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Crítica de Cinema

Como Arrasar um Coração, L` Arnacoeur

A comédia investe no imaginário romântico. Por Francisco Taunay

Como Arrasar um Coração, L` Arnacoeur
Filme consegue arrebatar a plateia com simplicidade

Esta comédia, baseada na conquista de uma princesa proibida por um plebeu, é diferente dos filmes franceses desse tipo. Enquanto os outros são comédias sofisticadas, este L` Arnacoeur é bem raso, e descamba um pouco para o lado das comédias americanas, mais escrachadas e que giram em torno de situações mais simples.

Ele fica no meio termo e, de forma notável, consegue arrebatar a plateia com sua simplicidade, pois mexe com sentimentos que permeiam a alma do espectador de forma profunda: O amor cortês; o mesmo tipo de situação que aparece nos romances de cavalaria da Idade Média.

Bom, assim parece que estamos em um filme de época. Não, Como Arrasar um Coração se passa no mundo de hoje, onde Alex Lippi possui um emprego incomum. Ele é especialista em conquistar mulheres para impedí-las de se casar, contratado por amigos ou parentes insatisfeitos com a relação. Trabalhando nessa empresa de matrimônio às avessas, este galã de meia tigela tem a ajuda da irmã e do cunhado em suas artimanhas para destruir relações que estejam prejudicando de certa forma as mulheres.

O filme, que após tanto sucesso já tem uma refilmagem programada por Hollywood, é bastante previsível. É óbvio o que acontece: Alex acaba por se apaixonar por uma de suas vítimas. Ela é a milionária Juliette van der Becq (interpretata pela Sra. Jonny Deep, a maravilhosa Vanessa Paradis), que vai se casar com um inglês politicamente correto. O desafio se torna maior porque o casal aparentemente se ama de verdade, e o noivo é um rico mecenas que se preocupa em fazer o bem e melhorar o mundo. O filme aproveita a rivalidade entre franceses e ingleses, que tal como brasileiros e argentinos, se implicam de forma mutua, para cativar a platéia.

Tudo gira em torno da conquista, absurdamente complicada, que Alex tenta realizar. Seu objetivo é dificultado por uma série de obstáculos, como o amor de Juliette pelo namorado, a data do casamento, muito próxima, ou o aparecimento de uma amiga ninfomaníaca da protagonista, que quer tirar uma casquinha do nosso galã, disfarçado de empregado do pai da noiva.

A obviedade das situações é contornada pela excelente interpretação dos atores, além da idéia original da trama. Realmente uma agencia que ao invés de casar pessoas, existe para destruir casamentos, é algo novo no cinema. Tudo faz com que o espectador se encante; o filme apela para referências cafonas e ao mesmo tempo inquestionáveis, como George Michael e o filme Dirty Dancing, com o recém falecido galã Patrick Swayze.

A paisagem de Mônaco também serve para transformar este filme em uma diversão certa, pois alterna situações hilárias com romantismo. Este acaba por prevalecer, ressaltando a pureza dos personagens: Exatamente como nos romances de cavalaria, onde o cavaleiro cortejava a dama proibida, o filme passeia pelos atrativos da conquista e do amor romântico, uma referência importante no nosso imaginário.

Veja o trailer do filme:

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