júnior disse:

    Sr. Weller, o sr. escreveu: “Falar de Cuba sanguinária é esquecer-se, propositadamente…” Escreverei o que estes famigerados comunistas fizeram:
    MORTOS PELO REGIME COMUNISTAS:
    China : 30.000.000
    União Soviética : 25.000.000
    Coréia do Norte : 2.000.000
    Cambodja : 2.000.000
    África : 1.700.000
    Cuba : 170.000 – A do nosso querido Chico e do Niemayer – “esquerda super festiva”.
    Movimento Comunista Internacional : 170.000
    Brasil : 183 – Até aqui meu caro, pelo escarcéu que estas pragas fazem hoje em dia, são poucos, não?
    Argentina : 30.000
    Chile : 40.000
    O Chico pode ser tudo, um grande compositor, cantor, escritor (o que eu duvido), mas ele e o Oscar Niemayer não passam de uns comunistazinhos de merda.
    Eu também seria um bom comunista com um BMW na garagem e morando em uma grande mansão.

  11. Luis disse:

    eh isso ai Fritz !

    luta pela democracia eh uma OVA!
    vies esquerdista no jornalismo e na “cultura” popular

    e outra, esses artistas vivem eh mamando na grana do “incentivo a cultura”! Chega!
    sera que essa horda de artistas estao fazendo shows milionarios com grana da iniciativa privada?

  12. Joaquim Caldas disse:

    Esse comunista,Chico,não passa de um ladrão de consciência do povo brasileiro.Toda vez que vem ao Brasil,vem buscar dinheiro dos pobres coitados que acreditam Nele como “cantor e compositor”. Não passa de um camuflado terrorista musical.

  13. cesarious disse:

    esse joga no meu time…

  14. Arlon Borges disse:

    Acho legais os sambinhas do Sr. Chico. Mas tentei ler leite derramado (depois de tentar ler Budapeste) e é simplesmente bobo e chato, chato chato.
    Mas como ele é disquerda, é amigo das patotas, vira gênio.

  15. Malu Provenzano disse:

    O Chico é desses presentes que a humanidade recebe, mesmo sem merecer. Ele é inspirado, tudo o que ele faz é lindo.

  16. weller marcos disse:

    É difícil contemporizar as divergências do pensamento humano. Ora, às vezes me vejo mergulhado em um caldeirão de mediocridade quando tento entender manifestações de determinadas mentes em certos debates como este. Não encontro fundamento para aceitar a afirmação de que o poeta Francisco Buarque de Hollanda, em algum momento de sua vida artística tenha se reconhecido: “Medíocre”, e em função de tal reconhecimento, abandonado a atividade de literato depois de haver produzido relíquias como “Calabar: o Elogio da Traição”, “Roda Viva”, “Ópera do Malandro” e “Gota D’água”. Então o que é trabalho de talento? A falta de originalidade mencionada é uma hipótese de acusá-lo de plágio? Quem sois vós para levantar tal blasfêmia?! E “Paladino da Democracia”? Para mim que vivi metade de minha vida sob a égide de uma Ditadura Militar -Sem poder ouvir as canções libertárias dos poetas, e as palavras sufocadas dos encarcerados, sem poder(como jovem angustiado e amedrontado) cantar de Vandré: “Para não dizer que não falei das flores” – em um pátio de uma universidade qualquer, a Democracia desenhada, nunca foi a desejada. Falar de Cuba sanguinária é esquecer-se, propositadamente, dos milhares de mortos enterrados por todas as partes do mundo – em nome da democracia sugerida pelo Capitalismo e a Globalização Econômica mantidos ainda hoje, a ferro e fogo, em logínguas plagas como o Afeganistão e o Iraque.
    Adios Muchachos

  17. Venustiano Carranza disse:

    “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” – Rui Barbosa.
    É inegável a qualidade da música do Sr. Chico. Acontece que, neste país de patotas, de marketing global, ele virou escritor.
    Se qualquer desconhecido aparecesse em uma editora com um original, qualquer um, do Sr. Chico, iria dar com a cara na porta e suas páginas iriam parar no lixo. Mas como se trata do Sr. Chico, suas platitudes viram obras de gênio.
    Repito e recito: “De tanto ver triunfar as nulidades…”

  18. Evandro Correia disse:

    Ninguém pode negar o talento enorme de Chico como letrista. Como compositor, um pouco menos: suas melhores canções são com Tom, Francis Hime e Edu Lobo. Como dramaturgo, medíocre, tanto que desistiu. Como romancista, tendo a concordar com o Hélio, nem é bom nem original.

    Mas o que é difícil de engolir é ele no Brasil posar de paladino da democracia e em Cuba continuar apoiando uma ditadura sanguinária.

  19. weller marcos disse:

    WELLER MARCOS
    O artigo acima, que biografa Francisco Buarque de Hollanda, trabalhou com modéstia a identificação de uma das mais expressivas figuras da cultura brasileira. Não temos o que discutir diante de uma obra realizada com tamanha responsabilidade e respeito à arte enquanto conceito. O que mais deveria ter feito um jovem que estando com apenas 20 anos, se vê, repentinamente, diante do caos proporcionado pela violência das armas em sua Pátria e contra sua liberdade e de a todos os demais jovens de sua época?! Chico Buarque é, indiscutivelmente, um capítulo na História da intelectualidade brasileira. Grande músico – aautor de excelente texto teatral; intérprete seguro das suas e das músicas de outros autores; produtor cultural consciente, realista e extremamente competente no uso e respeito da linguagem nacional. A essa altura do campeanato, discutir seus méritos é sobretudo uma falta de respeito sem medidas! A geração de artistas, escritores, músicos, autores de teatro da Era a que pertencem Chico, Vinicius, Tom, Gal, Bethânia, Boal, foi uma compensação dada ao povo brasileiro pelo sofrimento e dor que teve de enfrentar durante vários anos em que nosso país e nossa juventude estavam sendo conduzidos pela miserável ingerência da cultura reacionária da pré-globalização.

  20. Helio (Rio de Janeiro) disse:

    Chico é um bom compositor e cantor. Já como escritor não é bom nem original.

  21. Fritz d'Orey disse:

    “luta pela democratização do Brasil” ??
    Cinismo absoluto… Seu grande herói e de seu amigo Oscar Niemayer é Fidel Castro e talvez até memo o bandido Chavez…
    É o que conhecemos como “esquerda super festiva” regada a Don Perignon!!!
    Chega de esbulhos e de ‘me engana que eu gosto’.

  22. Iolanda disse:

    Chico é um grande artista, tanto como compositor, como escrito. Desde a minha adolescência que curto as suas músicas.

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