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Ciência e Educação

Coreia do Sul se rende às teorias criacionistas

Pesquisa revelou que quase um terço dos sul-coreanos não acreditam na teoria da evolução

Coreia do Sul se rende às teorias criacionistas
Evolução do Archaeopteryx será excluída de livros depois de uma campanha criacionista (Reprodução/Internet)

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Mencione a teoria do criacionismo, e muitos cientistas logo pensarão nos Estados Unidos, onde crenças religiosas ganham fôlego contra Darwin e a evolução das espécias nas escolas públicas.  Mas os sucessos da religião nos EUA são modestos comparados com a Coreia do Sul, onde o sentimento anti-evolução parece estar ganhando sua batalha com a ciência.

No mês passado, o Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia sul-coreano acatou uma petição que pedia a remoção de livros didáticos do ensino médio com exemplos da evolução de cavalos e de aves. O movimento tem alarmado os biólogos, que dizem que não foram consultados.

A campanha da petição foi liderada pela Sociedade Textbook Rever (STR), que, de acordo com o site da instituição, “visa eliminar o erro da evolução dos livros didáticos para ensinamentos corretos aos alunos sobre o mundo”. O site diz ainda que a sociedade tem entre seus membros professores de biologia e professores de ciências do ensino médio.

O STR também está fazendo uma campanha para remover o conteúdo sobre “a evolução dos seres humanos” e a “adaptação dos bicos dos tentilhões com base no habitat e modo de sustento”, uma referência a uma das observações mais famosas de Charles Darwin, em “A Origem das Espécies”. Como argumento, a STR destaca as recentes descobertas de que o Archaeopteryx é um dos muitos dinossauros com penas, e não necessariamente um ancestral de todas as aves. Segundo o psicólogo evolucionista da Universidade Kyung Hee, em Yongin, explorar esses debates sobre a linhagem da espécie é uma “estratégia típica de criacionistas para atacar a evolução em si”.

Anti-evolução

Em uma pesquisa realizada em 2009 para o documentário sul-coreano “A Era de Deus e Darwin”, quase um terço dos entrevistados disseram não acreditar na evolução. Destes, 41% disseram não haver provas cientificas para comprová-la, 39% afirmaram que a evolução contradiz suas crenças religiosas e 17% alegaram não entender a teoria. Os números são semelhantes aos dos Estados Unidos, onde uma pesquisa realizada pela empresa Gallup mostrou que 40% dos norte-americanos não acreditam que os seres humanos evoluíram de uma forma menos avançada de vida.

As raízes para a aversão da Coreia do Sul ao evolucionismo não são claras, embora especialistas sugiram que elas venham, em parte, do forte movimento do cristianismo no país. Cerca de metade da população da Coreia do Sul possui alguma religião, a maioria dividida entre o cristianismo e o budismo.

Até agora, a comunidade cientifica tem feito pouco para combater o sentimento anti-evolução no país: “O maior problema é que existem apenas 5-10 cientistas evolucionistas no país que ensinam a teoria nas escolas de graduação e pós-graduação”, diz Dark Jang, um cientistas evolucionista da Universidade Nacional de Seul. Jang está organizando um grupo de peritos, incluindo cientistas evolucionistas e teólogos que acreditam na evolução para contrariar a campanha da STR.

Fontes:
Nature - South Korea surrenders to creationist demands

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5 Opiniões

  1. Cristiano disse:

    Um artigo que finalmente conseguiu vencer a perseguição
    inquisitora e discriminatória de muitos evolucionistas e sem que qualquer
    argumento racional contra conseguiu ser publicado bem no antigo seio de
    Darwin, a revista científica mundialmente aceita pelas universidades em todo
    o mundo: NATURE.
    Como esta escrito: … todo joelho se dobrará … (Isaías 45:23; Romanos
    14:11; Filipenses 2:10).
    DEUS seja louvado.

    Cristiano Cardoso de Carvalho

  2. klauss disse:

    Sim Cristiano é um texto que alarma qq um e não é algo pró criacionismo, mas estarrecedor.

    A questão sobre a Coréia ser anti-evolução é simples: boa parte do país é protestante (em torno de 29% não diz de quando são os dados) e em torno de 46% da população não professa qq religião.

    http://www.state.gov/r/pa/ei/bgn/2800.htm.

    Isso demonstra o péssimo conhecimento que o país possui de biologia onde 58% do 1/3 das pessoas entrevistadas sequer tem o mínimo de conhecimento acerca do assunto e 39% podem ser desconsiderados, pois são religiosos:

    41% disseram não haver provas cientificas para comprová-la;
    39% afirmaram que a evolução contradiz suas crenças religiosas;
    17% alegaram não entender a teoria.

    Mas ninguém disse o grau de escolaridade destas pessoas.

    Felizmente ainda há 2/3 que ao menos podemos dizer que tem um pouco de conhecimento sobre o assunto, o que se aproxima de quem tem grau universitário (60% da população entre 25 e 34 anos).

    Ou seja, a Coréia ainda é melhor que os EUA, onde 60% das pessoas acham que vieram de Adão e Eva, sendo que naquela apenas 33,3% pensam assim.

    O que temos é muita gente parada frente ao barulho de alguns criacionistas. Certamente, a pessoa que acatou a tal medida deve ser algum cristão fundamentalista.

    Mas a ação do STR felizmente não eliminará o fato da evolução. O criacionismo é tão frágil que precisa recorrer a instâncias governamentais e Judiciárias para se fazer valer, uma vez que não há qualquer evidência concreta que o apoie, a não ser o livro mítico utilizado pelos cristãos, tratado como verdade absoluta acima de tudo.

  3. Marcos Freitas disse:

    Os ciêntistas desafiam as leis da natureza, a natureza é criação de Deus, o homem é criação de Deus, dotado de inteligência, até para opinar sobre a criação, o que não o torna “criador” , bologia ” estudo da vida ” , Deus criador da Vida. Para os que acreditam a vida é Deus , para os que ignoram Deus não existe. Reflita sua vida pós morte, se é que entende a ciência da vida , tente ler o livro de Jó se é que sábio !

  4. Roberto disse:

    Não é preciso recorrer a religião para descartar a farsa da teoria de Darwin, basta analisar os fatos. Não há uma única evidência concreta de que uma espécie tenha se transformado em outra. O que há de sobra são especulações baseadas em minúsculos pedaços de fósseis forjados artisticamente para completar o quadro imaginativo dos evolucionistas. A “árvore da vida”, que é um tipo de “santo graal” dos darwinistas, simplesmente ruiu por si só. A 1º lei da Biogênese, enunciada por Pasteur depois que Darwin publicou “A origem das espécies”, prova que somente vida pode gerar vida, portanto a abiogênese, que é a menina dos olhos dos evolucionistas (como prerrogativa para desencadear o processo evolutivo) já perdeu há tempo seu status de plausibilidade e o golpe final foi dado por Max Planck, ao enunciar a 2ª Lei da Termodinâmica, que confirma a impossibilidade de que formas primitivas de vida se organizem e formem estruturas complexas para gerar novas espécies, visto que na natureza todo processo espontâneo se dá no sentido de aumento de entropia, ou seja, a busca pelo equilíbrio acarretará inevitavelmente em degradação, diluição, perda de informação, decomposição, degeneração, desordem, de modo que não há como esperar que o “acaso” transforme uma espécie e vida em outra, nem tampouco poderia transformar não-vida em vida. Podem até dizer que a decisão dos sul coreanos é política ou religiosa, mas o verdadeiro fanatismo religioso está na mente dos que defendem o darwinismo, visto que esta é um posição filosófica volitiva, sem nenhum respaldo sólido. Todavia, o lobby evolucionista já doutrinou tantas mentes, que muitos não admitem sequer que seus dogmas materialistas sejam contestados.

  5. Tony disse:

    Isso pra mim é um grande mistério, não sei se o evolucionismo está no caminho certo, mas ele responde, por enquanto, no máximo, 30%, dos questionamentos, sendo assim não deveria ser ensinado como verdade, principalmente nas escolas. O que está por trás disso?

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