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O show vai começar

Festival Folclórico de Parintins

O povo da ilha de Tupinambarana, cercada pelas águas amazônicas, espera ansioso por mais um grande evento em Parintins. Todos os anos é celebrada uma das mais importantes manifestações folclóricas do mundo, onde são mostradas as cores da alma Amazônica. Mais de 100 mil pessoas são atraídas para o Festival de Parintins para contemplar a beleza do show amazonense. Neste ano, a apoteose do Festival acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de junho e os dois grupos rivais escolheram o tema da preservação da Amazônia.

Durante os primeiros 10 dias de festival apresentam-se vários grupos folclóricos acompanhados por um grupo de mais 400 ritmistas, que apresentam lendas ao som de toadas, cantos indígenas, encenações de rituais, fantasias, figuras engraçadas e curiosas do imaginário da região. Entretanto, os maiores competidores são Garantido, de cor vermelha, e Caprichoso, de cor azul, — grupos folclóricos que participam da festa — que disputam há quase 40 anos o título de melhor boi de Parintins. Quem escolhe é a comissão julgadora, por isso os grupos participantes não economizam esforços para serem os melhores da disputa.

O delírio e a paixão dos competidores são marcas registradas dos preparativos para o grande Festival e também ingredientes indispensáveis que sempre reservam novas surpresas. As apresentações ocorrem no Centro Cultural e Esportivo Amazonino Mendes (mais conhecido como Bumbódromo), uma arena com o formato de uma cabeça de boi estilizada com capacidade para 35 mil espectadores, inaugurada em 1989. É dividido em dois setores: azul, onde fica a torcida (chamada "galera") do boi Caprichoso, e vermelho, onde fica a torcida do boi Garantido.

Os ensaios, a confecção das alegorias, as fantasias e coreografias: tudo é minuciosamente planejado para dar lugar ao Festival Folclórico de Parintins. São muitos dias de puro suor antes do evento, de apenas três noites intensas de apresentações, acontecer. As duas agremiações exploram as temáticas regionais, como as lendas, os rituais indígenas e os costumes ribeirinhos através das alegorias e das encenações: é o carnaval da Amazônia. Os dois Bois dançam e cantam por um período de três horas, com ordem de entrada no Bumbódromo. No momento em que o boi entra na arena há uma queima de fogos de artifício e o grito da "galera" nas arquibancadas.

Ao final do Festival sobram só as toadas de despedida e as lembranças dos habitantes que vagueiam entre a exuberância dos grandes dias cheios de brilho, penas, paixão, fervor e suor. O concurso se estende até o final junho, dando lugar à disputa do Caprichoso e Garantido que aqui tomaram características próprias com a miscigenação indígena.

 

Parintins – A ilha encantada

A cidade de Parintins, fundada em 1669, é situada na ilha fluvial de Tupinambara, à margem direita do rio Amazonas — no trecho conhecido como Médio Amazonas — , o coração geográfico da região é responsável por abrigar seres de todas as cores e de todas as espécies. É também um dos pólos mais promissores da Amazônia Ocidental.

 

 

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7 Opiniões

  1. Erick Campos disse:

    Essa festa é sensacional. Não há uma emoção tão perfeita quanto essa em nenhum outro festejo popular no mundo!
    Conheça o Festival de Parintins. 🙂

  2. Ademir disse:

    É só mais um dos encantos da minha Amazônia!

  3. Nádia Amélia disse:

    Gostei muito do site! Fico feliz que o nosso folclore não seja esquecido. Nossa riqueza cultural é imensa! Fiquei interessada em conhecer de perto o festival.

  4. Nivea Vianna disse:

    É um dos meus sonhos a ser realizados, participar dessa festa que contagia qualquer ser humano,agora está mais perto do que nunca, residindo aqui em Belém,vou arranjar um jeito de ir até lá.Maravilhosa matéria!!!

  5. Vera Lucia Natel disse:

    Sou do interior do Paraná se DEUS quiser no próximo ano irei conhecer a Amazonia e participar do maior Festival Folclórico de beleza que já vi.Parintins mil Parabéns!

  6. EDVALDOTAVARES disse:

    PARINTINS DEMONSTRA QUE A AMAZÔNIA É DO BRASIL. Ao assistir as apresentações dos bois-bumbás, o vermelho Garantido e o azul Caprichoso, no bumbódromo de Parintins, fui tomado por intensa recordação. O quão diferente está a ilha de Tupinambarana que conheci, quando acadêmico de medicina do RJ, em 1969 e retornei em 1970, nas operações do Projeto Rondon (PRII e PRIII) e durante a instalação do Campus Avançado da Universidade do Estado da Guanabara (atual UFRJ) em julho de 69. Naquela época bem poucos sabiam onde ficava Parintins, hoje a ilha tem presença internacional, por ocasião do seu festival folclórico, via satélite. A catedral em construção na década de 60 apresenta-se imponente esbanjando beleza. O festival folclórico de Parintins descortina a sua pujança em cores, luzes e riqueza, emoldurando a beleza cabocla feminina, que nos idos dos 60 paqueravam com os seus “fiu-fiu” e “psius” os estudantes universitários, as caças, do Projeto Rondon. Esse evento à margem do médio Rio Amazonas é um exemplo que divulga para o mundo que a Amazônia brasileira não está abandonada e que é habitada por um povo da selva, guerreiro, amante do Brasil e que envia a mensagem da “preservação da Amazônia”. BRASIL ACIMA DE TUDO! SELVA! EDVALDOTAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  7. Jackeline Guimaraes disse:

    Ola gostei muito do Festival, a utima vez que estive em Parintins foi em 2000, de la para ca as coisas mudaram muito a cidade estar linda totalmente desenvolvida.
    Pude observa alguns pontos possivos e negativos.
    A cidade precisa se organizar bastante em questão de alimentação, os preços do batatu estava sendo cobrado , conforme o motorista olhase para sua cara e notase se vc estevese dinheiro e lhe cobrava chegavam a cobra ate vinte reais um abisurdo, outra coisa na minha opinião acho que nas praças era interesante colocarem chuveiros como a cidade e muito quente facilitaria para os turista e visitantes a outra coisa se a cidade e de boi so devia toca boi não forro, pagode entre outros ritimos cada um no seu tempo.fora isso o festival foi maravilhoso.bjs Jackeline

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