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O revolucionário francês Jean-Paul Marat é assassinado

No dia 13 de julho, foi assassinado o medico e jornalista Jean-Paul Marat, importante figura da Revolução Francesa

O revolucionário francês Jean-Paul Marat é assassinado
Marat era considerado o porta-voz do partido jacobino (Foto: Wikimedia)

Jean-Paul Marat foi uma das principais figuras da Revolução Francesa. Nasceu em Boudry, na Suíça, em 24 de abril de 1743. Se formou em medicina em Paris e Bordeaux. Finalizou o curso na Inglaterra e se doutorou em 1775, mesmo ano em que publicou o “Ensaio Filosófico sobre o Homem”, que atacava as ideias de Claude-Adrien Helvetius (1715-1771), que eram contrárias à necessidade de conhecimento científico para quem fosse filósofo.

Novamente na França, é nomeado médico da guarda pessoal do conde d’Artois, irmão mais novo do rei Luís XVI.

Lançou, em 1780, seu Plan de Législation Criminelle (Plano de Legislação Criminal), que o governo considerou subversivo. Um ano depois, Lavoisier vetou o seu ingresso na Academia de Ciências. Esses dois fatos foram o estopim para o descontentamento que Marat sentia em relação a aristocracia que governava a França.

Em 1783, Marat abandonou a profissão para se dedicar à carreira de cientista. Suas experiências com fogo, luz e eletricidade já haviam sido publicadas em artigos.

Em 1789, ano da eclosão da Revolução Francesa, fundou o jornal L’Ami du Peuple (O Amigo do Povo), no qual revela seu apoio às causas populares. Condenado várias vezes, era visto como o porta-voz do partido jacobino, a ala mais radical da revolução.

Considerado fora da lei, ele se refugiou na Inglaterra entre 1790 e o verão de 1791, quando retornou a Paris.

Quando os sans-cullote (massas populares), orientados pelos jacobinos, proclamaram a República e instituíram a Comuna de Paris como órgão executivo do governo, Marat foi eleito um de seus dirigentes. Seus adversários políticos, os girondinos, o acusavam de querer estabelecer uma ditadura com Robespierre e Danton.

Em 1793, a monarquista Charlotte Corday, militante do partido moderado dos girondinos, entrou em sua casa e o assassinou na banheira, a punhaladas. Nos últimos dias, Marat passava várias horas na banheira, que aliviava suas dores provenientes de uma doença inflamatória.

Fontes:
Uol-Jean-Paul Marat

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