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Cultura

Exposição destaca o fascínio renascentista pelos africanos

Com cerca de 65 quadros, mostra revela muito sobre a vida dos africanos na Europa renascentista

Exposição destaca o fascínio renascentista pelos africanos
Dividida em temas, exposição é esclarecedora e empolgante (Reprodução/Internet)

Muitos dos artistas mais conhecidos do Renascimento pintaram retratos de africanos. Mas quem eram os homens, mulheres e crianças retratados? Por séculos essas personagens permaneceram em boa parte desconhecidas – até uma década atrás, quando Joneath Spicer, curadora do Renascimento e do barroco do Museu de Arte Walters em Baltimore, se impôs a tarefa de descobrir mais. Ainda que não conseguisse descobrir o nome de cada indivíduo, ela esperava descobrir mais sobre suas vidas e origens. Sua perseverança foi recompensada. “Revelando a Presença Africana na Europa Renascentista”, inaugurada no museu Walters em Baltimore e atualmente no Museu de Arte da Universidade Princeton, é uma exposição esclarecedora e empolgante.

Cerca de 65 quadros e esculturas, mapas e manuscritos, camafeus, cerâmicas, armaduras e lacas são dispostos cronologicamente em dois salões espaçosos. A maior parte das obras foi criada durante o “longo século XVI”(1480-1610), quando o tráfico de escravos da África Ocidental estava se avolumando.

A exposição é dividida de acordo com temas como “Percepções da África”, “Escravos” e “Diplomatas e Governantes”. Muçulmanos expulsos da Espanha se mudaram para o norte da África. As potências europeias e os sultões otomanos que controlavam a costa africana se envolviam em conflitos no mediterrâneo e as relações entre eles costumavam ser tensas. Tentativas para conquistar influência em terras distantes funcionavam para ambos os lados.

Ainda há muito a ser descoberto. A pesquisa sobre a vida dos africanos na Europa renascentista não foi concluída; na verdade, está apenas começando.

Fontes:
The Economist-Hue were they?

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