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Espanha busca restos mortais de Cervantes

Projeto pretende dar reconhecimento ao autor de 'Dom Quixote', que marcou a literatura do pais

Espanha busca restos mortais de Cervantes
Foi a redescoberta de uma de suas mais míticas obras que trouxe popularidade a Cervantes (Reprodução/ Estadão

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Poucas pessoas sabem que Miguel de Cervantes, um dos maiores escritores espanhóis, foi um soldado que morreu falido em Madrid. O autor do século XVI foi enterrado em uma pequena igreja da cidade, e sua memória caiu no esquecimento. Foi a redescoberta de uma de suas mais míticas obras que trouxe popularidade para Cervantes.

O excêntrico “Don Quixote” ganhou o mundo quando poucas pessoas sabiam, sequer, onde descansava Miguel de Cervantes. Quatro séculos depois, os espanhóis tentam fazer jus a seu grande escritor. No último domingo, 27, uma equipe iniciou as buscas pelos restos mortais de Cervantes. O estudo – orçado em 100 mil euros (cerca de R$ 300 mil) – foi divido em três etapas e terá seus resultados divulgados ainda neste ano. O Convento das las Trinitarias Descalzas, no histórico bairro madrilenho de Las Letras, é o primeiro local analisado pelos pesquisadores.

Na primeira fase da pesquisa serão feitas explorações no subsolo com o uso de um radar: “Vamos ver claramente se o terreno foi alterado, o que nos dará dicas”, explicou o técnico Luis Avial.  O laudo da exploração inicial ficará pronto em um mês e será entregue ao antropólogo forense Francisco Etxeberria, que participou da autópsia que confirmou o suicídio do ex-presidente chileno Salvador Allende. Esta etapa da investigação é a mais delicada, uma vez que qualquer osso encontrado pode ter sido misturado a outros. Além disso, como não há descendentes vivos de Miguel de Cervantes, as amostras de DNA não serão de muita valia.

Retratos e relatos do artista serão usados como referência nas buscas. Pouco antes de morrer, Cervantes descreveu em uma de suas histórias que tinha apenas seis dentes. Outras marcas físicas poderão auxiliar os técnicos; em 1571, por exemplo, ele foi ferido com três tiros de mosquete na batalha de Lepanto (a bordo do navio La Marquesa): dois no peito e um na mão. Na ocasião o escritor perdeu o uso da mão.

Fontes:
O Estado de S.Paulo-Espanha lança busca pelos restos mortais de Cervantes

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