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Enrico Caruso

No dia 2 de agosto de 1921, morre Enrico Caruso, um dos maiores tenores de todos os tempos

Enrico Caruso
Após se consagrar na Itália, Caruso se apresentou por 18 temporadas no Metropolitan Opera, em Nova York (Foto: Reprodução/Internet)

Todo profissional tem uma referência, uma inspiração para sua carreira. É isso que Enrico Caruso é para os profissionais do canto lírico. Nascido em Nápoles, Itália, no dia 25 de fevereiro de 1873, Caruso teve origem pobre e sua iniciação na música foi através das aulas com o maestro Vicenzo Lombardini. No início de sua carreira, Caruso cantava serenatas para arrecadar dinheiro e ajudar na criação de seus seis irmãos.

Estreou como cantor de ópera aos 22 anos, em um pequeno teatro de sua cidade natal. Passou dois anos se apresentando em cidades da região sul da Itália, até fazer um teste para entrar na ópera La Boheme, de Giacomo Puccini. Puccini ficou encantado com o talento do jovem Caruso.

Em 1902, o tenor firmou seu primeiro contrato de gravação. Sua gravação de Vesti La Giubba, de Ruggero Leoncavallo, vendeu mais de 1 milhão de cópias, tornando-se a primeira gravação de música clássica da história a obter tamanho sucesso. No mesmo ano, estreou no famoso teatro londrino Covent Garden.

No ano seguinte, Caruso foi a Nova York pela primeira vez. Lá, tocou no Metropolitan Opera, um dos maiores teatros dos Estados Unidos, onde passou 18 temporadas se apresentando, somando 607 apresentações e 37 diferentes papéis.

A partir da década de 1910, Caruso passou a ser conhecido e apreciado em todo mundo. O alcance de sua voz, que ia das notas mais baixas até as mais agudas, impressionava. Apesar da predominância de sua língua natal, o italiano, Caruso gravou óperas também em francês, inglês, espanhol e latim. O tenor morreu em 2 de agosto de 1921, por complicações causadas pela pneumonia.

Fontes:
Letras.com-Biografia de Enrico Caruso

1 Opinião

  1. Markut disse:

    Sou da geração que cresceu ouvindo esses tenores italianos , de que Caruso foi o precursosr, na medida em que conseguiram se perpetuar, graças ao disco fonográfico. Giacomo Lauri Volpi, Beniamino Gigli, Tito Schipa e tantos outros formaram uma geração de tenores que punham o gogó a cantar , até com certos exageros interpretativos,,mas que permanecem ainda vivos no imaginário , dessa geração, á qual pertenço.
    Hoje, prefiro ouví-los do que vê-los, pois a figura física, nem sempre correspondia á do personagem e, tanto divos, como divas ,acabavam dando um certo ar ridículo na sua apresentação .Um obeso e tonitroante Luciano Pavarotti dificilmente poderia se apresentar como o romântico Alfredo da Traviata, , nem uma tuberculosoa Mimi, da Bohème , moribunda,poderia convencer na figura de uma bem fornida soprano.
    Plácido Domingo talvez fosse um dos poucos tenores , cuja figura era compatível com os papeis mais românticos dessa fase áurea da ópera.

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