Início » Cultura » Educação alimentar é a nova aliada de Michelle Obama
Saúde

Educação alimentar é a nova aliada de Michelle Obama

"My Plate" tenta ensinar norte-americano a organizar um prato saudável

Educação alimentar é a nova aliada de Michelle Obama
Novo projeto tenta ser mais claro, com cores mais compreensíveis (Foto: Reprodução)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

“Aprecie sua comida, mas coma menos”. “Evite grandes porções”. “Faça com que metade dos seus alimentos sejam frutas e legumes”. Estes não são apenas conselhos de mãe, mas ideias que Michelle Obama tenta propagar nos Estados Unidos desde que chegou à Casa Branca. Após um teste realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no início deste mês, em parceria com a primeira-dama, o USDA divulgou estas mensagens e uma nova forma de dieta.

Leia mais: Tradição norte-americana faz Michelle abraçar obesidade infantil

O “My Plate” (em português, meu prato) mostra uma configuração de mesa ideal com porções de frutas, verduras, grãos e proteínas, e uma pequena quantidade de laticínios. Uma imagem que representa uma dieta saudável, mas, para os norte-americanos, também pode representar uma refeição de Marte. A má alimentação dos norte-americanos não é nenhum segredo. O My Plate é apenas uma pequena parte de um grande esforço que vem sendo feito para melhorar estes hábitos.

A Food and Drug Administration (FDA), que controla os alimentos e suplementos nos Estados Unidos, considera implantar novas etiquetas em embalagens de alimentos indicando que são saudáveis. Quatro agências federais propuseram novas diretrizes para a comercialização de alimentos para crianças. As empresas trabalham intensamente em cima do assunto antes do prazo limite, em 14 de julho. Ainda há muito trabalho pela frente.

A guerra de Michelle contra a obesidade infantil está travada desde o início do mandato de seu marido, o My Plate é, ao menos, um projeto divisor de águas. O programa também irá ajudar a transmitir para os consumidores as orientações dietéticas divulgadas pelo USDA, em janeiro. Como uma pirâmide, com códigos e cores mais compreensíveis, o projeto apresenta uma mensagem clara que realça a importância de frutas e legumes na alimentação diária da população.

Pode ser que o projeto surte pouco, ou nenhum efeito. Regularmente o governo dos Estados Unidos emite orientações dietéticas. Regularmente a população as ignora. Constantemente os norte-americanos são bombardeados com mensagens de saúde, assim como ícones de saúde adornando embalagens de alimento. Cada marca com seu projeto próprio o que deixa a proliferação da informação um tanto quanto confusa. Em 2009 o FDA começou a estudar um padrão para estes rótulos, que poderia ajudar a distinguir os alimentos saudáveis. Os esforços para esta rotulagem ainda engatinham, enquanto a briga por publicidade esquenta.

No ano de 2005, o Instituo of Medicine descobriu que a publicidade televisiva influenciou as crianças a preferirem alimentos e bebidas não saudáveis. O Congresso, alguns anos depois, tentou regularizar a venda de alimentos para as crianças. As orientações abrangem todos os tipos de marketing, desde anúncios de televisão a jogos e promoções em escolas. A indústria alimentícia afirma que cumpre as – poucas – normas do governo. Mas a luta no Congresso continua se arrastando. Enquanto isso, as crianças continuam devorando açúcar e gordura e quase um terço delas já apresentam sobrepeso.

Leia Mais:

Primeira-dama cria programa contra obesidade

Fontes:
The Economist - Food fights

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

1 Opinião

  1. Vera L P Santos disse:

    Crianças com sobrepeso, provavelmente serão os obesos de amanhã!!! O coração agradece uma alimentação + leve!!!

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *