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Eça de Queiroz

No dia 16 de agosto de 1900, morreu o escritor português Eça de Queiroz

Eça de Queiroz
O romance 'O Crime do Padre Amaro', publicado em 1875, foi o marco inicial do Realismo em Portugal (foto: Wikipedia)

Eça de Queiroz (1845-1900) foi um renomado escritor português. Nasceu no dia 25 de novembro, na cidade de Póvoa de Varzim, Portugal. Filho do magistrado português José Maria de Almeida Teixeira de Queirós e da brasileira Carolina Augusta Pereira de Eça, foi registrado como filho de mãe desconhecida e viveu até os dez anos na casa dos avós paternos, apesar de os pais terem se casado após seu nascimento.

Estudou no Colégio da Lapa, na cidade do Porto, até o seu ingresso na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1861. Tratava-se de um momento em que a universidade fervilhava e seus vários de seus colegas de curso também alcançaram sucesso como intelectuais da sociedade portuguesa da época, como Teófilo Braga e Antero de Quental. Nessa época, Eça publicou seus primeiros textos, num total de dez artigos reunidos em “Prosas Bárbaras”.

Iniciou a carreira de advogado em Évora, em 1867, mas logo seguiu para Lisboa, onde colaborou na redação de “A Gazeta de Portugal” e integrou os debates literários que se intitularam “Cenáculo”. Em 1871, participou das Conferências Democráticas do Cassino Lisbonense, com uma palestra intitulada “A Nova Literatura ou o Realismo como expressão de Arte”.

O romance “O Crime do Padre Amaro”, publicado em 1875, foi o marco inicial do Realismo em Portugal. Nele, Eça faz uma crítica violenta da vida social portuguesa, denuncia a corrução do clero e da hipocrisia dos valores burgueses. A crítica social, unida à análise psicológica, aparece também no romance “O Primo Basílio”, publicado em 1878, em “Mandarim”, 1880, e em “Relíquia”, 1887.

Em 1885, visitou em Paris o escritor francês Émile Zola. Casou-se com Emília de Castro Pamplona Resende, em 1886. O casal teve dois filhos, Maria e José Maria. Em 1888, foi nomeado cônsul em Paris, ano em que publicou “Os Maias”.

Postumamente vieram a público outras obras, entre as quais “A Cidade e as Serras” (1901), “Alves & Cia. (1925) e “A Tragédia da Rua das Flores” que, a pedido do autor, só foi publicado 80 anos após a sua morte.

José Maria Eça de Queiroz morreu em Paris, no dia 16 de agosto de 1900.

Fontes:
Uol Educação - José Maria Eça de Queirós
E-biografias - Eça de Queiroz

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