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Editoras vs. bibliotecas: a guerra dos e-books

Principais editoras nos EUA agora bloqueiam o acesso de bibliotecas ao formato de e-book de todos os seus títulos. Por Randal Stross

Editoras vs. bibliotecas: a guerra dos e-books
Para editoras, alugar um e-book de uma biblioteca tem sido fácil demais (Reprodução/Internet)

O número de visitantes às sessões de e-books dos sites de bibliotecas públicas está prestes a atingir seu recorde neste fim de ano, e essa é uma fonte de grande preocupação para as editoras. Para elas, pegar um e-book emprestado de uma biblioteca tem sido fácil demais. Preocupadas que as pessoas começaram a pegar e-books emprestados de uma biblioteca com um clique ao invés de comprá-los com um clique, praticamente todas as principais editoras nos Estados Unidos agora bloqueiam o acesso de bibliotecas ao formato de e-book de todos os seus títulos ou de seus títulos publicados recentemente.

Pegar um livro impresso emprestado de uma biblioteca significa uma inconveniência para os seus fregueses. “Você tem que andar ou dirigir até a biblioteca, e depois andar e dirigir de novo para devolver o livro,” diz Maja Thomas, vice-presidente sênior da editora Hachette responsável por sua divisão digital.

E cópias impressas não duram para sempre; eventualmente, os livros que são retirados com muita frequência vão ter que ser substituídos. “Vender uma cópia que pode ser emprestada um número infinito de vezes sem desgaste não é um modelo sustentável de negócios para nós,” diz Thomas. A Hachette parou de disponibilizar e-books para bibliotecas em 2009.

Desde março passado, a HaperCollins também parou de vender e-books para bibliotecas para uso ilimitado, o que tem feito desde 2001. Ao invés disso, começou a licenciar o uso de cada cópia de e-book para um máximo de 26 empréstimos. Isso afeta apenas os títulos mais populares e não tem efeito prático nos outros.

Depois de o limite ser atingido, a biblioteca pode voltar a comprar os direitos de acesso por um custo mais baixo do que o preço original.

A atitude foi motivada, a empresa disse em uma declaração, pela preocupação de que continuar a vender e-books nos velhos e ilimitados termos “acabaria levando a uma queda nas vendas de livros e nos direitos autorais pagos aos autores.”

 

Fontes:
The New York Times - For libraries and publishers, an e-Book tug of war

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2 Opiniões

  1. Geferson Alves disse:

    É risível a preocupação das editoras com os e-books.
    Muito antes deles existe uma Empresa chamada
    “The Documment Company” leia-se Xerox, que possui a tecnologia capaz de transformar qualquer livro virtual em brochura completa com apenas um clique de botão. Isto ela já faz, por exemplo, com as listas telefônicas do Banco Itaú. Em questão de minutos lista é atualizada e distribuída para todo o Brasil, literalmente, de um dia para outro.
    Com essa tecnologia desaparecem as livraria, seus estoques e as editoras com seus obsoletos maquinários.
    Isto só não tem sido divulgado porque o lobby das editoras não tem permitido

  2. André Vinícius Vieites disse:

    Saber dos e-books como tendencia é também como o culto ao cinema, tem várias obras que são do alcance de leitores e amantes do cinema, falando em cinema, O Sono da Morte conta a história do casal Jessie (Kate Bosworth) e Mark (Thomas Jane), que decide adotar o pequeno Cody (Jacob Tremblay) logo após terem perdido um filho da mesma idade. O garoto se adapta bem, mas quando os seus sonhos (ou pesadelos) começam a se tornar realidade, a família passa a correr perigo enquanto tenta descobrir o passado do pequeno.
    Aí, mais um filme ou um e-book de excelente padrão, evidentemente que é um poder midiático novo, gosto muito desse gênero terror e suspense, massivamente não é bom, porque opiniões não se discutem, elas são para nortear as significações de diferentes públicos, nem Jesus Cristo agradou a todos e a mesma oportunidade se você gosta ou não gosta poderá ter razões comerciais e vantajosas, ou simplesmente porque não vê nenhum significado ou interesse, mas pessoalmente ainda acho o melhor gênero para assistir, mesmo que eu esteja avaliando comédias, ainda gosto de terror.

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